12/10/2026
ENCARNAÇÃO, REENCARNAÇÃO, RESSURREIÇÃO E TRANSMIGRAÇÃO
- Asprctos Genéricos, Generalidades e Perspectivas Endógenas (Texto 3 e Último)
No dia 19 e 20 do mês transato escrevemos dois textos interessantes tratando do assunto acima epigrafado, abordando a condição, estatuto, constitucionalidade e posição constitucional do Muntu antes, durante e após deixar definitivamente o Nitu (corpo físico) e consequentemente deixar de viver de forma permanente no Ku Nseke submetido a Lei da
Entropia e da Antropia.
Pudemos observar e demonstrar através da antiga ciência espiritual e ciência aplicada africana que "morrer não significa deixar de existir", ou seja, a morte física (do corpo) não significa necessariamente a cessação da Existência e aqui não falamos de "existência" apenas na memória daqueles que ainda vivem no NSI (que é a primeira vibração do NSE do KuNseke) nem também de fundir do existência “Fana” do ser humano em ALLAH como se explica na filosofia esotérica Islâmica.
Trata-se da existência do Muntu enquanto núcleo indivisível com todas as suas potencialidades e consciência no Kalunga que é também um nos nomes de NYAMBE! Morrer não é o fim, é apenas uma passagem de um estado para um outro.
A colonização europeia tornou-nos selvagens e fez-nos perder tradições, princípios e práticas civilizacionais muito sofisticadas. Antes e depois da chegada dos invasores nunca nenhum outro povo tratou com tanto Respeito a morte como os povos africanos e isso começou no chamado “período primitivo” em pleno Paleolítico, pois o
túmulo e enterro com rituais funerários mais antigo do mundo existe a cerca de 78.000 a.C. encontrado em Kilifi no Kenya, batizado como Mtoto, uma criança de 03 anos de idade, enterrada na caverna de Panga ya Saidi e a volta dela vários instrumentos. Um evento como este vem mostrar três questões fundamentais:
- Os africanos a milhares de anos atrás tinham um conhecimento objetivo sobre as distintas fases da vida em concreto os 03 momentos cruciais tais que o nascimento, o casamento e a morte;
- Um ritual funerário tão elaborado como o de Mtoto, nos faz concluir a 78.000 a.C. os africanos que originaram o berço da humanidade já se organizavam em núcleos e grupos indivisíveis que os outros a cerca de 2000 anos atrás chamaram de família e que estes nucleos familiares já a 78.000 tinham conscientemente códigos de conduta comum, ou seja, tinham uma Cultura e sistema de organização comunitária;
- Os peridicionistas europeus alguns como Leroy Gourhan estabelecem que a civilização de facto começa no Neolítico a cerca de 9000 a.C. com o enterro dos mortos e o surgimento de uma arquitectura tumular, o sítio de Panga Ya Saidi vem quebrar a narrativa do levante civilizacional europeu surgido a cerca de 9000 a.C. para justificar uma ascensão coincidente entre os caucasionados emergentes fruto da adaptação natura originária do Homo de Grimaldi do Hemsferio Nórdico e os africanos originários do Hemisfério Meridional/Setentrional inventores das normas civilizacionais através dos 03 Rituais de Passagens Maiores: Nascimento, Matrimônio (Casamento) e Morte;
- O Túmulo e Ritual de Ntoto desconstrói completamente a narrativa dogmática da Escola Evolucionista Tayloriana e a Lógica Funcionalista Malinowiskiana do Estadio da Barbarie inicial da Humanidade.
Ao abordarmos o tema que se apraz no título em que se aprensenta o nosso texto: “Encarnação, Reencarnação, Ressurreição e Transmigração”, com o objetivo de explicar a fenomenologia destes fenômenos, similitudes, complementaridades e equidistâncias, importa que nós tratemos em profundidade qual é a Constitucionalidade do Muntu e a Posição Constitucional do Muntu no Luyalungunu ou Universo. Portanto o Muntu e o Moyo (a Alma) que ela porta têm a mesma constituição elementar do ambiente (Ecossistema) espiritual, mental e físico que o acolhe, ou seja, a nossa natureza múltipla e complexa é similar a natureza múltipla e complexa que nos acolhe. Para melhor compreensão nenhum corpo e espírito consegue viver se não num ambiente que lhe é semelhante e de vibração similar e é por isso que os visitantes externos do nosso planeta, sobre tudo os que aqui veem de forma refratária para poderem se adequar as características e vibrações próprias do nosso planeta, são obrigados a fazer rituais ou processos de conexão violentos e improprios para poderem adequar seus corpos físicos e mentais e vibrações espirituais próprios deste Planeta. Pois muitos destes visitantes refratários não querem se adequar e submeter as Leis Naturais daqui passando pela “perda de consciência temporária” que é derivado do processo complexo e difícil da Reencarnação, alguns destes seres de outras dimensões e mundos muitas vezes opostos vibracionalmente ao nosso forçam a conexão psíquica com rituais sacrificantes e abertura violenta das chaves do DNA Muntu que é específico é codificado para este Planeta com o DNA de outros planetas e esfera de existência, é assim que nós temos as chamadas sub-raças de Mutantes “disfarçados” de humanos entre nós que de tempos em tempos têm de ter um hospedeiro humano ou material mental - astral e DNA “emprestado” (pirateado, roubado e sequestrado) para renovarem a conexão humana - extraplanetaria para aqui poderem estar entre nós. Mas não são todos os visitantes de nosso planeta, muitos deles veem aqui de forma pacífica, amiga e cooperativa sobre tudo aqueles que são semelhantes em vibração, grau e dimensão ao tipo galático - terreno “Muntu”. Este processo de conexão destas entidades extraplanetarias refratárias com os humanos no nosso planeta nada tem a ver com encarnação, reincarnação, ressurreição e transmigração. Na verdade trata-se de um processo algo semelhante a um processo muito rudimentar de transmigração, mas que na verdade não é, mas sim um processo complexo de possessão espiritual e astral - mental, com acesso a abertura forçada do DNA Muntu, para fins proibidos, reprováveis e não admitidos nas Leis de MAAT!
