07/10/2026
Onda conservadora?
_Por: Ronald León Núñez, SP_
.. A estratégia de conciliação de classes sempre levou a classe trabalhadora a um beco sem saída e a amargas derrotas.
Quem, se dizendo marxista, acredita que era possível derrotar o bolsonarismo aliado com o “companheiro” Alckmin, Simone Tebet, Marina Silva, FIESP, ex-presidentes do Banco Central e executivos de grandes bancos e fundos de investimento, é um farsante e um traidor da classe trabalhadora.
Isso porque a extrema-direita não será derrotada nas urnas ou pela via institucional. Ela só pode ser derrotada nas ruas, no enfrentamento ideológico e físico, mobilizando milhões — e atacando as raízes do capitalismo dependente que a alimentam. Algo que Lula e o PT nunca fizeram nem farão.
E mais: se, como dizem o PT e seus acólitos, o bolsonarismo fosse de fato uma força “fascista” (o que não é), aí sim a luta teria de ser física nas ruas, e jamais contida nos limites institucionais e controlada “de cima para baixo”.
Apesar da narrativa repetida até o cansaço por PT, PSOL, PCdoB, MST, MTST, CUT e UNE, a luta não é entre “extrema-direita” e “esquerda” — pelo simples motivo de que o PT não é “a esquerda”, seja lá o que essas direções achem que isso significa.
O PT não é sequer um partido reformista, pois nunca fez uma reforma estrutural. O PT é um partido da ordem, social-liberal, no máximo a ala esquerda da classe dominante, tão corrupto e corrompido quanto os partidos da burguesia tradicional.
Tampouco é uma luta entre democracia liberal e fascismo. O bolsonarismo é uma força reacionária, extremamente conservadora (misógina, homofóbica, fundamentalista religiosa), pró-imperialista e neoliberal, mas não é um movimento de massas organizadas e armadas em milícias que irrompe para eliminar fisicamente as organizações da classe operária, seus sindicatos e partidos políticos — que é a própria definição do nazifascismo...
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