Tribunal Regional Federal da 3ª Região

Tribunal Regional Federal da 3ª Região

Compartilhar

Página oficial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região

13/03/2026

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região empossou hoje o desembargador federal Ciro Brandani em Sessão Plenária Extraordinária Administrativa. A cerimônia, conduzida pelo presidente Johonsom di Salvo, ocorreu na sede do Tribunal em São Paulo.
Brandani foi conduzido ao Plenário pelos desembargadores Carlos Muta e Marcos Moreira, prestou juramento e assinou o termo de posse. Ele passa a integrar a Oitava Turma, especializada em matéria previdenciária.

Ao saudá-lo, o presidente do TRF3 destacou sua trajetória, sensibilidade social e compromisso com a justiça: qualidades que, segundo ele, enriquecem a Corte e fortalecem o trabalho realizado por magistrados e servidores.

Nomeado por decreto presidencial em fevereiro, Brandani assume a vaga decorrente da aposentadoria do desembargador federal Baptista Pereira.

Natural de São Paulo, graduado pela FMU e especialista em Direito Público pela PUC-SP, Ciro Brandani ingressou na magistratura federal em 1993.

Atuou em auxílio à Corregedoria-Regional, Presidência e Vice-Presidência do Tribunal, além de ter exercido funções de diretor e vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo.

Acesse a notícia completa em www.trf3.jus.br

12/03/2026

A Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) reconheceu a especialidade do trabalho de um pedreiro e determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) converter a aposentadoria por tempo de contribuição em especial.  
 
Segundo os magistrados, laudo pericial demonstrou trabalho em condições insalubres no período de março de 1978 a junho de 2013, com exposição a agentes químicos nocivos e radiação não ionizante.
O segurado acionou o Judiciário requerendo o reconhecimento da especialidade do tempo e a concessão de aposentadoria especial.
 
A Justiça Estadual em Santa Adélia/SP, em competência delegada, julgou a ação improcedente determinando somente o acerto de cadastro de períodos. O autor recorreu ao TRF3 pela reforma da sentença. 
 
Após decisão monocrática ter atendido a solicitação do segurado, o INSS ingressou com recurso. 

A autarquia argumentou impossibilidade do reconhecimento de tempo especial após dezembro de 1998, pelo fato de constar informação sobre fornecimento e utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) ef**az no Perfil Profissiográfico Previdenciário do autor.
 
O relator do processo, desembargador federal Marcus Orione, explicou estar demonstrado que o segurado manuseou álcali cáustico, componente do cimento, no desempenho das atividades.

“Até junho de 2020, a informação de EPI ef**az não afasta o reconhecimento da especialidade quando se tratar de agente químico reconhecidamente cancerígeno, conforme artigo 68, § 4º, do Decreto nº 3.048/1999, na redação dada pelo Decreto nº 8.123/2013”, fundamentou.

Marcus Orione acrescentou que o segurado trabalhou exposto a radiação não ionizante em níveis de tolerância superiores aos definidos pela legislação. 

“A exposição habitual e permanente a radiação ultravioleta caracteriza tempo especial, desde que demonstrada por laudo técnico.”
 
A Sétima Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo do INSS. O termo inicial do benefício foi fixado em 3 de junho de 2013, data do requerimento administrativo.

Apelação Cível 5135800-31.2021.4.03.9999

Acesse a notícia completa em www.trf3.jus.br

12/03/2026

No Dia do Bibliotecário, celebramos os profissionais que garantem acesso qualif**ado à informação jurídica e contribuem para preservar a memória institucional da Justiça Federal da 3ª Região.
 
A Biblioteca JF3R atua em três unidades — Fórum Pedro Lessa, TRF3 e Fórum Federal de Campinas — oferecendo pesquisa doutrinária e legislativa, orientação ao uso do acervo, acesso a bases de dados assinadas e suporte às atividades judicantes, de inteligência e de inovação.
 
Com uma base de 514 mil registros e mais de 21 mil recursos digitais disponíveis na Biblioteca Digital JF3R, o sistema combina espaços de estudo com serviços digitais que ampliam o alcance da informação. Em 2025, foram realizados mais de 9 mil empréstimos e 2.600 pesquisas atendidas, reforçando o compromisso com excelência, confiabilidade e inovação.
 