Nós adoptamos como modelo para explicar o Luyalungunu (o Universo - Multiverso) o Dikenga dya Kongo, onde o Muntu transita na sua ascenção consciente. O Dikenga é apresentado resumidamente como tendo 03 dimensões, sendo Ku Nseke (a Dimensão Física - Material), o Kalunga (a Dimensão Astral - Mental ) e o Ku Mpemba (a Dimensão (Espiritual - Divina), todavia podemos acrescentar que estás 03 dimensões da existência podem ser vistas em 08 “mundos distintos” como se ensina nos Antigos Ensinamentos e Tradições da milenar Escola Iniciática do Lemba do Kongo dya Ntotila da qual a nossa contemporânea ANKHYO (Ankhgola KhemetIC Yoga) é uma das herdeiras e continuadora. Assim nós temos:
1) O NSI que é a primeira vibração do
Nse do Ku Nseke, que é o Mundo dos “Vivos”, isso no KU NSEKE;
2) O KULU NSI, o Mundo dos Antepassados comuns falecidos, primeiro estágio existencial do KALUNGA, aqui também habitam os Matebo (espíritos errantes) não evoluídos, os Bimpumbulu (espíritos malfeitores, criminosos) que conscientemente andaram contra a Ordem de Maat. Muitas vezes estes espíritos são usados pelos Kindoki para fazer mal aos vivos. Temos também aqui os Kiniumba, os Kinkindibidi, os Kwiya que são muitas vezes muntu desencarnados que eram kindoki ou espíritos visitantes extraplanetarios refratários conexos de forma complexa aos muntu que regressam temporariamente como Monstros no plano Astral Inferior e perturbam ou tentam perturbar a Ordem Cósmica Natural, Social - Política e Espiritual do Ku Nseke, daí a necessidade de estarmos sempre vigilantes e pedir a Proteção Divina dos BAKULU NKAKA, dos NKISI NSI, etc.;
3) O Mundo dos BAKULU NKAKA que é o Mundo dos Antepassados Ankhcestralizados, onde se encontram os “Ankhcestrais Glorificados” (que já não vão ou não tenham necessidade de reencarnar) e os “Antepassados Meritórios e Justificados” que são Muntu que fizeram muito bem na sua jornada dikengiana, cumpriram na íntegra o seu Tukula (Missão Cósmica) na sua Epata ou Bata, na sua Kanda e Lumbu, no seu Nkangu, na sua Nação, etc., mas que ainda terão a necessidade de reincarnar para terminar o seu Estágio de Evolução pessoal e Evolução do Grupo onde estão inseridos. Em algumas Escolas Espirituais aqui é o Mundo dos “Espíritos de Luz”. Dimensão intermédia e superior do KALUNGA;
4)O Mundo dos BISIMBI ou KISIMBI (Espíritos da Natureza), Mundo dos chamados “elementais” de linha evolutiva própria mas que trabalham próximo aos Muntu;,
5) O Mundo dos NKISI NSI, os Guardiões da Natureza e Espíritos Tutelares, semelhante aos ORISA do Sistema Yoruba, aos NETJER do Kemet, aos NOMO dos Asante, aos VODUN FON dos Fon Ibini ou ainda ao “Coro Angelical” dos nossos sobrinhos judeus que não estão sujeitos a Lei da Encarnação mas que tutelam o Processo de Encarnação e/ou Reincarnação de cada Muntu em cada existência no Nseke (Plano
Material) tal como um Tutor Guia numa universidade ou faculdade com o seu tutorando no TCC e/ou Dissertação visando obter o grau de Licenciado, Mestre ou PhD. Dimensão inferior do KUMPEMBA;
E os mundos seguem assim sussivamente os vários mundos até ao Oitavo ou Nono Estágio.
O Muntu é feito na semelhança do Ku Nseke, do Kalunga e do Kumpemba tal como nós na nossa manifestação somos seres Físicos, Mentais e Espirituais e por isso tal como a Antropologia explica que somos seres Biológicos, Sociais e Culturais.
Tal como se ensina nas nossas Escolas e Fraternidades/Sororidades Iniciaticas do Lemba e do Kimpasi o Luyalungunu na Dimensão do Kunseke é composto por uma matéria física - energética indestrutível que está sujeita a transformação e metamorfose constante que vai arrefecendo a medida que vai amadurecendo isso no surgimento dos mundos físicos. Porém
esta matéria pode ser animada por uma Consciência de acordo ao
seu próprio grau, dimensão e estágio, tomando
a forma e aparencia física e material em consonância a cada manifestação permitida do Sistema. Todavia o KuNseke é suportado e animado por uma substância eterna menos densa a olho nu que existe para além desta e é anterior a ela menos densa e menos sujeita a transformações que que compõe o Kalunga e o Kumpemba.
