10/10/2026
OBRIGADA, pelo excelente trabalho, Eduardo Lopes, autarca do CDS Amadora.
25 de Novembro de 1975 — Uma Data que Portugal Não Pode Esquecer!
Os manuais escolares de História e os professores devem abordar o 25 de Novembro de 1975 com o mesmo rigor, empenho e relevância histórica com que ensinam o 25 de Abril de 1974.
Ambas as datas são fundamentais para compreender a construção da democracia portuguesa. Não devem ser colocadas em confronto, mas reconhecidas como momentos distintos e decisivos da nossa História.
O 25 de Abril de 1974 devolveu a liberdade a Portugal, pôs fim a décadas de ditadura e abriu as portas à democracia. O 25 de Novembro de 1975 foi determinante para travar a escalada de confrontação político-militar e consolidar o caminho para uma democracia pluralista, assente na liberdade, no respeito pelas diferenças e na legitimidade do voto popular.
O 25 de Novembro não pode ser reduzido a uma simples nota de rodapé nos livros de História, nem tratado como um episódio secundário do processo revolucionário português.
Foi um momento decisivo, marcado por profundas tensões políticas, ideológicas e militares, cujo desfecho contribuiu para definir o futuro democrático do nosso país.
Ensinar História não é seleccionar os acontecimentos de acordo com simpatias políticas ou conveniências ideológicas. É transmitir conhecimento, promover o pensamento crítico e permitir que as novas gerações compreendam, com rigor e isenção, os acontecimentos que moldaram Portugal.
Os nossos jovens têm o direito de conhecer a importância do 25 de Novembro, os seus protagonistas, as circunstâncias que o antecederam e as consequências que teve para a consolidação do regime democrático.
Porque a democracia não se construiu num único dia. Foi conquistada, defendida e consolidada através de um processo complexo, feito de coragem, divergências, escolhas e responsabilidades.
O 25 de Abril abriu as portas à liberdade. O 25 de Novembro contribuiu decisivamente para assegurar que essa liberdade pudesse florescer numa democracia pluralista.
Valorizar uma destas datas não significa diminuir a outra. Significa respeitar a História na sua verdadeira dimensão.
Portugal merece conhecer toda a sua História. E as novas gerações merecem aprendê-la sem omissões, preconceitos ou leituras partidárias.
Porque um povo que desconhece a sua História dificilmente compreenderá o verdadeiro valor da liberdade que herdou.
E a democracia, para ser verdadeiramente defendida, tem primeiro de ser conhecida, compreendida e respeitada.