26/04/2020
Debate histórico entre Chomsky e Foucault sobre a questão da natureza humana.
Debate Noam Chomsky & Michel Foucault On human nature (legendado em português)
O debate tv completo por Noam Chomsky e Michel Foucault sobre a questão da natureza humana. Trechos do debate histórico entre Michel Foucault e Noam Chomsky ...
28/11/2018
Habermas e a contemporaneidade
Entrevista | Jürgen Habermas: “Não pode haver intelectuais se não há leitores”
O filósofo alemão, o mais influente do mundo, recebe a El País Semanal em sua casa de Starnberg, cerca de Munique
27/05/2017
Schopenhauer ou Nietzsche?
A Ética da compaixão de Schopenhauer
Schopenhauer, antes mesmo de Nietzsche ou Freud, mostrou que não temos controle algum sobre este “eu” racional
24/11/2016
Da filosofia como modo superior de dar o cu ou Deleuze e a “homossexualidade molecular” – Paul Beatriz Preciado
Da filosofia como modo superior de dar o cu ou Deleuze e a “homossexualidade molecular”. Paul Beatriz Preciado.* Só há uma sexualidade, a homossexual … Só há uma sexualidade, a feminina. Féli…
10/11/2016
Esta entrevista esclarece algumas coisas sobre o que Zizek interpretava das eleições presidenciais norte-americanas e a tendência populista na Europa e EUA. Quando perguntado por exemplo, se a União Europeia não tem conseguido lidar com as questões transnacionais, isto é, do imigrante… o filósofo responde: "Exato e essa é a tragédia da União Europeia. A Europa não sabe o que quer. Hoje em dia há, basicamente, duas Europas: uma, é a Bruxelas dos tecnocratas que, também eles, só querem fazer parte do mercado global, não têm uma ideia clara das coisas; depois temos uma Europa populista anti-imigração – e esta é a grande ameaça. Eu não tenho medo de que sejamos invadidos em massa. Tenho medo é daqueles que dizem querer defender a Europa. Será que uma Europa onde, por exemplo, Marine Le Pen esteja no poder em França, continuará a ser a Europa que todos conhecemos e amamos? A Europa continua a afirmar-se pelos seus valores de emancipação, pela segurança social, pela igualdade, pelos direitos das mulheres, e por aí fora".
Slavoj Žižek: "Trump diz coisas muito acertadas"
Incisivo, controverso, para alguns revolucionário, crítico da Europa, ideólogo da mudança de paradigma económico: o filósofo esloveno Slavoj Žižek foi o convidado do jornalista Sergio Cantone no The G
07/11/2016
o Adivinho, Segunda Parte, Assim Falou Zaratustra, Nietzsche.
“— e vi descer sobre os homens uma grande tristeza. Os melhores entre eles se cansaram de suas obras.
Uma doutrina surgiu, acompanhada de uma fé: ‘Tudo é vazio, tudo é igual, tudo foi!’.
E de todos os montes ecoou: ‘Tudo é vazio, tudo é igual, tudo foi!’. É certo que fizemos a colheita: mas por que nossos frutos f**aram podres e escuros? Que coisa caiu da lua má, na última noite?
Todo o trabalho foi em vão, tornou-se veneno o nosso vinho, o mau-olhado crestou nossos campos e corações.
Todos nos tornamos secos; se o fogo cair sobre nós, seremos reduzidos a cinzas: — sim, o próprio fogo tornamos cansado.
Todas as fontes secaram para nós, também o mar recuou. Todo o chão quer se abrir, mas a profundeza não quer devorar!
‘Ah, onde há ainda um mar onde possamos nos afogar?’: eis como soa o nosso lamento — por sobre pântanos rasos.
Em verdade, f**amos cansados demais para morrer; ainda estamos acordados e prosseguimos vivendo — em sepulcros!” —
Assim escutou Zaratustra um adivinho falar; e a profecia deste tocou seu coração e o transformou. Ele vagueava triste e cansado, e tornou-se igual àqueles de quem o adivinho falara.
