Freguesia de Revelhe

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14/10/2026

A barragem, a praia fluvial, toda a natureza, uma preciosidade na Freguesia de Revelhe. Revelhe "Entre a água e o verde, lugares para sentir, uma terra para viver"

10/10/2026

"Rota dos Tanques e das Tachas" PR14FAF O Tanque do Sabugal, embora fosse construído nos anos 50, não tinha encontrado o seu espaço ideal até ser recentemente requalificado. Desde então, teve pelo menos duas requalificações acompanhadas por deslocações físicas, seja de mais metro ou menos metro, de um lado ou de outro lado da via. A sua estética tem também evoluído.
Pela primeira vez foi construído do lado direito de quem desce de norte da rua do Sabugal. Nele as senhoras lavavam as roupas e continha também um pio que servia para apanhar a água no cântaro para levar para casa e permitia os animais beberem ao passarem pela estrada. A água escorria de tanta abundância, o que nos dias de hoje nem sempre acontece.
Por estar muito encostado à Estrada Municipal 612, em zona de trânsito fluente, associado à evolução da construção e alargamento da via, houve a necessidade de ser deslocado para o outro lado. Separou-se o tanque da pia e assim permaneceram ao longo de vários anos.
Com o projeto de requalificação dos tanques públicos, que direcionaram o conceito de rota, foi idealizada uma nova estética, harmonizando a arquitetura tradicional com a contemporânea, que de mãos dadas deram origem a um belo equipamento. Esse trabalho que do papel do Arquiteto Gil Soares que já nos tem brindado com belas obras, e pela paixão que tem pela freguesia do seu pai, temos tido a oportunidade de criar espaços tão acolhedores.
Claro que o esboço teve um dedinho de sentido crítico…e ajustes de estética, mas as ideias foram aclaradas e voi lá, eis que o tanque foi finalizado!
Depois do tanque veio o jardim, mais daqui mais de acolá, uma árvore oferecida somando a habilidade dos demais, sente-se que o sonho tanto desejado pelo lugar, que até o tinha pronunciado no passado no desfile das festas das colheitas, foi bem conseguido. Quem espera sempre alcança!

09/10/2026

"Rota dos Tanques e das Tachas "PRF14FAF
O Tanque de São Sebastião, fé, tradição e memória coletiva
Situado junto à capela, constitui um elemento importante da memória e da identidade local. Além de testemunho do uso da água, é um ponto de passagem ligado às tradições religiosas que, ao longo do tempo, marcaram a vida da freguesia.
S. Sebastião por se manter fiel às suas crenças e ajudar outros cristãos, foi condenado à morte. Conta-se que foi amarrado a um tronco e atingido por flechas, sendo executado por ordem imperial. Símbolo de resistência e devoção, é invocado como protetor contra epidemias, doenças e outras calamidades. A devoção expressa na capela e nas celebrações que, durante gerações, reuniram a população, mantendo viva uma tradição que conjuga fé, pertença e convívio.
Embora o dia litúrgico de S. Sebastião se celebre a 20janeiro, noutros tempos, a festa e as procissões realizavam-se em agosto, no terceiro domingo do mês. Esta escolha tinha um significado especial: permitir o reencontro com a comunidade emigrante, que regressava à terra natal durante o período de férias. A celebração reúne familiares, amigos e conterrâneos, muitos deles separados pela distância e pelos caminhos da emigração. Era um momento de regresso às origens, de renovação dos laços com a terra e de partilha de uma identidade comum.
Um dos elementos marcantes destas celebrações era o percurso da procissão, que seguia junto ao Tanque de São Sebastião em direção ao cruzeiro situado nas proximidades, no alto do monte.
Este itinerário conferia ao tanque um lugar particular na vivência religiosa da comunidade. Mais do que um elemento da paisagem, fazia parte de um caminho percorrido coletivamente, num ambiente de oração, respeito e devoção. A passagem da procissão junto ao tanque ligava o espaço quotidiano à celebração religiosa, o trajeto até ao cruzeiro, no alto do monte, acrescentava à procissão uma dimensão visual e espiritual.
O Tanque de São Sebastião, a capela e o cruzeiro no alto do monte formam um conjunto de referências que ajudam a compreender a história e a identidade de Revelhe. É, assim, muito mais do que um simples tanque. É um testemunho silencioso de fé, de convivência e de regresso às origens, um lugar onde a história quotidiana se cruza com a tradição religiosa e onde continua viva a memória de uma comunidade ligada à sua terra, às suas crenças e às suas gentes.