Visite as Bibliotecas da Justiça Federal da 3ª Região:
 
• O Núcleo de Biblioteca da JFSP e a Seção de Biblioteca do TRF3 atendem ao público externo de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.
• A Biblioteca do Fórum Federal de Campinas/SP atende ao público externo às terças e quintas, das 12h às 19h.

Acesse também a página das Bibliotecas da Justiça Federal da 3ª Região em https://www.jfsp.jus.br/bibliotecas.

11/03/2026

A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve a condenação de um homem por organização criminosa, roubo qualif**ado, participação em incêndio e uso de explosivos pelo ataque a bancos em Araçatuba/SP no ano de 2021. O colegiado aumentou a pena aplicada pela sentença de 52 para 68 anos de reclusão.
Para os magistrados, a autoria e a materialidade dos crimes foram demonstradas por meio de provas documentais e testemunhais.

Conforme o processo, o réu integrou grupo criminoso com o objetivo de roubar, simultaneamente, agências da Caixa Econômica Federal (Caixa) e do Banco do Brasil, na cidade do interior paulista, no dia 29 de agosto de 2021.

Além disso, os membros da organização, armados e em veículos blindados, realizaram ataques a unidades da Polícia Militar, para impedir o deslocamento do efetivo policial. Foram também incendiados veículos na região central e nas rodovias de acesso à Araçatuba.  
O crime envolveu emprego de explosivos, utilização de armas restritas, tomada de reféns como “escudos-humanos”, incêndios e bloqueios de vias. O grupo retirou das agências bancárias mais de R$ 17 milhões em dinheiro e joias. A ação resultou em morte de civil e lesões corporais graves.

A 1ª Vara Federal de Araçatuba havia condenado o homem a 52 anos e nove meses de reclusão e ao pagamento de 415 dias multa. Ele recorreu ao TRF3 argumentando ausência de provas. O Ministério Público Federal (MPF) também apelou pedindo aumento da pena base.

“Não se está condenando o acusado por crimes aleatórios, mas por fatos que tiveram a sua adesão direta, ou mesmo por consentimento, de todos os crimes que os integrantes da organização realizaram para o êxito da empreitada criminosa.”  

Segundo o acórdão, a participação no ataque foi confirmada por meio de provas indiciárias (indiretas). 
A Quinta Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso da defesa e atendeu o pedido do MPF. A pena foi fixada em 68 anos e quatro meses de reclusão e pagamento de 98 dias multa.

Apelação Criminal 5002759-33.2023.4.03.6107

Acesse a notícia completa em www.trf3.jus.br

10/03/2026

A Turma Regional de Mato Grosso do Sul, do TRF3, garantiu a um homem com síndrome da talidomida a revisão da pensão especial e indenização por danos morais de R$ 100 mil. O laudo pericial apontou incapacidade parcial e permanente para atividades que exigem caminhada contínua, postura em pé, esforço físico e higiene pessoal.
 
O autor recebia pensão especial com pontuação 1, definida por critérios que medem natureza e grau de dependência. Conforme a relatora, juíza federal convocada Diana Brunstein, as conclusões do perito justif**am a atribuição de três pontos.

O homem buscou a Justiça pedindo revisão do benefício e indenização, alegando que sua incapacidade havia sido reconhecida apenas pelo critério de deambulação. A 1ª Vara de Coxim julgou o pedido procedente. O INSS recorreu, alegando ilegitimidade passiva e impossibilidade de cumulação da pensão especial com indenização por dano moral.
 
A relatora aplicou a Lei nº 12.190/2010 e o Decreto nº 7.235/2010, destacando que o INSS é parte legítima e que as reparações assistencial e indenizatória são cumulativas. Para ela, enquanto a pensão especial assegura subsistência digna, a indenização compensa o sofrimento decorrente das limitações impostas pela síndrome.
 
A Turma Regional, por unanimidade, negou provimento ao recurso do INSS.

Desenvolvida na Alemanha e comercializada a partir de 1957, a talidomida foi usada para tratar náuseas e ansiedade na gravidez, mas causou graves malformações fetais, como encurtamento de membros.

No Brasil, a Lei nº 7.070/1982 garantiu pensão especial às pessoas com síndrome da talidomida. Já a Lei nº 12.190/2010 assegurou indenização por dano moral.
 
