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23/10/2026
23/10/2026

MOÇAMBIQUE À VENDA: QUEM AUTORIZOU 11.000 TROPAS RUANDESES?

OPINIÃO | Por Solomon Mondlane

Das minas de coltan nas colinas do leste da RDC aos campos de gás de Cabo Delgado, o mesmo nome agora provoca medo na oposição e ansiedade na região: Presidente Paul Kagame. Sem sequer pronunciar o nome diretamente no seu discurso, Venâncio Mondlane fez Paul Kagame aparecer nos olhos de cada moçambicano. O que começou como uma operação de combate ao terrorismo tornou-se algo que a lei moçambicana nunca autorizou e que o parlamento moçambicano nunca aprovou.

Imagine um exército estrangeiro marchando pelo seu distrito, montando postos de controlo, decidindo quem pode protestar e quem não pode, enquanto o seu próprio governo não consegue dizer sob que lei eles estão lá, por quanto tempo ficarão, ou quem os julgará se matarem. Isso já não é um pesadelo do Congo. Isso é Cabo Delgado hoje.

No dia 22 de Outubro de 2026, numa transmissão ao vivo sobre a Soberania Nacional, o Presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, quebrou o silêncio sobre o que muitos moçambicanos sussurram em privado. Disse que o país está a ser leiloado. Apontou três exemplos: a concessão da fronteira de Machipanda e do porto seco atribuída sem transparência pública, a empresa Danubio, onde 51% é alegadamente controlada por interesses ligados a um ministro em exercício, e o Corredor Logístico de Nacala agora nas mãos de operadores chineses para transportar carvão de Tete. O seu aviso mais grave, no entanto, foi Cabo Delgado. Lá, disse ele, cerca de 11.000 tropas estrangeiras operam dentro de Moçambique, quase igualando os 15.000 a 20.000 soldados moçambicanos destacados na mesma província. Estão lá sem votação no parlamento, e de Palma veio a frase mais arrepiante de todas: se houver protestos, vamos derramar sangue.

Isto já não é cooperação de segurança. É uma questão constitucional.

A Constituição da República de Moçambique é clara. O Artigo 2 afirma que a soberania reside no povo. As disposições sobre def

23/10/2026

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23/10/2026
22/10/2026

Coordenador do ANAMOLA na província de Maputo, afirma que os membros do partido esperam ver os assassinos do Elvino Dias na bara da justiça.

ANAMOLA LANÇA QUATRO LIVROS EM MEMÓRIA DE ELVINO DIAS E DOS MÁRTIRES DA REVOLUÇÃOPor: Ricardo Rabana.O ANAMOLA prepara o...
22/10/2026

ANAMOLA LANÇA QUATRO LIVROS EM MEMÓRIA DE ELVINO DIAS E DOS MÁRTIRES DA REVOLUÇÃO

Por: Ricardo Rabana.

O ANAMOLA prepara o lançamento de quatro livros sob a chancela da LitterArte Edições. O evento vai decorrer neste Sábado, 24 de Outubro de 2026 no âmbito da realização da primeira Convenção Nacional Extraordinária que terá como palco à capital moçambica - Maputo.

A iniciativa pretende preservar a memória política de Moçambique, documentar denúncias de violência e promover a reflexão sobre a democracia e os direitos humanos.

Entre as obras anunciadas destaca-se Moçambique:

Uma Democracia a Sangrar — Violência política e violações dos direitos humanos, da autoria de Venâncio Mondlane.

Junta-se a esta publicação o livro Investigação dos Casos Registados sobre a Violação dos Direitos Humanos — Membros da ANAMOLA e Apoiantes do Projecto Político de Venâncio Mondlane, da autoria de Alex Barga.

Esta segunda obra analisa casos registados no período entre Outubro de 2024 a 15 de Agosto de 2026, relacionados, segundo o título e o enquadramento da publicação, com os Casos Registados sobre a Violação dos direitos humanos contra membros do ANAMOLA e apoiantes do projecto político de Venâncio Mondlane.

A obra conta com a colaboração do Gabinete do Presidente Venâncio Mondlane, de elementos dos Departamentos de Informação e de Comunicação e Imagem.

PRESERVAR A MEMÓRIA, EXIGIR RESPOSTAS.

O lançamento destas obras também levanta uma questão fundamental: como poderá Moçambique construir uma democracia mais forte se os episódios de violência política não forem devidamente esclarecidos e documentados?