08/10/2026

"Rota dos Tanques e das Tachas "
Tanque do Reguengo
Há lugares que parecem simples, mas que guardam dentro de si uma parte importante da história de uma terra. O Tanque do Reguengo, é um desses lugares.
Situado perto do rio e da barragem, o tanque faz parte de uma paisagem que, durante muitos anos, esteve intimamente ligada à vida das pessoas. A água é um bem precioso e indispensável. E antes de existir o tanque do Reguengo, havia outro local onde as pessoas do lugar iam lavar a roupa: a Poça de Miguel.
A Poça de Miguel tinha a mesma nascente que alimentaria mais tarde o Tanque do Reguengo. A água era encaminhada através de uma mina, percorrendo o seu caminho até chegar aos lugares onde era necessária. Era uma forma antiga de aproveitar a água da terra, com engenho e com um conhecimento que passava de geração em geração.
A roupa era levada para a poça, muitas vezes em grandes trouxas, e ali, junto à água, começava uma tarefa que podia ocupar boa parte do dia.
Mas a Poça de Miguel não era apenas um lugar de trabalho. Enquanto a roupa era lavada, havia conversa. Falava-se dos filhos, dos maridos, das colheitas, dos animais, das festas e das novidades da terra. Entre uma peça de roupa e outra, partilhavam-se histórias, preocupações e, muitas vezes, também gargalhadas.
E havia todo um ritual à volta da lavagem da roupa. As mulheres preparavam a roupa em casa, juntavam as peças e dirigiam-se ao tanque ou à poça. O trabalho era feito com sabão, água e muita força de braços. As mãos ficavam calejadas e, no inverno, a água fria tornava a tarefa ainda mais difícil. Mesmo assim, o trabalho continuava, porque fazia parte da vida.
Enquanto isso, a vida da aldeia seguia o seu ritmo. Nos campos, trabalhava-se de sol a sol. Havia as sementeiras, as colheitas, as vindimas, as desfolhadas e tantos outros trabalhos que exigiam a ajuda de todos. Os vizinhos contavam uns com os outros, e era nessa entreajuda que muitas famílias encontravam força para enfrentar as dificuldades.
As crianças tinham também uma relação diferente com estes lugares. Cresciam junto dos caminhos, dos campos, da água e do rio. Brincavam com pouco, inventavam os seus próprios brinquedos e conheciam cada recanto da terra. A proximidade do rio fazia parte desse mundo de descoberta e aventura.
A água continua a correr, a paisagem permanece e o lugar pode parecer silencioso.
Pequenas histórias que dão alma aos lugares.

Não bata "tachas", último dia de inscrições, não perca esta atividade!!
08/10/2026

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07/10/2026

"Rota dos Tanques e das Tachas" PR14FAF
Tanque de Outeiro-Mau
Quem viveu em Outeiro Mau, durante a década de 1980, certamente guarda na memória o tanque público e tudo aquilo que acontecia à sua volta.
Naqueles tempos, a vida era diferente. Muitas das tarefas que hoje fazemos com facilidade exigiam tempo, esforço e, muitas vezes, a ajuda de outras pessoas. O tanque era um desses lugares onde o trabalho fazia parte da rotina, mas onde também havia espaço para a conversa e para o convívio.
Era comum ver as mulheres dirigirem-se ao tanque com a roupa para lavar. Levavam consigo os alguidares, a roupa e os produtos necessários para a lavagem. Ali, entre água, sabão e roupa estendida, iam surgindo as conversas. Falava-se dos filhos, dos maridos, das colheitas, dos animais, das festas e das novidades da terra.
Enquanto umas trabalhavam, outras conversavam, e as crianças, muitas vezes, brincavam por perto. O tanque acabava por ser um ponto de encontro natural da comunidade.
Naquele tempo, a entreajuda entre vizinhos tinha uma importância muito grande. As pessoas conheciam-se, ajudavam-se e partilhavam muitas das dificuldades do dia a dia. O tanque fazia parte dessa vida comunitária e era, de certa forma, um lugar onde se fortaleciam as relações entre as pessoas.
Hoje, quando passamos por um tanque antigo, podemos vê-lo apenas como uma construção de pedra ou cimento. Mas, para quem viveu aquela época, ele pode significar muito mais. Pode trazer à memória o som da água, as vozes das pessoas, o cheiro do sabão, as roupas estendidas e as conversas que preenchiam as horas de trabalho.
Com a chegada da água canalizada às casas e, mais tarde, com a generalização das máquinas de lavar roupa, o tanque foi perdendo a sua função. As novas comodidades trouxeram uma vida mais prática, mas também fizeram desaparecer alguns daqueles momentos de encontro entre vizinhos.
Por isso, preservar a memória do tanque de Outeiro Mau é preservar também uma parte da história de Revelhe. É recordar as pessoas que ali viveram, trabalharam, conversaram e construíram, dia após dia, a comunidade.
O tanque pode já não ter a importância que tinha nos anos 80, mas as memórias que ficaram à sua volta continuam a fazer parte da história de Outeiro Mau.