Para falarmos da constitucionalidade do Muntu, teríamos primeiro por começar por explicar como este surge como unidade - núcleo espiritual - mental Consciente indivisivel/indestrutível, mas seria muito complexo e difícil explicar isso por palavras e ideias filosóficas e não nos interessa no momento. O que podemos adiantar é que nós somos Imortais e Indestrutíveis como a substância que compõe o
Kalunga e o Kumpemba, que uma vez existindo como Consciência - Muntu não pré existe um estado de não - retorno e não - destruição ao nada absoluto. Está consciência que somos nós é Eterta e Indestrutível como a Grande Fonte que no Kumpemba se chama de NZAMBI A MUNGU TULENDO, no Kalunga se chama de NZAMBI A KALUNGA e no KuNseke a chamamos de NZAMBI A MBUMBA, segundo nossa Escola Espiritual, portanto Constitucionalmente é Parte e Parcela Consciene do Grande Todo NYAMBÊ AMUN BEY ou AMUN - RA é isso nada tem a ver com crença religiosa, mas sim com a objetividade da Existencialidade do Muntu.
A constitucionalidade do Muntu está disposta em:
a) O NITU , o corpo, mas no entanto é um corpo exclusivo para os humanos porque os animais não têm este tipo de corpo (por isso se diz “beto bantu nitu ye moyo” e também “beto bantu nitu ye mbundu”);
b) O MUNTU, o que na verdade é o Ki Muntu, a sede da iIntekigencia da Consciência Imortal;
c) O MOYO, a Alma Imortal;
d) O MBUNDU, o Coração. Aqui é diferente do Coração Físico que é apenas um cópia do Mbundu invisível. Se no Muntu é onde se encontra a sede da inteligência Ki Muntu, é portanto no Mbundu (Coração) onde está a sede do Pensamento ou DIAMBU, por isso o mbundu é a sede da Consciência;
e) O NFUMU KUTU ou KIMI que é a “Sombra”, o Duplo do Corpo Físico, o Princípio da Percepção Sensível. Portanto as Plantas não têm Nfumu Kutu ou Kimi, as plantas têm KIASI (frescura);
f) O NKISI, a Força Espiritual;
g) O MENGA, o Sangue, entendido como a Energia Vital também entendida também como NYAMA;
h) O NVUMBI ou VUMBI que é o cadáver que apodrece composto ou ligado ao NSUNI a carne e ao BIYISI aos ossos;
i) NZINA o nome do Muntu que tira a criança do estado de KIMPIATU, uma crisálida.
Está constituinte do Ser próprio da Escola Espiritual do Lemba, Kimpasi e do Mbongi ya Kongo encontra paralelismo nas três Escolas Principais do Kemet (Menfita, Tebana e Osiriana) com:
a) o KA;
b) o AKHU;
c) o BA;
d) o IB;
e) o SEKHEM;
f) o SAHU;
g) o KHAIBIT;
h) o KHAT;
i) o REN;
E o mesmo encontramos nas Escolas Espirituais Iniciaticas dos Adja Fon dos Ebini (Benin) a mesma correspondência:
a) o NYI;
b) o HONHLON;
c) o AI;
d) o SÈ ou SÈGLOKÚ;
e) o LINDON;
f) o WINSAGU;
g) o YÊ;
h) o OUTOU;
i) o AGBAZA;
Infelizes os detratores de Cheikh Anta Diop,, que lhe combatem e nos combatem, pois uma vez mais se prova a Unidade Cultural das Civilizações Africanas e o traço unitário entre o Kemet e o resto de África tal como dizia o próprio CAD (Cheikh Anta Diop) e passamos a citar: “O Antigo Egipto explica a África Negra e a África Negra explica o Antigo Egipto”. Uma vez mais estamos confortáveis nisso, de que a “Tradição Africana” explica a própria Ciência Espiritual e Ciência Aplicada Africana (seja no quadro das Humanidades Clássicas Africanas ou no quadro das Ciências Exatas e Matemáticas como glosava o Mestre Kalala Omotunde). Vergonha para os detratores eurocentristas racistas tal como os europeus e africanos africanistas contra a Escola Cheikantadiopiana e confusão para os chamados “Ancestralistas” africanos que querem basear o renascimento das escolas espirituiais, esotéricas, mágicas e/ou místicas africanas contemporâneas fora da Ciência Africana e Universal objetiva, e também confusão aos ditos Panafricanistas Africanos de plantão que se dizem ateus e apenas comprometidos com um intelectualismo científico panfletário e sem comprometimento profundo sem a Espiritualidade Africana Profunda.
Portanto toda a Toda a Tradição Africana é a um só tempo Espiritual - Iniciática - Mística, é Científica, é Filosófica. Toda e qualquer Tradição Africana Real é lógica nunca se opõe às Leis Cósmicas, se baseia na Ciência Experimental Observável, ela explica por si mesmo
a Ciência e a Ciência é explicada por ela.
Como podemos ver no MUNTU encontramos na sua constituinte o NKISI e o NYAMA, é importante reter este aspecto.
