Página oficial da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho)
Criada oficialmente em 1966, a Fundacentro teve os primeiros passos de sua história dados no início da década, quando a preocupação com os altos índices de acidentes e doenças do trabalho crescia no Governo e entre a sociedade. Já em 1960, o Governo brasileiro iniciou gestões com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com a finalidade de promover estudos e avaliações do problema e apontar
soluções que pudessem alterar esse quadro. A idéia de criar uma instituição voltada para o estudo e pesquisa das condições dos ambientes de trabalho, com a participação de todos os agentes sociais envolvidos na questão, começou a ganhar corpo. Proposta nesse sentido foi apresentada em março de 1964, durante o Congresso Americano de Medicina do Trabalho, realizado em São Paulo. Em 1965, após a visita ao País de especialistas da OIT, e de novos estudos sobre as condições necessárias para a implantação da iniciativa, o Governo Federal decidiu pela criação de um centro especializado, tendo a cidade de São Paulo como sede da nova instituição, em função do porte de seu parque industrial. Assim, em 1966, durante o Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes, realizado em São Paulo, foi oficializada a criação da Fundacentro, que teve sua primeira sede instalada no bairro de Perdizes. Datam dessa fase inicial da entidade os primeiros estudos e pesquisas no País sobre os efeitos de inseticidas organoclorados na saúde; da bissinose (doença ocupacional respiratória que atinge trabalhadores do setor de fiação, expostos a poeira de algodão e juta); sobre as conseqüências das vibrações e ruídos em trabalhadores que operam marteletes; sobre o teor da sílica nos ambientes de trabalho na indústria cerâmica e ainda sobre os riscos da exposição ocupacional ao chumbo. No decorrer de sua história, a Fundacentro viria ainda afirmar sua vocação pioneira na área, com as pesquisas sobre as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho - DORT (à época chamada de lesões por Esforços Repetitivas - LER). Com a vinculação, em 1974, da Fundacentro ao Ministério do Trabalho - MTb, cresceram as atribuições e atividades da instituição, exigindo um novo salto da entidade: a implantação do Centro Técnico Nacional, cuja construção teve início em 1981, sendo concluído em 1983, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Hoje, a Fundacentro está presente em todo País, por meio de suas unidades descentralizadas, distribuídas em 11 Estados e no Distrito Federal. Atuando de acordo com os princípios do tripartismo, a Fundacentro tem no Conselho Curador sua instância máxima. Nele estão representados, além do governo, os trabalhadores e empresários, por meio de suas organizações de classe. O ineditismo e a importância de seus estudos deram à Fundacentro a liderança na América Latina no campo da pesquisa na área de segurança e saúde no trabalho. A Fundacentro é designada como centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de ser colaboradora da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ainda no plano internacional, a Fundacentro mantém intercâmbio com países das três Américas, da Europa, além do Japão e da Austrália. São ações que envolvem desde trabalhos na área de educação até o desenvolvimento de projetos de sistemas de gestão ambiental.
02/06/2026
📢A primeira Mesa Estadual para a Promoção do Trabalho Decente no Meio Rural do Brasil foi instituída no estado de São Paulo. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assinou a Portaria MTE nº 942 no dia 29 de maio na Fundacentro, em evento com a participação de representantes do Governo, dos Trabalhadores e dos Empregadores.
A meta é instaurar até dezembro mesas como essa em todos os estados brasileiros.
Vinculada ao Pacto do Trabalho Decente no Meio Rural, o objetivo da Mesa é, a partir do diálogo social, promover o trabalho decente e a segurança e saúde dos trabalhadores rurais.
Carrossel com seis fotos: 1. Card com nome do evento e pequenos retratos do evento; 2. Ministro assina portaria; 3. Público lota auditório; 4 e 5 - mesa com autoridades; 6. Público com mesa ao fundo.
02/06/2026
📢29 de maio | Na última sexta-feira, a Fundacentro realizou a terceira aula presencial da Pós-Graduação Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho e Democracia, que tem formato híbrido e acontece em parceria com o Instituto Federal da São Paulo – IFSP.