Candidaturas Programa Ser Solidário
06/10/2026

Candidaturas Programa Ser Solidário

06/10/2026

"Rota dos Tanques e das Tachas" PR14FAF
Tanque do Mercado
O Tanque do Mercado terá a sua origem no início da década de 1940, à semelhança do tanque do Assento, fazendo parte da rede de abastecimento de água da altura.
Está ao fundo das escadas junto à rua no acesso a Sobradelo, no ponto mais baixo, servindo esse lugar e os lugares das Carvalhas, Esquiardo, Vale de Cima.
Ficou a chamar-se assim pois se associou ao primeiro mini - mercado da freguesia, sendo um ponto de referência para o encontrar.
Antes, lá perto, se encontrava também o Cruzeiro, uma outra referência religiosa que mantinha o estado novo de mãos dadas com a religião.
O cruzeiro é um marco de profunda devoção religiosa e memória comunitária. Na tradição do Minho, estas estruturas de granito funcionavam não só como elementos de delimitação territorial e paroquial, mas sobretudo como espaços sagrados de oração, proteção dos campos e sufrágio pelos mortos.
Serviam como pontos de paragem e oração nas vias que ligavam o centro paroquial (focado na Igreja de Santa Eulália) aos restantes lugares da freguesia, como o lugar do Assento.
A colocação e valorização de cruzeiros, alminhas e painéis devocionais na freguesia reforçaram o papel de Revelhe como um espaço comunitário onde a fé e a vivência quotidiana se cruzavam diretamente no espaço público e, no caso bem ligados aos tanques que eram locais de sociabilização considerados profanos: de coscuvilhice, namoros escondidos, por vezes proibidos, de boatos espalhados ou verdades ditas, que incomodavam a opressão política da época.
Hoje poucos se servem dos tanques, devido ao aparecimento de eletrodomésticos, poucos cultivam os campos para regar, e já não necessitem da água para beber, mas quem sabe o tempo volte para trás?

06/10/2026

"Rota dos Tanques e das Tachas" PR14FAF
O Tanque de Louredo serve o pequeno lugar de meio rural. CMF 1952 está gravado na sua cabeceira, mas poderá ser apenas a data de um restauro, pelas memórias do Sr. Padre José Gonçalves poderá ter sido também construído na década de 30.
Louredo pertencia também à antiga paróquia de S. João de Cortegaça, cuja igreja, hoje Capela, se situa no alto dos campos agrícolas.
O Lugar de Louredo é caracterizado por terrenos agrícolas, que pertenciam a senhorios que recrutavam jornaleiros para trabalhar as suas terras, cuidar do cultivo e ajudar nas colheitas.
Zona abundante em água que descia das minas do alto do monte, mantinha a lavoura e tornava a terra fértil, trazia bons frutos.
As mães jornaleiras muitas vezes levavam os filhos para ajudar, brincar, não havia medo de sujar os pés na lama, de molhar a roupa nem medo dos bichos. O cheiro a erva dos campos, o golpe dos milheiros, as minhocas na terra fértil, a água do rego onde muitas vezes se matava a sede, trazem lembranças deliciosas de tempos longínquos.
Da soleira da porta se via a fogueira a arder, com o pote ao lume. A Sr. Albertina cozia o feijão para fazer o melhor arroz de que ainda se lembra o sabor...

Endereço

Rua Da Igreja 75 Revelhe
Fafe
4820-630

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 16:00 - 20:00
Terça-feira 16:00 - 18:00
Quarta-feira 16:00 - 18:00
Quinta-feira 16:00 - 18:00
Sexta-feira 16:00 - 18:00

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