02/10/2026
Antes restritos aos canais de televisão, a estética e os conteúdos dos programas policialescos ganharam nova roupagem em perfis no YouTube, Instagram e Tik Tok.
Agentes de segurança pública em exercício ou não, parlamentares da bancada da bala ou da bíblia, repórteres e apresentadores de programas policiais abusam do sensacionalismo para acumular capital político e lucrar.
Embora as práticas de exposição indevida de crianças e adolescentes, desrespeito à presunção de inocência, letalidade policial, incitação ao crime (de linchamento e justiçamento, por exemplo) comuns nos conteúdos sejam amplamente denunciadas, nestes casos, o crime parece compensar.
Da TV às redes sociais, o Intervozes apurou dezoito candidaturas de influencers policialescos ou de policialescos tradicionais (com programas transmitidos em canais de radiodifusão) na corrida eleitoral de 2026.
A pesquisa levantou informações de candidatos dos 27 estados mais Distrito Federal ao Senado e aos governos estaduais, incluindo suplentes e vices, respectivamente. Após o segundo turno, o levantamento se concentrará nos deputados federais e estaduais eleitos.
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