“Em verdade”, disse ele a seus discípulos, “falta bem pouco, e breve chegará esse longo crepúsculo. Ah, como salvarei minha luz através dele? [...]"
07/10/2016
[Filme] – Slavoj Žižek – O guia pe******do da ideologia (Compacto)
Neste documentário, o filósofo Zizek, que além de ser o personagem principal também assina o roteiro, nos apresenta o que é ideologia. Através da análise de cenas e enredos de filmes, expõe as form…
30/09/2016
Gianni Vattimo
A Tentação do Realismo – Gianni Vattimo
A Tentação do Realismo. Gianni Vattimo* “Não existem fatos somente interpretações”. Esta frase de Friedrich Nietzsche, que, mesmo com alguma cautela (já que poderia soar ainda como uma …
29/09/2016
O Direito penal não é a única base de tecer uma estética. Ao contrário de uma "consciência moral" do kantismo, por exemplo, que existe uma "passividade" do indivíduo para com o outro, e por isso é possível elaborar máximas que regulem um funcionamento coletivo; obstante a isso, em Nietzsche existe uma contramão interessante de "autoformação" (Bildung) descontínua essencialmente "criativa" (um composto de ficção (Fing) com efetividade), isto é, as nossas "virtudes" não são hereditárias, mas imanentes: constituídas a partir de uma "sintomatologia própria". Um exemplo do que expomos aqui é a noção de "graça", que embora tenha uma origem etimológica atrelada ao cristianismo, em Nietzsche é genealogicamente modif**ada e adquire um novo e próprio sentido.
(NIETZSCHE, F. Genealogia da Moral, II, §10)
"Se crescem o poder e a 'consciência de si' de uma comunidade, torna-se mais suave o direito penal; se há enfraquecimento dessa comunidade, ela corre grave perigo, formas mais duras desse direito voltam a se manifestar. O 'credor' se torna sempre mais humano na medida em que se torna mais rico; e o quanto de injúria ele pode suportar sem sofrer é, por fim, a própria medida de sua riqueza. A autossupressão da justiça: sabemos com que belo nome ela se apresenta — graça; ela permanece, como é óbvio, privilégio do poderoso, ou melhor, o seu 'além do direito'."
29/09/2016
"Numa situação sem saída, não tenho outra escolha senão pôr fim a tudo. É num vilarejo nos Pireneus onde ninguém me conhece que minha vida vai se acabar. Peço-lhe que transmita meus pensamentos ao meu amigo Adorno e lhe explique a situação em que me vi colocado. Não me resta muito tempo para escrever todas aquelas cartas que eu desejara escrever".
Walter Benjamin faleceu há 76 anos atrás, no dia 26/09/1940, vitima do totalitarismo instaurado na Europa durante a Segunda Guerra Mundial
28/09/2016
Numa época onde as diversidades de perspectivas é inegável nos mais diversos ramos da ação-informação comunicativa, a qual as notícias travam conflitos ininterruptos, f**a a dica nietzschiana sobre o tema que desembocará nas problemáticas hermenêuticas do nosso tempo: (Nietzsche, F. Genealogia da Moral. III, §12)
"Precisamente enquanto homens do conhecimento, não sejamos [...] ingratos para com tais resolutas inversões de perspectivas e valorações usuais, com as quais, durante tempo demasiado, o espírito, aparentemente de modo sacrílego e inútil, enfureceu-se contra si mesmo: ver, alguma vez, as coisas dessa maneira, vê-las de outro modo, 'querer' ve de outro modo não é uma pequena disciplina e preparação do intelecto para sua futura 'objetividade' — entendida esta não como 'contemplação desinteressada' (que, como tal, é um não conceito e um contrassensso), mas como faculdade de ter nosso pró e nosso contra 'em nosso poder', de separá-los e juntá-los: de modo que saibamos tornar proveitosa para o conhecimento precisamente a 'diversidade' das perspectivas e interpretações dos afetos".