🎒📗Na parte da manhã, os alunos tiveram aula com o tecnologista Walter Pedreira e a técnica Fernanda Ventura, que apresentaram os laboratórios da Fundacentro. Em seguida, o tecnologista (aposentado) José Damásio de Aquino ministrou aula da disciplina Legislação e Normas Técnicas.
No período da tarde, foi a vez da disciplina Saúde Mental Relacionada ao Trabalho, com as professoras Maria Maeno, pesquisadora da Fundacentro, Andréia Garbin, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – USP, e Renata Paparelli, da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP.
Card azul, na parte superior, imagem de capelo e a frase - Pós-Graduação Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho e Democracia. Segue foto da turma no auditório, abaixo, dos professores: Walter, Fernanda, Damásio e o trio – Renata, Maeno e Andréia. Na parte inferior, a marca da Fundacentro com o selo 60 anos.
02/06/2026
No programa “É trabalho? Pod Chegar", o coordenador do Projeto da Fundacentro, Vitor Filgueiras, analisa como as relações de trabalho no país convivem com formas intensas de exploração, nas quais o adoecimento físico e mental é assimilado pelas empresas como uma alternativa mais barata do que o investimento em inovação tecnológica.
Ao longo do episódio, o convidado discute os impactos desse modelo sobre a vida dos trabalhadores, abordando desde a explosão de afastamentos por transtornos mentais e lesões osteomusculares até as estruturas que favorecem práticas abusivas. O debate examina os limites da fiscalização e das políticas públicas diante da desigualdade social e da fragilidade nas relações laborais. Filgueiras critica o "conciliacionismo" das instituições regulatórias (Judiciário, MPT e Ministério do Trabalho), argumentando que punições brandas ou prazos excessivos geram um incentivo racional para que as empresas continuem descumprindo a legislação.
A pauta aborda ainda o enfrentamento do trabalho análogo à escravidão e as iniciativas de reinserção social e econômica das vítimas. O pesquisador desmistifica a ideia de que a escravidão contemporânea seja apenas uma herança do passado, tratando-a como uma potencialidade contínua do próprio capitalismo quando não há limites regulatórios eficazes. Por fim, o episódio convida o público a refletir sobre caminhos para construir relações mais seguras e humanas, destacando o protagonismo de Filgueiras na coordenação do programa "Vida Após Resgate". A iniciativa da Fundacentro utiliza recursos de danos morais coletivos pagos por infratores para financiar associações produtivas autogeridas nos locais de origem dos trabalhadores, gerando autonomia real e combatendo a reincidência.
Veja em : https://www.youtube.com/watch?v=67o2tvp6LxY&list=PLZ60CjbJXGzLZrFLmXScuHndpWUm9rMEp
: Card colorido da Fundacentro destaca: "No programa “É trabalho? Pod Chegar“, o coordenador de Projeto da Fundacentro Vitor Filgueiras analisa as relações de trabalho no país". No lado direito, há uma captura de tela do programa e, logo abaixo, a foto do do coordenador Vitor Filgueiras, o logotipo da Fundacentro acompanhado do selo de 60 anos.
02/06/2026
🚨 Não perca! Curso gratuito “Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção”, que ocorrerá em São Paulo, de 09 a 11 de junho, está com inscrições abertas.
📑 O conteúdo abordará legislação e normas de SST para a construção civil, identificação de riscos em canteiros de obras e frentes de trabalho, medidas de proteção, requisitos para o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) do setor.
*INFORMAÇÕES*
📆 Quando: 09 a 11/junho, das 8h30 às 17h30
📍 Onde: auditório da Fundacentro em São Paulo/SP.
🔗 No Instagram, acesse também pelo canal Notícias no link da bio.
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Para todos verem: Card em tons de lilás. Texto: "Curso: Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção", centralizado. Abaixo, informação de gratuidade, data, horário, local e transmissão on-line. Abaixo, centralizada, logomarca da Fundacentro com selo comemorativo dos 60 anos.