Portanto o que se poderia definir por Encarnação, Reincarnação, Ressurreição e Transmigração e se calhar também Possessão? Quais as diferenças, equivalências, similitudes, relações, relevâncias e equidistâncias? Onde um fenômeno começa e onde outro termina?
ENCARNAÇÃO
É quando um Muntu (Espírito Humano Ankhcestral ou não), um NKISI (Espírito Divino) um NYAMA (Espírito Animal) ou BISIMBI (Espírito Elemental) deixa a Plenitude dos Mundos Espirituais ou Etéricos - Mentais e decide tomar a forma física - material permanente nas esferas Kunsekeanas (mundos matérias, porque existem no universo - multiverso inumeros mundos físico - materiais habitáveis semelhantes ou dissemelhantes ao nosso GEB TA (Planeta Terra), submetendo-se as Leis Evolutivas e Metamorfoses dos Planos Materiais (Nascimento, Desenvolvimento, Envelhecimento e Morte), com o objetivo de despertar a sua Consciência Espiritual, sua Percepção Mental através do Desenvolvimento Psicomotor através do Tempo Cósmico Estelar dentro de um determinado plano de aprendizado individual, inserido num determinado grupo evolutivo, com o objetivo de acelerar o Despertar Cósmico dos Seres, tal como o seu Amadurecimento.
É importante notar que o MUNTU tem como Ambiente de Evolução e/ou Despertar da Consciência Espiritual ou Palco de Experiência um ambiente complexo que integra variadíssimos Seres e chamadas “Linhas Evolutivas” que são interdependentes e vibracionalmente mais ou menos harmônicas.
Entre estas Linhas Evolutivas umas visíveis e outras invisíveis a olho nu temos:
a) NYAMA, a Linha Animal (portanto nós vimos que temos esta componente no Muntu, deve ser por isso que Aristoteles se confundiu e chamou o ser humano como um animal, mas nós não o somos);
b) BISIMBI ou KISIMBI a Linha Elementar,
c) MUNTU, a Linha dita “Humana” na língua do mputu;
e) NKISI, a Linha Divina (e nós vimos também que nós temos na nossa constituinte também esta componente).
A Escola Menfita amestra também os 05 Niveis de Consciência Espiritual;
a) Mineral; b) Vegetal; c) Animal; d) Hunana; c)Divina;
Baseada na Escola Menfita algumas Escolas Teosoficas Europeias afirmam que cada linha evolui para outra seguinte, mas temos as nossas reservas sobre o assunto, o que daria mais 06 textos para abordar este pormenor.
É fácil notar que a criação destas 04 Linhas de Evolução é da Mesma Fonte ou Inteligência Criadora devido aos Sistema Tipo semelhante é equivalente das Criaturas de cada uma tais que:
1-Sistema Trinitário (Cabeça, Tronco e Membto) ;
2- Sistema Diretor Energetivo Muntu (Cabeça como Centro Vital Principal);
3- Veio Enertico Principal: 01 Coluna Vertebral e sistema similar de Centros de Energia - Força, os Karkar ou os Chacras;
4- Sistema Nervoso e Orgânico Diretor Unitário - Binário Semelhante (01 Cérebro, 01Coração, 01 Fígado, 02 Pulmões, O2 Rins,,etc.; Sistema Sensório - Motor Semelhante: 02 Olhos, 02 Duas Orelhas, 02 narinas, 01 Boca, enfim).
Um dos sistemas que mostrou a unificação de todas estas 04 Linhas de Evolução é o sistema iconográfico kemetico onde vemos na representação dos Netjeru (vulgarmente e erroneamente “Deuses”’ Egípcios), em forma humana, com a cabeça e outros atributos animais (asas, garras e/ou outras partes do corpo), atributos elementares (água, terra, fogo, ar, minerais e vegetais) e atributos divinos - neterianos simbólicos.
Desta feita as Leis Cósmicas de Djahuti ou Tahuti para os outros “Hermes Trismegisto” anunciam anunciam que cada um destes grupos normalmente encarna e reincarnam dentro do seu próprio “Grupo Evolutivo”, ou seja, animais não reincarnam como seres humanos e vice - versa. Todavia a observação nos faz ver que em algumas excepções um ser de uma Linha Evolutiva transcorre para outra reincarnando numa outra por razões várias, aprendiza cósmico, prestação de serviço ou karma temporário dependendo da circunstância ou situação. Excepcionalmente alguns humanos temporariamente podem tomar a forma animal reicarnando nesta Linha Evolutiva por razões de “expiação” por degeneração ou queda moral dependendo do nível evolutivo - vibracional espiritual de cada sub espécie animal. No entanto os Bisimbi e os Nkisi/Netjer/Orisa podem também encarnar em forma humana ocasionalmente e/ou “evoluir” como humanos e depois retomar a sua Linha Evolutiva original. Para os Nkisi/Netjer/Netjer ou Bakulu Kaka (Ancestrais Glorificados) que encarnam como humanos é um Exercício de Grande Humildade, no Budismo este exercício é conhecido como KANON GEZA NO GYO (o Exercício de Humildade dos Deuses da Justiça de abandonar a sua condição superior para nascerem humanos, sujeitos a várias limitações e condicionalismos morais - espirituais). Os Bisimbi facilmente conseguem encarnar como humanos e mais facilmente como Nyama no Domínio Animal, tal como os Netjeru invariavelmente por alguma necessidade de Ordem Cósmica podem tomar a forma de um Nyama Superior ou Animal Superior, encarnando como tal.
