20/09/2026
O CDS em Coimbra
Uma história de implantação local, responsabilidade autárquica e construção de maiorias
Contar a história do CDS no concelho de Coimbra não se resume a somar resultados eleitorais.
Durante boa parte das últimas décadas, o partido apresentou-se às autárquicas integrado em coligações. Os resultados oficiais registam a coligação, não o partido a que pertencia cada candidato.
Há, por isso, anos em que sabemos com exactidão quantos eleitos teve uma candidatura, mas já não é possível determinar, só através dos mapas eleitorais, quais deles tinham sido indicados pelo CDS.
É uma limitação que importa assumir. Onde a documentação permite identif**ar os eleitos do CDS, fazêmo-lo. Onde não permite, não vale a pena preencher os espaços em branco com suposições.
Há, no entanto, uma conclusão que os documentos deixam perceber com bastante clareza: a presença autárquica do CDS em Coimbra foi, ao longo do tempo, bastante mais extensa do que poderia sugerir a sua votação nas poucas ocasiões em que concorreu sozinho.
As raízes
A ligação de Coimbra ao CDS vem praticamente da fundação do partido.
O Centro Democrático Social foi fundado em 19 de Julho de 1974. Entre os seus fundadores encontram-se três nomes ligados a Coimbra: Anselmo Carvalhas, João Lopes Porto e Maria Elizete Carvalhas.
Maria Elizete Carvalhas viria a exercer funções dirigentes no partido e foi também deputada à Assembleia Municipal de Coimbra. Faleceu em Dezembro de 2024, aos 95 anos, depois de uma longa ligação à vida cívica e social da cidade.
Para uma reconstrução autárquica mais sistemática, porém, é necessário avançar no tempo.
1997 é um bom ponto de partida. Os mapas oficiais disponíveis da Comissão Nacional de Eleições permitem então identif**ar nominalmente os eleitos das assembleias de freguesia e a força política pela qual foram eleitos. Para os anos anteriores existem resultados e referências, mas não uma base documental tão segura para fazer uma história freguesia a freguesia.
1997: presença própria em várias freguesias
Em 1997, PSD e CDS concorreram separadamente em Coimbra.
O CDS tinha uma expressão eleitoral limitada, mas já estava implantado em diferentes pontos do concelho. Conseguimos identif**ar pelo menos cinco eleitos directamente pelo CDS-PP para assembleias de freguesia: Francisco José Machado Leite, em Santo António dos Olivais; Fausto António Salvador Santos, na Sé Nova; Pedro Manuel Eliseu Quaresma, em São João do Campo; Alfredo Barbosa Nunes, em São Paulo de Frades; e Joaquim Cardoso Caldeira, em Trouxemil.
É um dado interessante. A implantação local do CDS não nasceu com as coligações do século XXI. Já existia antes, embora pequena e dispersa.
Também merece registo a presença em Santo António dos Olivais. Quase trinta anos depois, o CDS continua a ter representação autárquica na maior freguesia do concelho, através da repetida participação de João Madeira.
2001: a viragem
As autárquicas de 2001 mudaram o quadro político municipal.
PSD, CDS-PP e PPM formaram a coligação Por Coimbra, liderada por Carlos Encarnação. Obteve 50,80% dos votos e seis dos onze vereadores, conquistando a Câmara com maioria absoluta. Para a Assembleia Municipal conseguiu 45,41% e 16 dos 33 mandatos directamente eleitos.
Os 50,80% eram, naturalmente, votos da coligação, e não votos do CDS. Mas o CDS fazia parte da solução política que ganhou a Câmara e passou a participar na governação do município.
É também nestes anos que aparecem alguns dos percursos autárquicos mais longos do partido em Coimbra.
Na Sé Nova, Miguel Fonseca presidiu à Assembleia de Freguesia durante dois mandatos, entre 2001 e 2009. No executivo da Junta estava Américo Alves Petim, seu companheiro de partido. Muitos anos depois, Miguel Fonseca recordaria publicamente esse trabalho em conjunto e a longa permanência de Américo Petim no poder local, que ultrapassou duas décadas.