01/06/2026
A pesquisadora da Fundacentro Maria Maeno participará do debate "Vidas Exaustas", que integra a programação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, em 05 de junho às 20h30, no Reserva Cultural, em São Paulo/SP. Como debatedora convidada, ela trará sua vasta experiência técnica para discutir uma das crises mais urgentes da atualidade.
Tendo como ponto de partida o documentário "Querido Amanhã", o encontro abordará a "epidemia de solidão" e o esgotamento que marcam a sociedade contemporânea. A pesquisadora propõe uma reflexão essencial sobre como o ritmo acelerado, as cobranças por produtividade e a precarização do trabalho atuam diretamente no adoecimento mental e físico, gerando quadros crônicos de burnout e isolamento social.
O evento é gratuito e aberto ao público, consolidando-se como um espaço fundamental para compreender que a exaustão coletiva é um reflexo das estruturas laborais que precisamos repensar urgentemente. Participe!
Informações do Evento Debate: Vidas Exaustas (15ª Mostra Ecofalante de Cinema)
Exibição de base: Documentário Querido Amanhã (Dear Tomorrow)
Entrada: Gratuita e aberta ao público
📅 Data: 05 de Junho
🕚 Horário: 19h (exibição do filme)
: Card colorido da Fundacentro destaca: "Pesquisadora da Fundacentro Maria Maeno participará do debate "Vidas Exaustas", que integra a programação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema". No lado direito, há uma captura de tela da página oficial do evento e, logo abaixo, a foto da pesquisadora Maria Maeno", o logotipo da Fundacentro acompanhado do selo de 60 anos.
29/05/2026
📢A Fundacentro publicou a nomeação dos candidatos habilitados no Concurso Público Nacional Unificado - CPNU 2 no Diário Oficial da União de 29 de maio (Portaria de Pessoal n°41, de 28 de maio de 2026).
Os nomeados têm 30 dias para tomar posse. Para tanto, devem comprovar os requisitos legais para investidura no cargo e apresentar a documentação exigida para posse.
: Mulher olha página de site em notebook. Em destaque: CPNU, Nomeação de aprovados da Fundacentro é publicada no DOU. No canto inferior direito, a marca da Fundacentro e o selo de 60 anos.
29/05/2026
Instituição da Mesa Estadual para a Promoção do Trabalho Decente no Meio Rural no Estado de São Paulo | Evento realizado hoje na Fundacentro, em São Paulo, teve presença do ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho.
Na oportunidade, o ministro assinou a portaria de instalação da Mesa Estadual, que reforça o compromisso com a preservação dos direitos trabalhistas e da saúde e segurança no trabalho rural.
As falas reforçaram a importância da ação ao buscar fortalecer o diálogo social, a formalização das relações de trabalho e da promoção de condições dignas e decentes no setor.
Destacaram também a atuação conjunta das diferentes instâncias na proteção dos trabalhadores do setor rural, como judiciário, ministérios, órgãos de fiscalização e vigilância, representantes de trabalhadores e empregadores e outros.
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Para todos verem Carrossel com 14 imagens/vídeo. A capa é vídeo do ministro Luiz Marinho sentado ao centro da mesa e falando ao microfone.
29/05/2026
A matéria “Subnotificação de acidentes de trabalho prejudica trabalhadores e cofres públicos, alerta MPT” demonstra como a ocultação de doenças laborais gera prejuízos bilionários, tendo como base as informações de Vitor Filgueiras, coordenador do projeto "Caminhos do Trabalho" da Fundacentro. O texto se apoia nos dados do pesquisador para denunciar o esvaziamento do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) pelo INSS, que transforma em exceção o que a lei define como regra.
A reportagem revela que, entre 2021 e 2024, os casos enquadrados no NTEP e desconsiderados pela perícia saltaram de 259 mil para 554 mil, reduzindo a aplicação real do mecanismo para 14%. Segundo Filgueiras, evidencia-se que um em cada quatro benefícios concedidos como "doença comum" possui indicativo legal de relação com o trabalho, afetando gravemente quem sofre com transtornos mentais e doenças osteomusculares.
