A vida começa quando a violência acaba: Liberdade é viver sem medo!
O 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher, é uma data histórica de resistência e luta pelos direitos das mulheres. Sua história vem de longe! Em 1910, mulheres reunidas na Conferência das Mulheres Socialistas, na Dinamarca, decidiram criar o Dia da Mulher, na ocasião não foi definida qual data seria, o mês de março foi escolhido sem um motivo específico. No dia 23 de fevereiro de 1917, pelo calendário russo que corresponde ao
8 de março no calendário ocidental, mulheres tecelãs da Rússia começaram uma greve que marcaria definitivamente uma mudança nos rumos da política do país, sendo o estopim para a primeira fase da revolução Russa. Em 1921, a Conferência das Mulheres Comunistas, realizada em Moscou, adotou o dia 8 de março como data unificada do Dia Internacional das Operárias. Desde então, as socialistas passaram a divulgar o 8 de março como data internacional das comemorações da luta das mulheres.
Em tempos tão difíceis e diante da tentativa de apagamento das lutas históricas das mulheres e da classe trabalhadora se faz urgente refletir sobre os ataques à democracia e ao avanço do pensamento conservador, onde as principais atingidas são as mulheres trabalhadoras, em especial as mulheres negras e indígenas que vivem nas periferias.
Esse panorama vem se acirrando há anos, mas com a entrada do Bolsonaro ao governo isso se aprofunda e o fascismo ganha espaço na sociedade, isto é, uma ordem baseada no uso excessivo de força através da violência disfarçada de segurança e moral, preconceito, além da crescente desigualdade social, que alavanca a economia. Temos assistido ao aumento brutal das taxas de feminicídio e da violência contra a mulher, que na última década, de acordo com o Mapa da Violência, demonstrou que o assassinato de mulheres negras aumentou 54% e o de mulheres brancas reduziu 9,3%. Isso ocorre ao mesmo tempo em que há a redução dos investimentos das políticas públicas para as mulheres, a reforma trabalhista e da previdência, o descaso e o desmonte da educação, da saúde e dos serviços públicos tudo a passos largos.
Sabemos que às mulheres só é permitido ocupar espaços privados onde não há poder, porque, somos nós que reproduzimos mais força de trabalho para o sistema capitalista criando as condições para que nossos filhos, filhas e família saiam todos os dias para seus empregos. Por tudo isso, é sobre nossos corpos que recai toda essa violência.
A nós é imposto o trabalho e os cuidados com a casa, os filhos e os idosos, além de trabalharmos em postos de trabalho precarizados. Segundo estudos do IBGE, em 2019, a jornada de trabalho das mulheres, mais as tarefas domésticas e cuidado de pessoas é 3,1 horas superior a dos homens.
Temos nosso corpo sistematicamente violados e é a nós que querem calar. Reafirmamos que não nos calarão!
Em todo o mundo as mulheres têm sido linha de frente na luta contra esse mundo desigual, machista, lgbtfóbico e ra***ta. Além disso, somos nós que choramos pelo assassinato da juventude negra.
Nós, mulheres trabalhadoras, somos parte central e fundamental da revolução. As conquistas alcançadas até hoje só foram possíveis devido a luta organizada de trabalhadoras e trabalhadores, resistindo à retirada de direitos básicos e na busca por melhores
condições de vida.
Somente a organização e a unidade da classe trabalhadora pode nos proteger da situação de opressão que vivemos!
Por nenhuma a menos e pela vida das mulheres, vamos marchar juntas!
Comissão organizadora do 8M Unificado - Baixada Santista
Coletivos e entidades participantes:
Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso)
Associação Cultural José Martí da Baixada Santista
Centro Acadêmico de Psicologia UniSantos (CECCS)
Centro de Direitos Humanos Irmã Maria Dolores (CDH)
Centro dos Estudantes de Santos (CES)
Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI)
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Coletivo Feminista Classista Maria vai com as Outras
Coletivo Linhas de Santos
Cursinho Comunitário Sambaqui Praia Grande
Esquerda Feminista da Praia Grande
Fórum da Cidadania de Santos
Frente de Evangélicos pelo Estado de direito
Frente pela Legalização do Ab**to Baixada Santista (FPLA-BS)
Mães de Maio
Meninas do Artesanato
Mulheres do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Mulheres Independentes
Observatório Chega
Ong Hella
Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Promotoras Legais Populares Baixada Santista (PLP’s)
Secretaria de Mulheres do Partido Comunista do Brasil Baixada Santista
Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT)
Setorial de Mulheres da Liberdade Socialismo e Revolução (LSR) – PSOL
Tekoá Paranapuã
Terreiros Unidos Contra Bolsonaro
União Brasileira de Mulheres (UBM)
União da Juventude Comunista (UJC)
União da Juventude Socialista (UJS)
União dos Negros por Igualdade (Unegro)
União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES Santos)
União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES São Vicente)
Unidade Classista (UC) Litoral
Unidade Classista (UC) Santos
Apoio:
Associação de Base dos Trabalhadores do Judiciário Baixada Santista (Assojubs) | Coletivo Linhas de Santos | Conselho Regional de Serviço Social Seccional Santos (CRESS) | Fórum da Cidadania de Santos | Sindicato dos Bancários de Santos e região | Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) | Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv) | Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Vicente (Sindserv-SV) | Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo (Sinsprev)