Tem por função a coordenação das atividades preventivas, de socorro, assistenciais e reparativas
Surgimento da Defesa Civil
Os primeiros sinais de organização de uma Defesa Civil ocorreram no início do Século XX; estava em curso a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e o mundo passava por um acelerado processo de desenvolvimento de novas tecnologias e, para fazer frente a tais sofisticações, os lideres das nações em conflito tiveram que se adaptar às novas condições mudando suas táticas de co
mbate. Os combates eram vencidos nas frentes de batalha mas, para deixar os exércitos em condições de combater, era necessária toda uma logística capaz de produzir, transportar e disponibilizar para os combatentes equipamentos, alimentos, combustível, armas e munições, que eram produzidos em centros industriais dos países em combate. Passou-se então a buscar minar as forças dos exércitos oponentes impedindo que estes recebessem suprimentos, tanto efetuando ataques contra os centros industriais quanto destruindo as linhas de transporte de suprimentos; em ambos os casos sempre se tinha por vítimas a população civil, sejam trabalhadores das industriais atingidas ou moradores das cercanias; certo é que cresceu exponencialmente o número de vítimas civis em relação a outros conflitos. Diante de tal inovação, estando as forças militares voltadas para os combates, a população civil passou a organizar-se criando sinais de alerta de ataques iminentes, áreas de refúgio a serem utilizadas durante os ataques, planos de evacuação das fábricas, estoques estratégicos de alimentos e água, etc. A esta organização da comunidade deu-se diversos nomes, mas popularizou-se o nome defesa civil. Iniciativas análogas se multiplicaram no curso da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) salvando inúmeras vidas. Nos Estados Unidos da América tais organizações perduraram até a extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviética e o consequente fim da Guerra Fria (1945-1991), período durante o qual se acreditava ser possível um ataque com mísseis a qualquer momento. Contudo, terminadas as guerras, tais iniciativas foram se desvanecendo e, em muitos países, são meras lembranças. Na segunda metade do século XX o desenvolvimento tecnológico na área das comunicações favoreceu a diminuição das distancias entre os continentes; as catástrofes de origem natural ou provocadas pelo homem, direta ou indiretamente, passaram a ser escancaradas nos lares do mundo com suas dezenas, centenas ou milhares de vítimas. As nações proativas, se notando passíveis de serem atingidas por tais vicissitudes, mudaram a feição das defesas civis acima citadas e deram-lhes o foco de autodefesa no enfrentamento de desastres. Mais recentemente a própria Organização das Nações Unidas – ONU, uma das organizações responsáveis por socorros humanitários com abrangência global, consciente de que em lugar algum do mundo o Estado será capaz, sozinho, de dar respostas adequadas e completas frente a desastres, criou um órgão dedicado à disseminação da cultura de Defesa Civil e à promoção de incentivos para a adoção desta como política de governo junto a seus signatários.
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