13 de maio: Um dia para refletir, celebrar e resistir.
Foram mais de 350 anos de escravidão. Mais de 5 milhões de corpos negros sequestrados de suas terras.
Em 13 de maio de 1888, em apenas uma linha, a Princesa Isabel declarou extinta a escravidão. Mas a verdade é que a liberdade não foi dada; foi conquistada por negros e negras com muita luta, resistência e coragem. A abolição foi o resultado de séculos de insurgência de um povo.
Após a assinatura, o vazio: nenhuma reparação, nem terra, nem direitos. Fomos deixados à mercê da própria sorte em um país que nos negava o básico.
Hoje, 138 anos após a abolição, ainda há muito por fazer, mas muito já foi construído. Houve luta e resistência muito antes de nós: Luísa Mahin, Tereza de Benguela, Maria Firmina dos Reis, Maria Tomásia Figueira de Melo, Aqualtune, Luiz Gama, Zumbi e Ganga Zumba.
Foram tantos e tantas que abriram o caminho. Se chegamos aqui, é porque eles caminharam antes. Precisamos resistir, mas também celebrar nossa existência e nossa vitória.
Instituto Maisha
Maisha é Vida. Embora inferiorizadas as mulheres são e sempre serão as protagonistas da história. Mul
Outro dia, caminhando pelo centro, vi nas paredes algo que me fez parar. Estava escrito MATERNIDADE, mas com um risco se tornou ETERNIDADE.
Aquilo me fez pensar. A maternidade é, de fato, eterna. Ela nos marca para a vida toda, pro bem ou pro mal. Seja pela presença ou pela falta, o que recebemos de nossas mães se torna a base de quem somos. A gente cresce e, muitas vezes sem perceber, repete padrões e comportamentos que aprendemos lá atrás."
Mas hoje eu quero ir além. Quero falar de essência. Mãe é Maisha. Em sua origem, Maisha significa Vida. E não existe definição melhor. Mãe gera, nutre, é de onde a vida flui. Quem não tem filhos, tem mãe. Todos nós viemos dessa fonte.
Somos fruto dessa vida. E, nessa jornada, precisamos entender uma verdade libertadora: não existe mãe boa ou ruim. O que existe são mulheres reais que entregaram o melhor que sabiam e o melhor que podiam, dentro das ferramentas que tinham na época.
Muitas vezes, carregamos marcas que doem. Mas o convite que faço hoje, é para que a gente comece a olhar para essas marcas com mais acolhimento.
Se você absorveu algo que não foi bom, que hoje seja o começo da quebra desse ciclo. Que a gente aprenda a lidar e a tratar o que recebemos, transformando a dor em aprendizado para entregar o nosso melhor aos que vêm depois de nós. E, principalmente: que a gente aprenda a perdoar nossas mães pelo que elas não souberam nos dar ou não nos deram da forma que queriamos.
Para você, que hoje exerce esse papel: não se culpe pelo que não foi perfeito. Acolha a sua história.
Neste Dia das Mães, celebre a vida que passou por você e a vida que você é. Você está indo bem. Você está fazendo um trabalho digno de orgulho.
Um abraço carinhoso a todas as mães
09/05/2026
Representando o Instituto Maisha no evento Mestras do Cuidado, a convite das deputadas Marina Bragante e Marina Helou .helou
Hoje foi um espaço necessário de homenagem e reconhecimento a tantas mulheres que realizam trabalhos incríveis e transformadores na nossa sociedade. Estar presente e reconhecer o esforço de outras lideranças é fundamental para fortalecermos nossa rede.
Saio daqui inspirada e com a certeza de que o cuidado é o caminho para a nossa autonomia! 🤝💜
Maternidade solo não é o "plano A" para a grande maioria de nós, e os desafios são gigantescos. Mas esse vídeo toca em uma ferida necessária: a paz de não ter que carregar um adulto nas costas.
"Antes só do que mal acompanhada" nunca fez tanto sentido quanto na maternidade. 🍼
Sim, ser mãe solo é uma jornada pesada e complexa. Mas a verdade é que muitas mulheres só descobriram o que é "paz" quando pararam de ser mães de seus parceiros.
A exaustão de cuidar de uma criança sozinha é real, mas a exaustão de cobrar o básico de um homem adulto drena toda a energia. Quando você tira o peso de quem não quer somar, sobra mais energia para o que realmente importa: você e seu pequeno (a). ❤️🩹
As palavras da Shakira ecoam porque não são apenas um discurso; são o retrato de uma realidade dura que, por muito tempo, foi mantida na invisibilidade.
Muitas vezes, a força da mãe solo é celebrada para esconder a falta de políticas públicas e de uma rede de apoio real.
O que para o mundo é 'superação', para nós é sobrevivência diária.
No Instituto Maisha, nós olhamos para além da superfície.
Acolhemos o cansaço, validamos a luta e trabalhamos para que essa jornada não precise ser tão solitária.
É preciso parar de apenas admirar a força dessas mulheres e começar a ampará-las de verdade. 💜
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Nenhuma mãe deveria maternar sozinha.
Por muito tempo, disseram que havia apenas um modelo aceitável de família. Quem foge da regra, paga o preço com julgamento e sobrecarga. Mas esse peso que jogam sobre você é uma construção social — não é seu e não te cabe.
O Instituto Maisha nasceu para romper com esse isolamento. Somos sua rede de apoio, seu porto seguro e sua voz.
Por isso estamos aqui.
Você não está sozinha. Vamos juntas? 🤝✨
Sei que nem sempre foi fácil. Muitas de nós agimos no automático, tentando proteger nossos filhos da forma que aprendemos — e essa forma, às vezes, era através da dor e da repetição.
Não se culpe se você demorou para perceber que seu filho estava carregando histórias que não eram dele. A consciência é um processo. Hoje, entendemos que amar é também dar ao filho o direito de ser diferente de nós.
Que nossas crianças sejam versões "atualizadas":
Com mais coragem e menos feridas.
Com mais leveza e menos defesas.
Com a liberdade de serem quem são, sem precisar carregar o que nós ainda estamos curando em nós.
Estamos juntas nesse caminho de evolução. 💜
05/04/2026
Feliz Páscoa!
Ele vive!
30/03/2026
É o jeito! 😅
Quem mais tá desse jeitinho?
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