30/11/2020
Conservadores sentem afeição pela intrincada proliferação de instituições sociais de longa data e pelos modos de vida, distintos da estreita uniformidade e sufocante igualitarismo dos sistemas radicais. Para a preservação de uma diversidade saudável, em qualquer civilização, devem sobreviver ordem e classes, diferenças nas condições materiais e muitos tipos de desigualdades. As únicas formas verdadeiras de igualdade são a igualdade do Julgamento Final e igualdade perante um justo tribunal da lei. Todas as outras tentativas de nivelamento levarão, na melhor das hipóteses, à estagnação social. A sociedade requer líderes capazes e honestos, e se as diferenças institucionais e naturais são destruídas, brevemente algum tirano ou algum bando de oligarcas sórdidos criarão novas formas de desigualdade.
(Adaptado por Kirk em A Política da Prudência. Tradução de Flávio Ghetti)
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06/11/2020
Burke concorda com Platão que num homem de estado a prudência seja a maior virtude. Qualquer medida pública deve ser julgada por suas prováveis consequências de longo prazo, não apenas por sua vantagem temporária ou popularidade. Radicais, dizem os conservadores, são imprudentes: pois eles traçam seus objetivos sem dar muita atenção ao risco de novos abusos, piores que os males que esperam eliminar. Como colocou John Randolph, de Roanoke, a Providência move-se lentamente, enquanto o diabo sempre se apressa. Sendo a sociedade humana complexa, os remédios, para serem eficazes, não podem ser simples. O conservador declara que age apenas após reflexão suficiente, tendo pesado as consequências. Reformas repentinas e profundas são perigosas como cirurgias repentinas e profundas.
(Adaptado por Kirk em A Política da Prudência. Tradução de Flávio Ghetti)
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29/10/2020
É o senso conservador de que as pessoas modernas são anões nos ombros de gigantes, capazes de enxergar mais longe que seus ancestrais apenas devido à grande estatura daqueles que nos precederam no tempo. Consequentemente os conservadores quase sempre enfatizam a importância da prescrição – isto é, das coisas estabelecidas pelo uso imemorial, de modo que a mente humana não caminhe ao contrário. Há direitos para os quais o principal reconhecimento público é a antiguidade – incluindo, quase sempre, direitos de propriedade. Similarmente, nossa moral é em grande parte prescritiva. Conservadores argumentam ser improvável que nós modernos façamos qualquer grande descoberta em moral, política ou propensão. É perigoso pesar cada questão passageira na base do julgamento e racionalidade particulares. O indivíduo é tolo, mas a espécie é sábia, declarou Burke. Em política fazemos melhor obedecendo ao precedente, ao preceito e mesmo ao preconceito, pois a grande incorporação misteriosa da raça humana adquiriu uma sabedoria prescritiva muito maior que qualquer insignificante racionalidade particular
(Adaptado por Kirk em A Política da Prudência. Tradução de Flávio Ghetti)
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15/10/2020
É a antiga tradição que capacita as pessoas a viverem juntas pacificamente. Os destruidores de costumes destroem mais do que desejam ou sabem. É através da convenção – uma palavra muito violentada em nossa época – que conseguimos evitar a disputa perpétua a respeito de direitos e deveres: a lei, em seus fundamentos, é um corpo de convenções. A continuidade é o significado de vincular geração a geração, importa tanto para a sociedade como para o indivíduo, sem isto a vida é sem sentido. Num tempo em que revolucionários bem sucedidos têm apagado antigos costumes, escarnecido de antigas convenções, e quebrado a continuidade das instituições sociais, porque atualmente descobriram a necessidade de estabelecer novos costumes, convenções e continuidade. Porém este processo é doloroso e lento, e a nova ordem social que eventualmente emerge pode ser muito inferior à antiga que os radicais derrubaram em seu entusiasmo pelo Paraíso Terrestre.
Os conservadores são defensores dos costumes, convenções e continuidade porque preferem o diabo conhecido ao diabo que não conhecem. Ordem, justiça e liberdade, acreditam, são produtos de uma longa experiência, o resultado de séculos de te**es, reflexões e sacrifícios. Então, o corpo social é um tipo de corporação espiritual comparável à igreja. Pode mesmo ser chamado de comunidade das almas. A sociedade humana não é uma máquina para ser tratada mecanicamente. A continuidade, sangue vital de uma sociedade, não deve ser interrompida. O lembrete de Burke sobre a necessidade de mudança prudente, está na mente do conservador. Mas a mudança necessária, argumenta o conservador, deve ser gradual e discriminada, nunca quebrando antigos interesses imediatamente.
(Adaptado por Kirk em A Política da Prudência. Tradução de Flávio Ghetti)
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06/10/2020
Anteriormente citamos A Política da Prudência, obra o célebre filósofo Russell Kirk. Nesta obra, este conservador de linha burkeana cita dez princípios que estaremos publicando nas próximas semanas.
"Um conservador crê que existe uma ordem moral duradoura" é o primeiro princípio. A própria história humana e a realidade que Kirk vivenciou durante o século XX mostram as consequências de quando a crença na ordem moral entra em colapso . Na Antiguidade, Platão ensinava sobre a ordem interior da alma e a ordem externa da comunidade (e podemos ver esta sendo resultado daquela). Como conservadores, devemos cultivar a nossa própria ordem individual e incentivar isso no coletivo: enquanto uma sociedade de homens e mulheres estiver moralmente à deriva, será uma sociedade má.
