14/11/2019
A Comissão da Verdade Reitora Nadir Gouvêa Kfouri e a PUC-SP convidam a comunidade a participar da diplomação simbólica que será feita ao João Maria Ximenes de Andrade, estudante da Universidade desaparecido durante a ditadura militar, em 1974. A cerimônia será realizada dia 19/11, às 19h, no campus Monte Alegre, auditório 100 (1º andar, prédio novo).
https://j.pucsp.br/noticia/lembrar-e-resistir-homenagem-e-diplomacao-de-aluno-desaparecido-durante-ditadura-miliar
31/07/2019
NOTA DE REPÚDIO
A Comissão da Verdade da PUC-SP, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, vem a público manifestar nosso mais absoluto repúdio e indignação aos recentes despautérios proferidos nestes últimos dias pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, em relação à morte e desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da OAB, Felipe de Santa Cruz, cujo “crime” foi exercer o direito inalienável a todo ser humano de oposição e resistência ao obscurantismo e violência da ditadura civil-militar que perdurou, nesse país, no período 1964-1984. Por sua militância, inclusive estudantil, Fernando Santa Cruz foi preso no dia 22/fev/1974, assassinado por agentes dos órgãos repressores e seu corpo incinerado na Usina de Cambaíba, situada no Norte Fluminense, a fim de que “nem as cinzas sobrassem dele”, conforme depoimento dos próprios torturadores e, além disso, o reconhecimento oficial de seu desaparecimento por parte do próprio Estado brasileiro. Em seus recentes pronunciamentos, Bolsonaro não só mente sobre a atuação política de Fernando e da organização a que pertenceu, como tenta difamar seus companheiros, a quem vilmente acusa por sua morte. Ao fazê-lo, o mais alto dignitário da Nação revela não só uma flagrante insensibilidade à dor alheia, como também uma discordância radical com princípios básicos da Constituição Brasileira, que ele jurou respeitar, como o direito à vida e o direito a não ser submetido à tortura, nem tratamento desumano ou degradante. Se o Brasil nunca completou os passos necessários a uma justiça transicional, pois deixou impunes os funcionários da ditadura que prenderam, torturaram, mataram e desapareceram com centenas de pessoas, o que já é por si lamentável, é completamente inaceitável que agora, quase quarenta anos depois, o presidente do País venha de público e gratuitamente assumir a defesa dos crimes cometidos àquela época pelo regime de exceção, assim como tripudiar as suas vítimas.
A verdade e a memória do povo brasileiro merecem respeito.
Comissão da Verdade da PUC-SP Reitora Nadir Gouvêa Kfouri
07/10/2018
Por tudo que aconteceu e que esperamos que não se repita. Contra qualquer atitude que vá contra os direitos duramente conquistados pelas nossas mulheres, pel@s negr@s, homossexuais, quilombolas, por todas as minorias. Que nunca mais a palavra tortura saia da boca de quem deseja governar enquanto uma opção e uma ação. Contra qualquer ato que desrespeite a democracia, conquistada pelos nossos com sangue.
ELE NÃO, ELE NUNCA!
11/05/2018
Mesmo dentro do quadro de "abertura democrática" sabemos que a institucionalização da violência de estado e das atrocidades exercidas sob o poder governamental são componentes estruturantes dessa parte da nossa história. Se faz sempre importante reiterar a luta pelo esclarecimento dos fatos reais que acompanharam esse período sombrio. Não pararemos de lutar.