A Sé Nova tornou-se, nesses anos, um dos núcleos mais consistentes da presença autárquica do CDS na cidade.
2005 e 2009: participação no governo municipal
A Por Coimbra voltou a vencer as eleições em 2005 e em 2009. Nos dois mandatos manteve seis vereadores e a maioria absoluta na Câmara.
O CDS passou também a ter uma presença particularmente visível no executivo municipal através de Luís Providência, vereador entre 2005 e 2013.
Nas freguesias manteve-se igualmente uma implantação própria. Miguel Fonseca continuou até 2009 a presidir à Assembleia de Freguesia da Sé Nova; Américo Petim prosseguiu a sua actividade no executivo local; João Madeira surge, em 2005, entre os eleitos de Santa Clara pela Por Coimbra.
Nem sempre os documentos eleitorais desses anos permitem saber qual dos partidos da coligação indicou cada candidato. Por isso, não atribuímos retrospectivamente ao CDS todos os eleitos que mais tarde sabemos terem sido seus militantes.
O essencial é outro: durante esse período o CDS teve presença simultânea na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nos órgãos das freguesias, fazendo parte da solução política que governou Coimbra durante três mandatos consecutivos.
Foi também neste ciclo que João Serpa Oliva representou o CDS e o círculo de Coimbra na Assembleia da República, nas XI e XII Legislaturas.
2013: o CDS sozinho
Em 2013, a coligação terminou.
O PSD apresentou-se com PPM e MPT e o CDS concorreu autonomamente, tendo como candidato à presidência da Câmara Luís Providência, depois de oito anos como vereador.
O objectivo de eleger um vereador numa candidatura própria não foi alcançado. O CDS ficou próximo dos 4% para a Câmara, não elegeu vereador, mas conseguiu representação na Assembleia Municipal. Nas freguesias, a expressão também foi reduzida, embora tenha conservado um mandato em Santo António dos Olivais.
Desde então participou sempre em coligações. Por isso, hoje não é possível dizer com rigor qual seria a votação do CDS se concorresse sozinho.
O resultado de 2013 mostra, contudo, uma característica que se repetiu ao longo das últimas décadas, a nível local e nacional: a expressão institucional do partido foi habitualmente superior à sua força eleitoral isolada, graças à participação em soluções de coligação.
2017: regresso à coligação
Em 2017, o CDS voltou a concorrer em conjunto com PSD, MPT e PPM, na candidatura Mais Coimbra.
A coligação alcançou 26,56% e três vereadores. Na Assembleia Municipal, o CDS voltou a formar um grupo próprio, com três deputados.
A documentação destas eleições é especialmente útil porque, em vários processos de candidatura, identif**a expressamente o partido que propôs cada nome.
Assim, é possível documentar, entre outros, Américo Petim na União das Freguesias de Coimbra, António Carvalho Ferreira em Assafarge e Antanhol e Bertília Simão em Santa Clara e Castelo Viegas como candidatos indicados pelo CDS que chegaram aos órgãos autárquicos. Em Brasfemes, José Manuel Ramos das Neves apresentou-se como independente indicado pelo CDS.
A presença local do partido voltava a alargar-se.
A Concelhia: Luís Providência, Lúcia Santos e Américo Petim
A história eleitoral cruza-se naturalmente com a história da estrutura concelhia.
Em Fevereiro de 2018, Lúcia Santos foi eleita presidente da Comissão Política Concelhia, sucedendo a Luís Providência. Américo Petim integrava então a Mesa da Assembleia Concelhia como vice-presidente.
Dois anos depois, em Julho de 2020, Américo Petim foi eleito presidente da Concelhia.
A sua passagem pela presidência merece referência própria. Américo Petim pertencia a uma geração profundamente ligada ao poder local. Tinha passado pela freguesia da Sé Nova, continuara depois na União das Freguesias de Coimbra e acumulava décadas de experiência autárquica.
Mais do que um dirigente partidário, era um autarca de proximidade.
Foi durante o mandato da Concelhia por ele presidida que foram preparadas as autárquicas de 2021.