Então a questão que se coloca é: animais encarnam e reincarnam tal como seres humanos e nkisi/netjer/orisa encarnam e reincarnam?
- Sim animais encarnam e reincarnam várias vezes na sua “Linha Evolutiva” até chegarem ao seu Estágio Evolutivo Final. Sim Seres Humanos Encarnam e Reincarna tal como os da Linha Evolutiva Netjeriana.
Mas continuemos a definir e abordar sobre a Encarnação, quando se fala deste fenômeno envolve “morrer” num determinado plano, dimensão ou forma e nascer no
outro. Portanto não é possível estar encarnado em dois mundos (dimensões) diferentes e também em dois corpos diferentes como tentaram nos mostrar no longa metragem “Avatar” de James Cameron (parece que não
foi ele que escreveu, tal como o longa “Matrix” foi roubado de uma escritora de ascendência afro americana). No Avatar personagem militar dos Nave Seals ou do Corpo de Forças Especiais dos Fuzileiros Navais, paraplégico em combate, ele está encarnado como humano, mas consegue fazer a transmigração temporária no corpo produzido in vitro de um Navi; um corpo portanto sem alma, produzido em harmonia com o DNA do seu irmão falecido (lembra que lá acima do texto nós explicamos que alguns seres extraplanetarios refratários que aqui chegam têm de “fundir” o seu DNA com DNA de hospedeiros humanos para poderem se manifestar no nosso ambiente. A longa “Avatar” nos mostra que os Cientistas - Iniciados Invasores que queriam profundamente investigar os invasores pretendiam debelar as Leis da Encarnação/Reincarnação que obriga a passar pelas “Águas do Esquecimento” e evoluir por intermédio do Sistema Psico Motor do corpo de um Navi.
A Encarnação e/ou Reincarnação é um processo complexo que dura o espaço toda uma vida (uzinga/luzingu) que se desdobra no seguinte:
a)O MUSONI, O Planejamento- onde a Alma/Esprito do ser encarnante seja Nyama, Muntu, Bisimbi ou Nkisi/Netjer entra num processo de esquecimento ou perca de consciência objetiva do mundo espiritua . Prepara a sua Missão de Vida (TUKULA) e as condições para morrer naturalmente (LUVEMBA) quando a sua jornada do KU NSEKE terminar.
Durante a Preparação no MUSIONI (As Origens) conectado com a Grande Assembleia dos BAKULU KAKA e BAKULU NSI composta pelos 08 Grupos das Epata onde irá nascer, da KANDA (Filliacao Uterina/Materna), pelo LUMBU (Linhagem Paterna), sendo 04 para os Bakulu Kaka e 04 para os Bakulu Nsi, a Assembleia dos Mestres Animais ou NYAMA (que concederão os 07 Animais Totetimos Protetores Guias), os NKISI, ORISA ou NETJER que darão os 03, sendo O1 Orisa de Cabeça (Ori, Ka, Muntu, etc.) e 02 Guias, junto de NYAMBÉ vão o Muntu - Moyo - Mbundu (Inteligência - Alma - Consciência ) individual recebendo o seu Nome Divino em que estará inscrito a sua natureza primordial e função cósmica, portanto está Alma aceita voluntariamente o encargo de uma Tarefa Pessoal de aprendizagem (seja de liderança, ensino, coragem, etc.), inscrita na Casa VI do Ascendente do Mapa Astral, mas ao mesmo tempo uma Tarefa Mundial que implica a sua verdadeira Missão de Mundo (TUKULA), inscrita no Mapa Natal na Casa X do Ascente. Normalmente os Estrategas Divinos vão sincronizar as 02 Tarefas que ao cumprir a Tarefa Individual (Casa VI, o Serviço) o Muntu vai se preparando e se abrindo para cumprir a Tarefa Mundial (Casa X, a Posição Social). A Tarefa Pessoal libertará o Moyo (Alma) soltando as Energias que serão usadas para cumprir a Tarefa Mundial ou Cósmica (TUKULA)
b) O KALA, O Nascimento - que ocorre numa única vez ou ocasião para cada encarnação, onde o ser deixa o Útero Eterico, respira pela primeira vez e começa a sua mais recente jornada terrena que o levará as várias transformações concernentes ao desenvolvimento Psicomotor e despertar das suas latências espirituais no corpo e conflitos terríveis com as limitações individuais (auto escolhidas no KALUNGA antes de nascer) e as limitações encontradas nas famílias onde decidiu nascer, do meio social que ela encontra, do desenvolvimento espiritual do povo e da civilização que lhe acolhe.
Desta forma é muito desviante e até mesmo errado aquela percepção e narrativas pessimistas - fatalistas de certas Escolas Espirituais que afirmam que a Terra é uma Prisão, uma Cadeia (como aqueles que falaram em Exilados de Capela) ou ainda um lugar de onde Saturno (assimilado ao Diabo Cristão ) quer procrastinar e dominar todo mundo, onde as pessoas são mandadas aqui para serem enganadas propositadamente, o tal mundo onde só Satanás governa unilateralmente. NÃO!!!