Documento da CIA sobre Geisel é perturbador
Geisel entrou para a História como o ditador que controlou os excessos da “tigrada”. Depois da morte sob tortura nos
15/09/2017
https://www.facebook.com/events/703305899860446/?ti=icl
Lembrar é resistir. Ato de encerramento das atividades da Comissão da Verdade da terá diplomação simbólica de estudantes da Universidade assassinados pela ditadura. Participe!
http://j.pucsp.br/sites/default/files/convite-ato-de-encerramento_0.pdf
27/04/2017
Memórias do Golpe de 64: repressão e resistência
O golpe de 64, obra da direita, da mídia e de um setor militar, teve como marca a propagação de denúncias e do ódio na sociedade. A hora é de relembrar
19/04/2016
Domingo, durante a sessão que votou pela admissibilidade da abertura do impeachment da Presidenta Dilma, a maioria dos discursos proferidos pelos Deputados se embasavam em justificativas pessoais, sem fazer menção ao crime de responsabilidade que justificaria o impedimento. Viemos aqui nos manifestar sobre o discurso repugnante e misógino do deputado Jair Bolsonaro, o qual não esboçou nenhum constrangimento ao enaltecer o coronel Brilhante Ustra, que foi um dos piores torturadores e assassinos da Ditadura Militar brasileira.
A saudação do deputado Bolsonaro ao coronel Ustra é gravíssima e inadimissível, pois além de ter determinado o assassinato e a perseguição de diversos brasileiros que lutaram contra a ditadura, existem indícios de que o próprio Ustra tenha torturado a Presidenta Dilma, de modo absolutamente cruel, asqueroso, criminoso e desumano. Bolsonaro disse em sua fala "Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff".
Há relatos de que a mando do Coronel ustra, colocaram ratos na va**na da presidenta Dilma, cumprindo a tortura. Os porões da ditadura tinham a tortura como regra no Brasil, financiada diretamente por empresários a partir da consolidação da Operação Bandeirantes, embriã dos DOI-CODI, que inclusive deu espaço para que os mesmos empresários assistissem a sessões de torturas como foi o caso de Henning Boilesen, assassinado em ação da ALN e MRT.
Bolsonaro dedicou seu voto a um assassino e torturador.
Bolsonaro dedicou seu voto a um coronel que tripudiou de pessoas que foram perseguidas, torturadas, exiladas e mortas.
Bolsonaro dedicou seu voto à violação dos direitos das mulheres.
Bolsonaro dedicou seu voto aos crimes cometidos durante a ditadura.
Bolsonaro dedicou seu voto aos torturadores de 1964.
Bolsonaro saudou o desaparecimento e assassinato de jornalistas como Vladimir Herzog.
Bolsonaro saudou a dor e a morte de milhares de pessoas.
Bolsonaro saudou o desrespeito à luta contra todo o retrocesso que ele mesmo representa.
Nós, integrantes da comissão da verdade, em nome de todos aqueles que lutaram por liberdade e igualdade, dando suas vidas para que hoje pudéssemos viver em um regime que não fosse o ditatorial, repudiamos e desprezamos a fala do Deputado Jair Bolsonaro.
Jair Bolsonaro não fala por nós e nunca falará.
Lembrar é resistir.
E nós resistiremos.
Abaixo, segue, depoimento de Maria Amélia de Almeida Teles, torturada por Ustra na presença de seus filhos.
Assinam essa nota
Bolsistas da Comissão da Verdade PUC-SP
Comitê estudantil da Comissão da Verdade PUC-SP
Amelinha Teles, sobre Ustra
As torturas no DOI-CODI.
05/04/2016
Vejam a exposição "VIVOS" na biblioteca da PUC SP
28/03/2016
Em memória aos 5 estudantes mortos e desaparecidos da PUC-SP, troque a foto do seu perfil até o dia 1º de abril!
28/03/2016
Sou Maria Augusta Thomaz, estudante de Filosofia da PUC-SP e desaparecida politica, vítima da ditadura brasileira
28/03/2016
Sou Luiz Almeida Araújo, estudante de Ciências Sociais da PUC-SP e desaparecido politico, vítima da ditadura brasileira.
28/03/2016
Sou José Wilson Lessa Sabbag, estudante de Direito da PUC-SP e desaparecido politico, vítima da ditadura brasileira.