Américo Petim faleceu, juntamente com a sua mulher, no final de Dezembro de 2024. Miguel Fonseca recordou-o depois na Câmara Municipal como «companheiro de partido» e salientou a sua participação no executivo da União das Freguesias de Coimbra durante mais de duas décadas.
2021: regresso à governação da Câmara
Em 2021 nasceu uma coligação bastante mais ampla: Juntos Somos Coimbra, reunindo PSD, CDS-PP, Nós Cidadãos, PPM, Volt, Aliança e RIR, em torno da candidatura independente de José Manuel Silva.
A candidatura conseguiu 43,92% dos votos e seis dos onze vereadores, conquistando a Câmara com maioria absoluta.
O CDS voltou ao executivo municipal através de Miguel Fonseca, que assumiu, entre outras, responsabilidades nas áreas económica e financeira.
Na Assembleia Municipal, o partido começou o mandato com um grupo com quatro deputados directamente eleitos: Jorge Almeida, Helena Mendes, Margarida Pocinho e José Castro (este, não militante do CDS). Hugo Schönenberger de Oliveira participou também em sessões por substituição.
A presença nas freguesias era, no entanto, menos visível para quem olhasse apenas para os órgãos municipais.
Em Santo António dos Olivais, Hugo Schönenberger de Oliveira integrou a Assembleia de Freguesia e João Madeira fazia parte do executivo da Junta.
Na União das Freguesias de Coimbra, Américo Petim continuava no executivo e o CDS tinha também representação na Assembleia de Freguesia, onde Célia Loureiro chegou à Mesa.
Em Eiras e São Paulo de Frades, Paulo Moreira da Fonseca presidiu à Assembleia de Freguesia.
Em Santa Clara e Castelo Viegas, Bertília Simão manteve-se no executivo.
O CDS tinha, portanto, presença em vários níveis do poder autárquico, muito para além do vereador e dos deputados municipais.
Um período de transição
O mandato de 2021–2025 coincidiu com uma fase de mudança dentro do próprio partido.
Em 2022, Francisco Rodrigues dos Santos deixou a presidência nacional e Nuno Melo foi eleito seu sucessor.
No distrito de Coimbra terminou entretanto o mandato da Comissão Política Distrital então existente. Durante o período que se seguiu, Nuno Melo nomeou Paula Helena Ferreira da Silva como delegada distrital, numa fase de reorganização das estruturas.
Foi uma solução transitória. Durante algum tempo não houve uma Comissão Política Distrital eleita com novo mandato, sendo essa representação assegurada pela delegada distrital.
Também a Concelhia atravessou um período de transição depois do termo do mandato da estrutura presidida por Américo Petim.
Ao mesmo tempo, o grupo municipal do CDS foi-se alterando. Tinha iniciado o mandato com quatro membros, mas chegou ao final com Margarida Pocinho como única representante que permanecia formalmente no grupo do CDS, depois da saída dos restantes.
Este ponto ajuda a perceber o que aconteceu a seguir.
2025: reorganização local
Em 8 de Fevereiro de 2025 foram eleitos novos órgãos do CDS no concelho e no distrito de Coimbra.
A Comissão Política Concelhia passou a ser presidida por Hugo Schönenberger de Oliveira. No distrito foi eleita uma nova Comissão Política Distrital, presidida por Paula Helena Ferreira da Silva, terminando assim o período transitório anterior. A referência à Distrital ajuda a enquadrar a reorganização, mas a intervenção política no concelho assenta naturalmente na Concelhia e nos seus autarcas.
As novas estruturas tiveram de imediato pela frente as eleições legislativas e, poucos meses depois, as autárquicas.
As autárquicas de 2025
O CDS voltou a integrar o Juntos Somos Coimbra, desta vez com PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal, Nós Cidadãos, PPM, Volt e MPT.
Na lista para a Câmara, o CDS manteve o sexto lugar, que já tivera em 2021. A candidata foi Margarida Pocinho.
O Juntos Somos Coimbra obteve 26.501 votos, 37,84%, e cinco vereadores. A Avançar Coimbra conseguiu 42,14% e também cinco vereadores; o Chega elegeu o décimo primeiro.
Como foram eleitos cinco vereadores e a candidata do CDS ocupava o sexto lugar, Margarida Pocinho ficou como primeira suplente da vereação.