Acesse mais em www.trf3.jus.br

10/03/2026

O Relatório de Gestão 2025 da Justiça Federal da 3ª Região apresenta as principais ações e resultados alcançados pelo TRF3 e pelas Seções Judiciárias de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A publicação reúne informações sobre estrutura organizacional, governança, estratégia, riscos, oportunidades e desempenho, seguindo as diretrizes do Tribunal de Contas da União.

O documento destaca o planejamento de 2025 como um período de expansão das iniciativas iniciadas em 2024. Segundo o presidente do TRF3 no biênio 2024-2026, desembargador federal Carlos Muta, os esforços foram orientados a resultados, com foco na equalização de demandas, força de trabalho e aprimoramento das atividades administrativas e de apoio.

Entre as iniciativas estratégicas, está a implantação da Turma Regional de Mato Grosso do Sul, que ampliou a agilidade no julgamento de temas regionais, como questões ambientais, agrárias e previdenciárias. O programa Pop Rua Jud manteve sua missão de democratizar o acesso à Justiça, com ações em diversas cidades da 3ª Região. Os programas Justiça Itinerante, Caminho do Acordo e o Juizado Especial Federal Itinerante levaram atendimento a localidades de difícil acesso, incluindo comunidades tradicionais.

O relatório também aborda o Programa Simplif**ado de Extinção das Execuções Fiscais, que promove o encerramento eletrônico de processos físicos, contribuindo para a redução do acervo. Outro destaque é o processo de reestruturação da Justiça Federal de 1º grau, alinhado ao Programa Justiça 4.0, com expansão dos Núcleos de Justiça 4.0 e redistribuição mais equilibrada da carga de trabalho.

A publicação menciona ainda a implantação do novo centro de processamento de dados e da LIA, plataforma de inteligência artificial desenvolvida internamente para apoio à produção de minutas e outras tarefas. O relatório registra, por fim, iniciativas de integração e bem-estar, além de reconhecimentos públicos recebidos pela instituição.

Acesse o relatório no site www.trf3.jus.br

Photos from Tribunal Regional Federal da 3ª Região's post 09/03/2026

A partir do dia 3 de abril, o pagamento de custas judiciais deverá será realizado exclusivamente via Pix ou cartão de crédito. A medida atende comunicado da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Com isso, a Guia de Recolhimento da União (GRU) Judicial (boleto) paga na Caixa Econômica Federal será extinta.

O recolhimento por Pix ou cartão de crédito exige que o comprovante emitido pela STN seja anexado aos autos e deve seguir o modelo com a descrição “Pagamento realizado com sucesso”, a ser impresso imediatamente após a leitura do QRCode e confirmação do pagamento.

Já a GRU Simples, paga no Banco do Brasil, será aceita apenas para recolhimento de outros serviços, que não sejam relacionados às custas e despesas processuais, e a emissão ocorrerá na página de Pagamento de GRU do PagTesouro.

Por meio desse portal, também será possível o pagamento de custas judiciais, porém, não haverá emissão de boleto. Nesse caso, deverão ser informados os parâmetros constantes na página da Secretaria Judiciária.

O sistema de custas do TRF3 será alterado para se adequar às novas exigências e a página de Emissão de GRU Judicial pelo PagTesouro será descontinuada.

Os detalhes podem ser conferidos na página do TRF3 na internet.

Photos from Tribunal Regional Federal da 3ª Região's post 09/03/2026

No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, várias decisões do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e das Seções Judiciárias de São Paulo e de Mato Grosso do Sul sopesaram a histórica desigualdade de gênero para assegurar direitos. 
 
Há casos envolvendo concessão de aposentadoria por idade a trabalhadora rural, aposentadoria por invalidez a dona de casa que é segurada facultativa, execução fiscal de idosa de 80 anos após partilha em separação judicial, pensão por morte a viúva em união estável, liberação de recurso para tratamento de fertilização in vitro, licença-maternidade, assédio sexual, entre outras questões.  
 
Os processos têm em comum a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes a serem observadas pelos magistrados, no exame de cada situação particular, para evitar repetição de estereótipos e perpetuação de diferenças, a fim de romper com culturas de discriminação e de preconceitos, conforme a Resolução nº 492/2023. 
 