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08/09/2020
Nas últimas semanas mais uma vez o ab**to foi tema de debate no Brasil. Esse projeto nefasto se tornou uma das principais bandeiras progressistas nos últimos anos e cabe a nós, cristãos e conservadores, apontar a natureza pútrida desta ideologia.
"O imbróglio, portanto, pode ser resumido em dois pontos centrais: o primeiro é que os progressistas, não contentes em tentar apagar as vozes do passado, empenham-se também em silenciar as do futuro; depois, por não enxergarem o valor inegociável e absoluto de toda e qualquer vida humana, regozijam-se em beneficiar sobretudo os seus circunstantes, ainda que tenham de assassinar inocentes da geração vindoura para fazê-lo" (trecho do texto "Velório Solitário" do colunista Victor Bitancourt)
Leia na íntegra: https://bit.ly/331VW95
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**to
27/08/2020
Em seu livro A Política da Prudência, o filósofo americano Russel Kirk (1918-1994) apresenta os chamados "Dez Princípios Conservadores" a partir da tradição do conservadorismo britânico. Partindo do pressuposto que não se deve confiar na mera benevolência humana, Kirk afirma a necessidade do conservador compreender a necessidade de restrição prudente sobre o poder (político) e sobre as paixões humanas.
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21/08/2020
O CRISTÃO PODE SER FAVORÁVEL AO AB**TO?
Obviamente que não! Sinceramente, eu não vejo isso nem como uma questão polêmica entre cristãos, pelo menos não deveria ser. Isso é algo tão óbvio que é até difícil de explicar.
Não, o cristão não pode ser favorável ao ab**to, pois o ab**to é o assassinato de um ser inocente em sua fase intrauterina de vida e em sua condição mais vulnerável. Somente um ser desprovido de compaixão e amor ao próximo pensaria em violar uma pessoa nesse estado.
Não me venha com o papinho de que não é a “favor do ab**to e sim da descriminalização do ab**to” porque é, em termos práticos, a mesma coisa. Uma pessoa ser favorável a um assassinato deixar de ser crime é a mesma coisa que dizer que não o acha um ato criminoso.
Muitos tratados internacionais concordam que a vida começa na fecundação, mas pouco importa o que dizem os tratados. Não é uma convenção de burocratas que determina o que é certo ou errado de modo absoluto. O cristão segue a lei de Deus quando a lei dos homens é conflitante com ela, pois “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
Se o Estado decidir que a escravidão deve voltar, você compraria escravos? Ou se ele decidir que mulheres não podem trabalhar, você concordaria? De modo algum! O Estado não define – e nem consegue definir – o que é moralmente correto. Foi o Estado alemão, junto com intelectuais diabólicos e a mídia grotesca, que transformaram os judeus numa sub-raça. Lamentável! Esses são os frutos das sociedades sem a moralidade transcendente que o Cristianismo fornece, algo que esteja acima de todos, inclusive do Estado.
Qualquer tentativa de definir em qual ponto a vida se inicia é arbitrária, autoritária e maléfica. Isso, claramente, constitui numa violação dos direitos da pessoa humana. Ninguém inicia a demolição de um prédio quando se há dúvida se existe ou não uma criança perdida lá dentro, então por que toda essa sede de sangue mesmo em meio às incertezas?
A vida é um dom de Deus, o salmista diz: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (Sl 139:13).
Um “cristão” favorável ao ab**to é uma pessoa confusa sobre a própria fé. É uma pessoa que talvez quer ser cristã, mas não consegue abandonar a sua fé na ideologia. Colocar seu coração e esperanças em outra coisa, que não seja o próprio Deus, é idolatria.
O ab**to não resolve nenhum problema, apenas cria outros maiores. Desde problemas psicológicos, filosóficos, científicos até aos riscos do próprio procedimento. Não existe ab**to seguro, todo ab**to é um risco, seja para mãe, seja para o bebê. Se a vida humana deve ser protegida, e todo ser humano é digno e possuidor de direitos, ele o é desde o ventre materno.
“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi.” Jr 1:3.
Via: (https://bit.ly/2CTdVpe)
**to **to
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17/08/2020
Sobre a polêmica do ab**to e o valor intrínseco da vida humana desde o ventre materno, o filósofo G.K. Chesterton assim nos exorta: "Um cemitério apenas pode estar povoado de fantasmas de mortos, mas existem casas que se encontram povoadas de fantasmas de não-nascidos."
Diga não ao ab**to!
**to **to
14/08/2020
14 de agosto é o Dia de São Maximiliano Kolbe, e o Reaviva Mack oferece suas homenagens à este grande padre missionário, um modelo exemplar da conduta e caridade cristã.
Leia na íntegra o texto "Memória de São Maximiliano Maria Kolbe: 14 de agosto" de Leonardo Leite, colunista do Reaviva Mack: https://bit.ly/33VXhAm
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13/08/2020
Marxismo cultural é a subversão da cultura judaico-cristã que está em ação desde a Revolução Francesa. Com nomes diferentes da sua origem, porém sempre com mutações adaptativas de seu plano original a fim de implementá-lo.
O marxismo, o pragmatismo, o nietzscheanismo e o freudismo são os quatro pilares do barbarismo contemporâneo.
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