O que acontece é que este mundo não é um mundo de felicidade eterna, tão pouco um mundo fatalista de sofrimento sempiterno, é apenas um Mundo de Polaridades onde o jogo destas nos permitem fazer escolhas e chegar a MAAT cujas prerrogativas é o Equilíbrio. Mas tal apenas vira com a Tomada de Consciência de Onde Viemos (MUSONI), Quem Somos Nós (KALA), O Que Viemos Fazer (TUKULA) e Para onde Iremos ou Estamos a Ir (LUVEMBA). Por isso nossos Ankhcestrais Primordiais e Glorificados muito além das Religiões que os povos mais recentes deste mundo “inventaram” a cerca de 1700 à 1500 atrás (Religiões ditas Reveladas), criaram as Escolas e Fraternidades/Sororidades Iniciaticas para nós Prepararem para a Vida (Luzingu e por isso o rei tinha também o nome-titulo de Nzinga);
c) A Primeira Infância - Que é o despertar moroso para o mundo físico, o primeiro enquadramento entre a Consciência nos Quatro Princípios com o Ser encarnado;
d) A Infância - Onde a Criança abre o Shenu Ba Ra ou o Segundo Chacra, começa a desejar através do Mfumu Kutu, o Corpo Emocional;
e) A Latência - Entre os 07 Anos e a Puberdade, a criança se desliga finalmente do Cordão Umbilical Espiritual da Mãe, ela abre o Kemet Ba Ra, o Terceiro Chacra. A criança vai a Escola e começa a ser preparada para a sua Tarefa Pessoal, nesta altura nossos Ankhcestrais começam a introduzir conceitos mais ou menos sofisticados sobre o Luzingu (Vivência, Vida);
f) A Adolescência - a partir dos 14 anos ou da Menarca para as meninas, o Muntu desenvolve objetivamente o “Sentido de Pertença”. Abre objetivamente o Fedu Ba Ra, ou 4o Chacra, ligado a Mbundu (Coração - Consciência). O jovem é levado as Escolas de Iniciação e começa normalmente com uma das secções onde se combinava o Lemba, o Mbongi e o Kimpasi, o Muntu adentra para as meninas do KIKUMBI (EFIKO) e na MUKANDA (EKWENJE) para os rapazes. Nesta altura a Alma (Moyo) por via da Lei Cósmica do Gênero aprende qual a sua Função do Grupo (Kanda) e começa a ser prepara para cumprir a sua Missão no Mundo (Tukula);
g) Idade Adulta - É a fase do indivíduo firmar-se, é o período que se procura a realização pessoal, a Expressão Consciente, onde entra em cena com grande quantidade de energia o DIwa Ba Ra (o 5o Chacra). O Muntu desenvolve agora a Lei da Polaridade, o Tu e o Eu e a inclusão consciente no Nkangu para além da sua Kanda. Aqui o Muntu entra nas Escolas Iniciaticas Profissionais e muitas vezes ia para o Kimpasi. Nesta fase acontece o matrimônio, o nascimento dos filhos e se domina uma saber fazer (Trabalho Pessoal);
h) TUKULA, A Maturidade - A idade do julgamento (a Força do 6o Chacra, Shu Ba Ra, é mais incidente), em que o Muntu começa a vivenciar experiências espirituais mais fortes, sabe que pode morrer a qualquer momento. É o período do alinhamento vertical (MUKULA) entre a Casa IV das Origens (MUSONI) com a Casa IX (TUKULA), aqui o Muntu cumpre ou então demite-se da sua Missão de Mundo. Ele sabe que é um Bakulu Nsi, um Antepassado Vivo;
i) LUVEMBA, a Morte - é o momento em o Muntu se desliga definitivamente uma vez mais de um corpo físico. Para alguns é um momento tão difícil como nascer, pois se alguns Espíritos no nascimento têm dificuldade em assumir conscientemente um corpo físico (Khat/Nvumbi) por outro lado no decorrer da transição muitos espíritos imbuídos do apego têm dificuldade em se desligar do plano material e muitos acabam por ficar “presos” em s bv eus próprios desejos. Em algumas escola espirituais o momento do LUVEMBA - Morte chamam de Transição, Desencarnação, Passagem ou Grande Iniciação.
Normalmente o está ativado o Sefek Ba Ra, o 7o Chakra no Centro da Diura Mater onde se ligam
as duas partes do KEPHERA.
Normalmente a morte ou desencarnação não é um processo que se dá apenas no momento da última expiração, é portanto um processo que apesar de já não conseguirmos entrar no corpo e erguê-lo, é um processo lento que leva b ou tmalmente 49 dias para o deslimento total com o corpo físico (em concreto os otgãos vitais), também é o momento em que aqueles que fizeram o processo pacificamente e conscientemente visitam de imediato as “Mansões da Alma” ou Registos Acasicos visitanto toda a Vida que passou, o Julgamento
no Tribunal das 02 Verdades e a passagem para o Amenti tornando-se Bakulu Nsi ou Bakulu Kaká. Normalmente o tempo material entre uma a outra encarnação pode durar em 30 anos (um Ciclo total de Saturno com o nosso antigo Saturno Natal no nosso último Mapa Natal na nossa última existência) a 400 anos. Normlalmente as melhores encarnações são aquelas em que reincarnamos em grupos dentro de missões cósmicas (Tukula) concretas. Grandes Espíritos reincarnam num grupo e em companhia de grandes espíritos, para cumprirem projetos oiu trabalhos cósmicos de caráter cósmico importante dentro do Drama Cósmico Universal.