A memória das vítimas não deve ser utilizada apenas em cerimónias, discursos ou campanhas políticas. Deve servir para exigir respostas, prevenir novas violações e fortalecer o respeito pela vida humana.

Ao publicar estas obras, o ANAMOLA coloca no espaço público relatos e denúncias que merecem atenção, leitura crítica e análise séria.

O verdadeiro valor destes livros es

𝐎𝐫𝐝𝐞𝐧𝐬 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐦 𝐚𝐨 𝐜𝐚𝐧𝐜𝐞𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐜𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐜𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐎𝐌𝐑 𝐞𝐦 𝐌𝐚𝐩𝐮𝐭𝐨O Observatório do Meio Rural afi...
21/10/2026

𝐎𝐫𝐝𝐞𝐧𝐬 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐦 𝐚𝐨 𝐜𝐚𝐧𝐜𝐞𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐜𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐜𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐎𝐌𝐑 𝐞𝐦 𝐌𝐚𝐩𝐮𝐭𝐨

O Observatório do Meio Rural afirma que a exibição do documentário “Não é nosso país este aqui?”, prevista para esta terça-feira no Cinema Scala, foi inviabilizada após a alegada intervenção de superiores da sala. Posteriormente, a administração solicitou o depósito legal e a licença de projecção da obra, enquanto o OMR aguarda um parecer jurídico sobre o caso.

A exibição do documentário “Não é nosso país este aqui?”, produzido no âmbito das actividades de investigação do Observatório do Meio Rural (OMR), foi cancelada esta terça-feira, 20 de Outubro, em Maputo, depois de a organização ter sido confrontada com exigências documentais por parte da administração do Cinema Scala. A sessão estava marcada para as 16h30 e deveria decorrer presencialmente, com transmissão simultânea pela internet.

Num comunicado, o OMR anunciou o adiamento da sessão para uma nova data, ainda por indicar, justificando que o documentário pretende promover um debate informado e construtivo sobre a realidade moçambicana, no âmbito do diálogo nacional inclusivo. A organização não detalhou, na nota pública, as razões do adiamento.

Entretanto, João Feijó, investigador do OMR, apresentou uma versão mais detalhada dos acontecimentos, afirmando que a decisão surgiu depois de membros da organização se deslocarem ao Cinema Scala para testar o som e colocar cartazes de divulgação.

Segundo Feijó, um dos gestores da sala manifestou preocupação depois de assistir ao documentário e, posteriormente, informou uma colaboradora do OMR de que tinha recebido instruções superiores para impedir a exibição, por considerar o conteúdo sensível e potencialmente problemático para o estabelecimento.

“Depois de verem o documentário, um dos gestores do Scala ficou apreensivo. Posteriormente, chamou a minha colega à parte. De forma embaraçada, informou que falou com o departamento jurídico e obteve instruções dos superiores para que o documentário não fosse exibido, pois era muito sensível e que poderia trazer problemas para o Scala”, relatou o investigador.

De acordo com Feijó, a situação evoluiu quando foi levantada a questão da existência de licenças para a produção e exibição da obra. O investigador explicou que o documentário tinha uma finalidade educativa, enquadrada nas actividades pedagógicas e de promoção do debate público do OMR, e não constituía uma iniciativa comercial.

O investigador acrescentou que, já depois das 19h, o Cinema Scala enviou um correio electrónico a solicitar o depósito legal e a licença de projecção, condicionando a realização da sessão à apresentação desses documentos. Na mesma comunicação, segundo Feijó, a administração informou que devolveria o montante recebido pelo aluguer da sala.

O OMR contactou ainda a organização Justiça Ambiental, que já utilizou o Cinema Scala para exibir filme realizado e produzido pelos parceiros com apoio na produção da Justica Ambuental. Segundo o relato de Feijó, a organização manifestou surpresa com a exigência, afirmando que não lhe tinham sido solicitados documentos semelhantes nas ocasiões anteriores.

Perante a situação, o OMR decidiu não realizar a sessão enquanto aguarda um parecer jurídico sobre as exigências apresentadas e as condições legais aplicáveis à projecção do documentário.

O episódio levanta questões sobre os critérios utilizados para autorizar a exibição de obras documentais em espaços culturais e sobre a aplicação dos requisitos administrativos a iniciativas de carácter educativo e de debate público. Contudo, a confirmação dos motivos da decisão depende também de esclarecimentos da administração do Cinema Scala. (Moz24h)

FONTE:
https://moz24h.co.mz/ordens-superiores-levam-ao-cancelamento-da-projeccao-de-documentario-do-omr-em-maputo/

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Matola
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