O estudo também mapeia os setores mais críticos, mostrando que, em grandes frigoríficos e bancos privados, cerca de 60% dos afastamentos são descaracterizados como ocupacionais. As informações de Vitor Filgueiras consolidam a pesquisa científica como base para o MPT denunciar essa invisibilidade e exigir ações urgentes, como a orientação dos peritos médicos, para proteger os trabalhadores no país.
: Card colorido da Fundacentro destaca: "Matéria do Ministério Público do Trabalho (MPT) utiliza dados de Vitor Filgueiras, coordenador do projeto "Caminhos do Trabalho" da Fundacentro". À direita, há uma captura de tela da matéria original. além de uma foto de Vitor, no rodapé, o logotipo da Fundacentro acompanhado do selo de 60 anos.
28/05/2026
📍 Curso Prevenção e Diagnóstico de Câncer Ocupacional | A última aula do curso é com Eduardo Algranti, pesquisador aposentado da Fundacentro, sobre câncer ocupacional relacionado à sílica.
O médico explica o grau de carcinogenicidade da sílica e como as partículas agem ao entrar no corpo e alcançar os pulmões. Frisa que um dos grandes problemas é que a exposição pode ocorrer em qualquer lugar e atingir um número de pessoas muito grande, diferentemente do amianto, por exemplo. Fatores associados, como fumo, agravam ainda mais os riscos de silicose aos expostos.
O câncer ocupacional representa um alto percentual dos casos de câncer no mundo todo, consultas taxas de subnotificação no Brasil. “Há um consenso de que por volta de 15% de todos os cânceres de pulmão têm relação com o trabalho” , complementa Algranti.
E embora muitas vezes sejam preveníveis, os trabalhadores não têm controle sobre as condições de exposição.
O médico destaca ainda que a maioria dos trabalhadores adoecidos por câncer de pulmão são aqueles de camadas sociais mais baixas, com pouco acesso a condições decentes de vida e trabalho.
Para todos verem No palco do auditório da Fundacentro, falando ao microfone, Eduardo Algranti, homem branco 60+, cabelos curtos brancos, veste camisa cinza e calça preta.
28/05/2026
📍 Curso Prevenção e Diagnóstico de Câncer Ocupacional | Sobre o câncer ocupacional relacionado ao benzeno no Brasil, Patrícia Moura Dias, tecnologista da Fundacentro, contextualiza estudos e legislações sobre o tema e fala das características da substância, como age no organismo e doenças causadas.
Benzeno é a 4ª substância mais produzida do mundo e uma das mais presentes em quase tudo no dia a dia que seja derivado do petróleo. Ao longo das décadas, estudos comprovaram a carcinogenicidade da substância dados os altos números de adoecimentos e óbitos decorrentes da exposição a ela.
No Brasil, esse hidrocarboneto passou a ser tratado de forma diferente a partir da década de 1980, pelo alto número de benzenismo na Baixada Santista de São Paulo. As discussões deram origem ao Acordo e Legislação do Benzeno, em 1995.
A tecnologista destaca que umas das principais características do benzeno é a mielotoxicidade cujo alvo é a medula óssea. Assim, causa diversas neoplasias hematológicas: leucemia mieloide aguda e crônica, leucemia linfoide crônica, linfoma não-hodgkin e mieloma múltiplo.
Patrícia também discute diferenças entre limiar, limite de exposição ocupacional e valor de referência tecnológico. E frisa não existir limite de exposição ocupacional ao benzeno.
Finaliza apresentando instrumentos e normativos de vigilância da saúde dos trabalhadores na prevenção da exposição ocupacional ao benzeno.
Para todos verem No palco do auditório da Fundacentro, falando ao microfone, está Patrícia Dias, mulher jovem, cabelos castanhos na altura dos ombros, usa óculos, blusa azul e calça e