Como podemos ver a própria Encarnação decorre em 09 Fases tal como existem 09 corpos entidades para o Muntu. Não é coincidência, nossos Ankhcestrais estudaram profundamente este processo e identificaram associadamente todos estes momentos.
Também o próprio Processo da Encarnação é feito em 09 Períodos de 07 anos cada sendo:
a) O Primeiro Período dos Zero aos 07 anos de idade;
b) O Segundo Período dos 07 aos 14 anos de idade;
c) O Terceiro Período dos 14 aos 21 anos de idade;
d) O Quarto Período dos 21 aos 28 anos de idade;
e) O Quinto Período dos 28 aos 35 anos de idade;
f) O Sexto Período dos 35 aos 42 anos de Idade;
g) O Sétimo Período dos 42 aos 49 anos de idade;
h) O Oitavo Período dos 49 aos 56 anos de idade;
i) O Nono Período dos 56 aos 64 anos de Idade;
Estes 09 períodos são antecedidos normalmente por um Ciclo Completo de 09 meses de gravidez equivalente a 270 dias (2+7+0 =9).
E isso converge também com os ciclos Astrológicos Planetários que falaremos numa próxima ocasião ou oportunidade.
Outra questão que se colocaria é quantas vezes nós devemos ou seríamos obrigados a Encarnar e a Reincarnar?
Nós somos seres Imortais - Divinos e Atemporais, mas com necessidades de aprendizado que só podem ser adquiridos numa dimensão temporal (congelamento parcial da eternidade). Desta feita o nosso Tipo Muntu escolheu e foi designado a fazer a sua experiencia de aprendizado no Sector da Estrela Ra (Helios) no Planeta Geb Ta. Assim decidimos nascer e formar corpos físicos neste Ku Nseke, num Sistema Solar cujo Ano Cósmico dura mais ou menos 25.960 anos solares que é o tempo total de aprendizado neste sistema, e também o tempo total que o Sol Ra, nossa Divindade Suprema circula a Estrela Polar de nosso Sector (sim, é verdade! O Sol não está parado, ele também circunda a volta de um Sol maior).
Astrologicamente (sim, o movimento dos astros é que traduzem o tempo) nós somos obrigados a nascer dentro dos 12 Sectores do tempo; estes 12 Sectores divididos por 36 Decanatos e estes decanatos são multiplicador por dois, assim temos 25.920 anos divididos por 72 que será igual a 360 que é a dimensão total de 01 Círculo. Assim em 25.920 anos iremos encarnar (reincarnar) 360 vezes. Quanto maior for o espaço temporal entre uma encarnação e a outra, mais avançado espiritualmente é aquele Espírito porque leva mais tempo aperfeiçoa -se no Plano do Kalunga (Astral) num determinado dom, talento ou qualidade (não se treina apenas aqui no Nseke).
REINCARNAÇÃO
Reincarnação (é sempre sinônimo de Encarnação) nada é mais do que repetir mais de uma vez ou infinitas vezes o Processo de Encarnar ou Encarnação num corpo novo no ventre de uma mulher, num determinado Ku Nseke, seja no nosso ou noutros Mundos Materiais, envolvendo o “apagamento temporário da consciência do ser reincarnante” e submisso as Leis Evolutivas da Matéria, bem como aos Estágios Principais de Metamorfose (Nascimento, Crescimento (Desenvolvimento), Reprodução, Velhice e Morte).
RESSUREIÇÃO
É o ato de um corpo físico (Khat/Nvumbi) parar de funcionar na totalidade e depois por intervenção divina, mística, mágica, etc., por um Nkisi (Netjer) ou um Muntu Iniciado de Alto Escalão, voltar a vida, sendo ocupado pelo portador original deste mesmo corpo ou outro ocupante de forma legítima. Entre histórias notáveis de ressurreição a primeira mais notável foi a do Netjer AUSAR (Osiris) depois de assassinado por seu irmão SET (Seti) ajudado por seus seguidores, teve seu corpo recuperado por suas esposas/irmãs ASET (Ísis) e NEBTHET (Neftis) e por seu filho mais velho ANPU (Anúbis) que depois das várias partes do corpo encontradas, reconstruidas por ANPU foi ressuscitado por ASET através de fórmulas mágicas (infelizmente está narrativa é satirizada de forma macabra no conto do monstro Franquestein). Outra ressurreição famosa conhecida foi a do Mestre e Avatar Yehoshua (Jesus) narrada de forma resumida na Bíblia Sagrada, além de vários fenômenos neste domínio na própria Bíblia como o conto da menina e de Lázaro operado pelo Grande Mestre é Iniciado Essênio Nazareno. Entre nós temos os varios ressurrectos efetuados pelo Grande Mestre e Iniciado Mayamona Simão Toko e as várias vezes que o Próprio Profeta e Cristo Preto Simão Toko ressuscitando quando
trucidado pelo trator em Kakonda no Lubango, quando atirado no forno de cal ou ainda quando sofreu a tentativa executada de assassinato numa cirurgia nos Açores onde o Coração do Profeta foi retirado, seu sangue (Menga) retirado na totalidade e depois de algumas horas o Profeta levantou e exigiu que os médicos portugueses colocassem o seu Coração (sede da consciência) no lugar.
