29/09/2026
🔎 O que o governo Eduardo Leite (PSD) chama de “14º salário” está longe de ser valorização!
⚠️ Parece uma ótima ideia, mas o nome engana! Um verdadeiro 14º salário não deveria excluir parte da categoria. O que existe hoje é um bônus condicionado ao cumprimento de metas: só recebe quem estiver em uma escola ou estrutura administrativa que atinja os indicadores de desempenho definidos pelo governo. Ou seja, não é salário nem direito: é prêmio por resultado.
👥 Na prática, o valor ainda é individualizado conforme lotação, jornada e remuneração, mesmo que a educação seja um trabalho coletivo e a rede pública seja uma só. Além disso, o bônus não reflete em férias nem em outras parcelas remuneratórias e deixa de fora muitas(os) educadoras(es) da ativa e também as(os) aposentadas(os), que dedicaram a vida à construção da educação pública gaúcha.
📉 E a conta não fecha: segundo estudo técnico do DIEESE, mesmo descontada a revisão geral de 6% em 2022, a categoria acumula perdas de 41,26% no poder de compra nos últimos oito anos, o equivalente a 15 salários. Ganhar um “14º” parcial após perder 15 não é reconhecimento, especialmente quando não contempla toda a categoria.
🏫 Educadoras(es) produzem diariamente resultados que nenhuma planilha consegue mensurar. Por isso, o CPERS defende que a categoria e a escola pública não precisam de competição e meritocracia, mas de condições dignas de trabalho, valorização para todas(os) e garantia do direito de aprender para cada estudante.
💰 Esse dinheiro pertence ao trabalhador e deve chegar ao seu contracheque, mas a opção do governo de fazer o pagamento em formato de bonificação exclui parte significativa das(os) trabalhadoras(es) e não elimina a necessidade de discutir a ausência de uma política salarial para a educação.
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