A suplência tem tido efeitos práticos. Margarida Pocinho já substituiu vereadores efectivos e participou em reuniões da Câmara na qualidade de vereadora.
O Grupo Municipal
Na Assembleia Municipal foram directamente eleitos Paula Helena Ferreira da Silva e Hugo Schönenberger de Oliveira. A eles juntou-se Bertília Simão, por inerência das funções de presidente da União das Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas.
O Grupo Municipal do CDS-PP tem assim três membros e é liderado por Hugo Schönenberger de Oliveira.
Na actual Assembleia Municipal, CDS, Nós Cidadãos e Chega têm três membros cada. Acima encontram-se os dois grandes grupos, PS e PSD; abaixo, várias forças com um ou dois representantes.
Não é uma posição maioritária, evidentemente. Mas permite ao CDS manter uma bancada própria, apresentar posições autónomas e participar nos entendimentos que se formem em torno das diferentes matérias municipais.
Há aqui também uma ligação directa entre a representação institucional e a estrutura partidária local: o líder do Grupo Municipal é simultaneamente presidente da Comissão Política Concelhia.
O reforço actual deve, contudo, ser lido com algum cuidado.
Em 2021, o CDS tinha começado o mandato com quatro deputados municipais e um vereador efectivo. Não houve, portanto, uma subida linear desde essa data. A comparação mais signif**ativa é com o final do mandato anterior. De um único membro que permanecia formalmente no Grupo Municipal, o CDS passou para uma bancada de três; manteve acesso à Câmara através da primeira suplência e passou a dispor de uma presidência de União de Freguesias assumidamente identif**ada com o partido.
Santa Clara e Castelo Viegas
Em 2025, Bertília Simão encabeçou a candidatura do Juntos Somos Coimbra à União das Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas.
Obteve 40,54% e seis mandatos, vencendo a eleição, e tomou posse como presidente em Novembro.
Bertília Simão não chegou ali sem experiência. Já conhecia bem aquele executivo, onde tinha sido vogal em mandatos anteriores. A presidência foi, assim, o culminar de vários anos de trabalho autárquico naquela freguesia.
E, por ser presidente da União de Freguesias, Bertília Simão integra também, por inerência, a Assembleia Municipal, reforçando aí a representação do CDS.
Santo António dos Olivais
Santo António dos Olivais oferece outra linha de continuidade.
Em 1997 já encontramos um eleito do CDS na Assembleia de Freguesia.
No mandato 2021–2025, Hugo Schönenberger de Oliveira representou o partido na Assembleia e João Madeira integrou o executivo da Junta.
No actual mandato, Hugo Oliveira passou para a Assembleia Municipal e João Madeira continua no executivo dos Olivais, como vogal.
É um bom exemplo de uma presença autárquica que não se limita à Câmara e à Assembleia Municipal. O poder local também se faz, todos os dias, nas freguesias.
São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades
Há também episódios menos simples e não faz sentido apagá-los desta história.
Em 2025, Sónia Almeida, militante indicada pelo CDS, foi eleita pela lista Juntos Somos Coimbra para a Assembleia da União das Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades.
A constituição do executivo ficou bloqueada durante vários meses.
Em Abril de 2026, perante o impasse, outros eleitos da oposição avançaram para uma renúncia colectiva. Sónia Almeida não acompanhou essa opção e a sua permanência no órgão contribuiu para tornar possível a constituição do executivo liderado pela Avançar Coimbra.
A Comissão Política Concelhia tinha-lhe transmitido outra orientação.
Perante o sucedido, a Concelhia anunciou em 17 de Abril de 2026 a retirada da confiança política à eleita.
O mandato continuou, naturalmente, a pertencer à própria eleita. A partir desse momento, porém, a Concelhia deixou claro que aquela posição não representava politicamente o CDS de Coimbra.
É também isto que compete a uma estrutura partidária local: responder pelas escolhas que faz e, quando entende que uma dessas escolhas deixou de traduzir a sua orientação política, dizê-lo publicamente.
O CDS no mapa político de Coimbra
Onde f**a, então, o CDS no panorama político do concelho?
