21/01/2026
Moçambique Empobrecido
Moçambique está na mar alto desde os primórdios da era da colonização até a actualidade.
Passam 528 anos e não se sabe quando chegará a foz em segurança.
Como um Estado Independente há 51 anos, o povo ainda ressente como se estivesse no período da escravatura que aniquilou os nossos antepassados durante 476 anos. ( 1498 presença do mercador Vasco Da Gama na costa moçambicana até 1974 Dia da Vitória, que antecedeu o ano da proclamação da Independência Total e Completa em 1975).
Sim, o povo continua a viver dificuldades enormes nomeadamente: miséria, instabilidade política, insegurança, corrupção institucionalizada, por causa de má governação e falta de vontade política para implementação de políticas humanizantes.
Por um lado e por outro, é sabido que a partir da segunda quinzena do mês de Outubro até finais do mês de Março é considerado de chuvas e porque o governo cinquentenário nada faz para lidar com as enxurradas acaba sendo maldição para Moçambique.
Não há construção de bacias para absorção e retenção de águas, não há construção de drenagens. Como se não bastasse, nas bacias naturais ou nas zonas pantanosas foram erguidos edifícios de grande utilidade económica ignorando o curso natural de águas.
Hoje a chuva que devia ser motivo de alegria para as famílias passou a ser monstro, mas daqui a seis meses iremos, como povo, rogar pela chuva.
No meu país, o meu povo continua a viver na escravatura pese embora viva se uma democracia aparente há 34 anos, ( desde assinatura do dia da Democracia em 1992-2026), srm o usufruto dos ganhos da Independência e muito menos do usufruto da Democracia, porque vive-se uma economia de mão estendida, selvagem e insustentável para o garante e promoção do bem-estar de um povo, que merece respeito e dignidade
Mas tudo no meu país acontece porque tem mão externa. É possível que nos próximos dias tenhamos confirmação durante os briafing semanais das terças-feiras, de que as chuvas têm influência da mão externa.
Não é possível no meu país- Moçambique, chover sem mão externa.
Tudo tem culpado, mas o governo nunca se culpa pelas estradas que estão todas arrebentadas e não consegue reconstruir e ampliar a Estrada Nacional Número Um, que encontra-se fragmentada, separando o povo, que se declara ser uno e indivisível.
Os distritos estão isolados das capitais provinciais, os postos administrativos das sedes distritais, as localidades das vilas, as povoações das localidades,
A N1 está pior que a 476 anos de exploração e escravatura colonial em Moçambique.
Quêm é o colono de hoje em Moçambique?
● Àquele que constrói portagens para revirar os bolsos dos moçambicanos sem estrada nacional número um de qualidade, que liga o norte ao sul e vice-versa.
▪︎ Àquele que capitaliza a economia estrangeira em detrimento da economia nacional,
▪︎ Àquele que quado a época chuvosa passar fará o périplo pelos países vizinhos onde nascem os rios que desaguam na nossa costa para pedir água porque não quer construir bacias para retenção de águas,
▪︎ Àquele que sendo gestor do país de recursos abundantes como pedras preciosas, gás natural, petróleo, areias pesadas....... não consegue montar indústrias de refinaria destes recursos, indústria de fabrico de automóveis, telefones e indústrias de processamento para que os recursos não sejam transportados em bruto para estrangeiro,
● Àquele que não consegue montar satélites para controlar a costa dos piratas, às terras, às cidades e vilas dos invasores,
● Àquele que não quer investir na saúde, na educação, na agricultura familiar e industrial para acabar com focos de fome,....
● Àquele que diz ter recebido a Independência do colonialismo e se tornou o lesa-pátria, pior que colono europeu,
Este é o país :
● dos Xiconnhocas,
● do Cabrito come onde está amarrado,
● do Deixa andar
● dos Nhongas e Nhonguistas.
Solução de construção e reconstrução e alargamento das estradas Nacional Número Um e às que ligam os distritos aos postos administrativos e estes às povoações devem ser entregues a TRACK porque o povo vê como a TRACK trabalha na N4.
A ANE e a REVIMO se mostram inoperantes, incapazes, impotentes para garantirem as vias de acesso resilientes às enxurradas ou calamidades e estabilização da economia nacional.
Entreguem a TRACK

21/10/2023
19/10/2023