Muitos outros Mestres Espirituais qualificados operaram este tipo de fenômeno (ou milagre) como o Grande Mestre Bambele Henrique Tinapa nos idos anos 90. Com alguma acuidade e fórmula certa pôde-se operar a ressurreição de um falecido, mas isso é só para quem Sabe é Autorizado pelos Netjer sob pena de despertar um fantasma.
TRANSMIGRAÇÃO
É aquele processo que algumas Inteligências Divinas Primordiais, Ankhcestrais Glorificados ou chamados Mestres Ascencionados (para nós Mestres Glorificados), com a Autorização Cósmica e o Devido Arranjo Divino, ocupam o corpo de uma determinada pessoa que é desalojada definitivamente definitivamente dele, para permitir para que aquela Entidade ou Consciência cumpra uma determinada e pontual missão cósmica, tendo como objetivo abreviar o tempo do cumprimento da missão, preservar a memória transata da última encarnação (não se submeter ao Processo de Esquecimento Temporário da memória da última encarnação, o que poderia perigar a missão em causa). É como você construir uma casa e lá viver mas depois você por alguma boa razão você doa esta casa a título definitivo a outra pessoa que tem necessidades urgentes de viver naquele lugar com um propósito maior.
Normalmente a Transmigração é um processo muito doloroso para o novo espírito que vem
habitar um corpo já adulto com todas as limitações e hábitos inscritos que aquele corpo tem, como comprar um carro usado e habituar-se as avarias e defeitos que o
velho dono já os conhecia de olhos fechados. Ainda é mais difícil porque o espírito que efectua a transmigração tem de ter vibrações semelhantes ao dono original do corpo, como no caso de doações de órgãos o doador e o doado têm de ser compatíveis; por isso muitos casos conhecidos de Transmigração foram infelizes porque ou os corpos doados não suportaram a carga energética do novo ocupante cujo corpo astral não se adequou ao corpo físico doado ou ainda muitas vezes é o novo ocupante que desiste da operação devido às dificuldades de adaptação depois de cetenas ou milhares de anos sem reincarnar.
Outra dificuldade da transmigração é que a nova entidade transmigrada para viver aqui entre nós tem de assumir a entidade do antigo dono do corpo com todos os seus encargos, se tiver esposa, filhos, trabalho e também parte do seu karma (sofrimento, doenças, ou outro, só entidades refratárias tentam se escapar de Maat Rekh (Lei do Karma)… Existem casos entre nós de transmigração, talvez seja o caso do Bispo Dom Afonso Nunes cujo corpo foi ocupado em definitivo pelo Ente Simão Toko. As vezes é vantajoso a transmigração porque se trabalha sob a égide da memória de uma certa encarnação que labutou (TUKULA) no contexto próprio e vem continuar sua missão antiga ao invés de criar um novo corpo passar pelas águas do esquecimento, criar um novo karma/dharma, etc. O Lama Tibetano Lobsang Rampa alojado no corpo de um inglês escreveu muito sobre este domínio, embora que o establishment tibetano no exílio tenha “desmentido” a existência de um Lama Tibetano com aquele nome. Apesar da sua identidade ser negada pelo próprio Dalai Lama XIV e pelo establishment tibetano no exílio em Daramsala, tudo o resto da história confere… Enfim nosso mundo gosta de mentiras…
Portanto não confundamos encarnação com POSSESSÃO ESPIRITUAL MEDIÚNICA, que é o processo em que a dado momento certa Consciência ou Entidade Espiritual não encarnada (desencarnada) toma o corpo de uma pessoa temporariamente a afastando do sistema nervoso central e atua através daquela pessoa. É tipo um inclino ou visitante de nossa casa que atua em nosso nome, ou um motorista que conduz nosso carro e nós nos sentamos no lado do passageiro.
Em conclusão podemos notar que a Encarnação é um processo de toda uma vida, estrategicamente planificado que deve ser cuidado, sob pena de uma pessoa ver este processo ser interrompido com a morte prematura ou ainda ser severamente prejudicado por uma doença grave ou acidente.
Vivos que Nyama, Muntu, Bisimbi e Nkisi podem encarnar.
Estar aqui neste mundo não é uma prisão, muito pelo contrário faz parte de um processo de aprendizado continuo de Almas Imortais (Moyo, Ba) numa determinada esfera material. É verdade que certas entidades refratárias tomaram conta do sistema político, religioso, científico e econômico de nosso planeta, mas não são eles que decidem quem e como vai encarnar aqui. Nossas Escolas Espirituais Africanas Antigas e Contemporâneas nos explicam isso.
O Mundo Espiritual é um facto que existe e interage com o material e vice versa. É importante estudarmos estas interações para maior Harmonia. África sempre esteve muito mais avançada nestes domínios que outras partes do planeta e muitas vezes foi com Mestres e Escolas Iniciaticas Africanas que outros povos vieram aprender.
Sigamos Guiados por Nossos Ankhcestrais Primordiais Divinos e Ankhcestrais Glorificados e sob a Proteção de nossos Antepassados Justificados e Meritórios.
Escrito por Ntunziama K. Kumpemba Elimbondo /Filipe Artur Vidal
Mestre Espiritual e Presidente Fundador da ANKHYO (Ankhgola KhemetIC Yoga)
(Históriador/Antropólogo/Panafricanista)
12OUT26
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