Não é uma das duas maiores forças eleitorais e, desde 2013, não existe uma votação autónoma para a Câmara que permita medir exactamente o seu peso eleitoral.
A sua relevância tem-se manifestado sobretudo por outra via.
O CDS fez parte da Por Coimbra, que conquistou a Câmara em 2001 e voltou a vencer em 2005 e 2009. Regressou às coligações em 2017. Participou no Juntos Somos Coimbra, que ganhou a Câmara com maioria absoluta em 2021. E continua no Juntos Somos Coimbra de 2025, que elegeu cinco dos onze vereadores.
Nada disto permite somar os votos das coligações e apresentá-los como votos do CDS. Seria errado.
Mas também não seria correcto contar a história política de Coimbra nas últimas décadas ignorando a participação do CDS nas soluções que governaram ou disputaram o governo do município.
Talvez aí esteja uma das características mais constantes do partido no concelho: uma força eleitoral própria relativamente pequena, mas com capacidade para obter representação, manter implantação autárquica e participar na construção de soluções políticas mais amplas.
Essa história também se fez de pessoas. Miguel Fonseca, Américo Petim, Luís Providência, João Madeira, Margarida Pocinho, Bertília Simão e muitos outros pertencem a gerações diferentes, mas ajudam a explicar uma cultura de intervenção autárquica que atravessa várias décadas.
A situação actual
Hoje, o CDS de Coimbra tem uma Comissão Política Concelhia eleita e em funções, um Grupo Municipal próprio com três membros, uma presidência de União de Freguesias, presença no executivo de Santo António dos Olivais e a primeira suplente da lista do Juntos Somos Coimbra à Câmara, que já exerceu funções de vereadora.
A nível distrital existe, desde 2025, uma Comissão Política Distrital eleita, presidida por Paula Helena Ferreira da Silva.
A Comissão Política Concelhia, eleita em 8 de Fevereiro de 2025, é presidida por Hugo Miguel Schönenberger de Oliveira. São vice-presidentes Eunice Virgínia Valdez Faria Bidarra Palmeirão Carrilho, José Bernardes Correia e Teresa Benedita de Faria de Serpa Oliva; secretária, Isabel Cristina Neves Monteiro Paiva; e vogais Ana Manuel Barrão Rocha Barbosa de Almeida Martins, António Manuel Couto Pinto dos Santos, João Pedro Guedes Lobo Duarte de Oliveira, Patrícia Carla Leston Ferreira D. Martins, Pedro Nuno San-Bento Furtado e Bertília Isidora Cabeças da Silva Simão.
A Mesa da Assembleia Concelhia é presidida por Margarida Tenente Santos Pocinho, tendo como vice-presidente João José Ferreira dos Santos Madeira e como secretária Ana Isabel Rodrigues Carvalho Simões.
Uma história que continua
Não conseguimos hoje reconstruir, sem qualquer falha, o nome e a filiação partidária de todos os autarcas que passaram pelos órgãos das freguesias de Coimbra desde 1974.
Os arquivos têm limites e é preferível reconhecê-los.
Mas há documentação suficiente para perceber uma história longa. Com raízes que remontam à própria fundação do partido e, com detalhe crescente, uma presença autárquica que conseguimos seguir ao longo das últimas três décadas.
Desde os eleitos das freguesias em 1997 à maioria de 2001; dos três mandatos da Por Coimbra à candidatura própria de 2013; do regresso às coligações em 2017 à vitória do Juntos Somos Coimbra em 2021; e daí à reorganização e à nova configuração autárquica saída das eleições de 2025.
Houve períodos melhores e piores. Houve vitórias, perdas, rupturas e recomeços. Alguns autarcas permaneceram décadas; outros tiveram passagens mais breves.
Hoje o CDS está novamente representado nos diferentes níveis do poder local do concelho: nas freguesias, na Assembleia Municipal e, através da primeira suplência de Margarida Pocinho, também pontualmente na Câmara Municipal. A sua representação é menor do que a dos dois maiores grupos da Assembleia Municipal. Mas é uma presença antiga, continuada e com participação efectiva na construção de maiorias e soluções autárquicas em Coimbra.