Conheça essas e outras decisões no site www.trf3.jus.br

08/03/2026

Hoje celebramos o Dia Internacional da Mulher, uma data que vai além das homenagens. O 8 de março marca a história de lutas das mulheres por direitos e reconhecimento em diferentes espaços da sociedade, lembrando conquistas importantes alcançadas ao longo do tempo e os desafios que ainda permanecem.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região e a Justiça Federal em São Paulo e Mato Grosso do Sul parabenizam todas as mulheres, em especial as magistradas, servidoras, estagiárias, colaboradoras, estudantes, professoras, advogadas e operadoras do Direito.

06/03/2026

O presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador federal Johonsom di Salvo, prestigiou, no dia 5 de março, a solenidade de posse dos desembargadores André Carvalho e Silva de Almeida e Grakiton Satiro Aragão, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).  
 
A cerimônia foi realizada no Salão do Júri, na sede do TJSP, sob a condução do presidente da Corte, desembargador Francisco Eduardo Loureiro.
 
O desembargador federal Johonsom di Salvo afirmou que cada oportunidade de estar no TJSP é uma grande alegria. “Aqui, encontramos grandes amigos. Sempre que pudermos, marcaremos presença no TJSP”, declarou.  
 
Em seus discursos de posse, os dois desembargadores falaram sobre suas trajetórias profissionais e destacaram o apoio recebido por suas famílias, ali presentes.
 
André Carvalho e Silva de Almeida é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), turma de 1990. Na magistratura, atuou em Rio Claro, Monte Azul Paulista, Mairiporã e São Paulo. Grakiton Satiro Aragão graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), turma de 1990, e exerceu a judicatura em Sorocaba, Itaporanga, Ubatuba, Araçatuba, Atibaia e Jundiaí.
 
Acesse a notícia em www.trf3.jus.br

Photos from Tribunal Regional Federal da 3ª Região's post 06/03/2026

No enfrentamento da violência, todos fazem parte!

O TRF3 e a Justiça Federal nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul participam da campanha “A violência não mora aqui”, do CNJ, que convida toda a sociedade a acolher e auxiliar a mulher que vivencia violência dentro do próprio lar. Com a participação da sociedade na identif**ação e na denúncia de casos de violência doméstica e familiar, um futuro com mais justiça e respeito pode ser construído.

Ligue 180 e denuncie!

05/03/2026

A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve a condenação de um empresário por exploração de areia e argila sem autorização legal, em sítio de sua propriedade e arredores, na cidade de Aguaí/SP.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, após fiscalização efetuada no sítio do réu e análise das imagens de ferramenta de mapeamento digital, foi constatada extração, exploração e comercialização ilegal de areia e argila, de 2016 até 2022.

A 1ª Vara Federal de São João da Boa Vista/SP condenou o empresário a um ano, um mês e 18 dias de detenção, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 11 dias multa. Também fixou o pagamento de R$ 1.157.655 (atualizado em 2022), para reparação dos danos causados pela infração ambiental.

O réu recorreu ao TRF3 pedindo absolvição, afastamento de valor mínimo para a reparação dos danos e substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. O desembargador federal Ali Mazloum, relator do processo, observou que laudos demonstraram atividades de lavra, beneficiamento e mineração sem as licenças devidas.

“A fiscalização resultou na aplicação de penalidades, pois a empresa foi autuada por instalar e operar atividade minerária, extração de areia em cava, considerada efetiva ou potencialmente poluidora, em uma área de aproximadamente 0,36 hectare (12 metros por 300 metros)”.

Segundo o magistrado, a alegação do réu, de não ter havido extração no local, está em desacordo com as provas contidas nos autos. “A evidência f**a latente quando se observa que a empresa foi multada pela prática, sendo obrigada a recompor a área.”

Acesse a notícia completa em www.trf3.jus.br

Descrição de imagem : retroescavadeira sobre um banco de areia.

Quer que seu negócio seja a primeira Serviço Governamental em São Paulo?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Endereço


São Paulo, SP
01310936

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 12:00 - 19:00
Terça-feira 12:00 - 19:00
Quarta-feira 12:00 - 19:00
Quinta-feira 12:00 - 19:00
Sexta-feira 12:00 - 19:00