05/10/2026
A apuração do 1º turno das eleições de 4 de outubro, concluída na madrugada desta segunda-feira (5), trouxe um gosto amargo. Com Flávio Bolsonaro (PL) em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, seguido por Lula (PT), com 45,16%, e um Senado tomado pela extrema-direita, as sombras do fascismo voltam a atormentar a classe trabalhadora. Com esse resultado, a luta contra o bolsonarismo segue para o 2º turno, que acontece em 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos é de menos de dois pontos percentuais, o que torna o 2º turno uma disputa decidida voto a voto. Para o funcionalismo público, o que está em jogo vai além da escolha de um presidente, diz respeito à nossa liberdade de cátedra, a estabilidade, os salários, a carreira e o futuro da educação pública. O projeto da extrema direita para o Estado já foi testado em outros países, e no Brasil ele ganhou forma na PEC 32, não votada após muita luta nas ruas. Por isso, as próximas três semanas pedem conversa nas bases e mobilização da categoria.
Neste 2º turno, a Adusb convoca a categoria docente a intensificar o diálogo. Converse com colegas, familiares e estudantes. Defender a universidade pública, a ciência e os direitos do funcionalismo é lutar diretamente pela nossa democracia e pela soberania brasileira. Chame as e os que não compareceram às urnas, relembre a importância histórica do voto e mostre que este é o momento de unirmos forças para combater o avanço do fascismo. A nossa luta, no entanto, não se encerra nas urnas. A categoria seguirá vigilante, nas ruas e nas salas de aula, em mobilização permanente na defesa dos nossos direitos, seja qual for o resultado.
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