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18/10/2026
12/10/2026

OLHAR POLÍTICO |

A nível internacional, a guerra de Trump no Irão arrastou-nos a todos para um agravamento da crise socioeconómica, com os preços da habitação, alimentação e combustíveis a disparar para valores nunca vistos. O problema é que nem todos pagam a crise na mesma proporção. Há, aliás, quem ganhe muito com ela. Basta ver o que se passa nas gasolineiras, na banca e no grande comércio, que registam lucros recorde trimestre após trimestre. A realidade é que o peso das dificuldades económicas recai sempre sobre quem tem menos.

A nível nacional, verif**a-se a mesma situação, agravada pelos salários baixos praticados em Portugal. E, no entanto, a solução do governo PSD passa por coisas como consumir menos, gastar menos, usar menos, no fundo, viver menos. É o manual para sermos pobres melhores. Ou pelo menos, mais caladinhos. O ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Castro Almeida, diz para evitarmos custos de gasolina desnecessários. A solução da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, é a partilha de boleias. Bonito, de facto. Num país com uma oferta muito reduzida de transportes públicos e de infraestruturas de qualidade, f**a complicado. E será uma questão de tempo até os preços dos passes sociais dispararem também.

A nível local, no nosso concelho, que oferta temos a nível de transportes públicos, quer dentro do concelho, quer na ligação aos concelhos vizinhos? Como é que a autarquia se propõe melhorar a vida dos lagoenses neste sentido?

E a crise da habitação? Todos os dados apontam para que os portugueses já não consigam pagar a casa que já têm, sem ser com enorme sacrifício, não conseguem comprar casa, não conseguem arrendar. Esta semana vimos o caso de Maricarmen Abascal, uma idosa espanhola de 87 anos, que foi despejada de sua casa por um fundo de investimento imobiliário. É a tragédia social a acontecer à frente dos nossos olhos. E vários peritos se pronunciaram dizendo que, com a atual legislação, este caso poderia acontecer também em Portugal. Que sociedade construímos, que não protege quem mais precisa? Que hipoteca o futuro de toda uma geração?

O aumento do preço dos bens essenciais, dos combustíveis e da habitação consomem a totalidade dos rendimentos de quem vive no limiar da subsistência. Aliás, cada vez mais pessoas estão a ser atiradas para esse limiar da subsistência, precisamente devido ao aumento desenfreado do custo de vida. Não é o luxo que a classe trabalhadora está a perder, é a normalidade de poder ter casa, comida, família e segurança.

Nos tempos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, dizia-se “os ricos que paguem a crise”. Já o título deste texto era uma frase que o meu tio dizia muitas vezes e da qual nunca me esqueci. Dizia ele que era de um ministro francês do tempo da monarquia. Provavelmente do tempo em que alguém terá dito “não têm pão? Que comam bolos!”. E bem se viu como acabou essa época da história francesa. Está na hora de termos medidas corajosas e justas, que de facto melhorem ou pelo menos facilitem um pouco a vida do português comum, em vez de beneficiar sempre os mesmos.

✍Daniela Silveira
Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Lagoa

26/07/2026

Bloco de Esquerda visitou Canil Municipal

O Bloco de Esquerda (BE) realizou, em maio, uma visita ao Canil Municipal de Lagoa e conheceu de perto a equipa liderada pela veterinária Luísa Silva, bem como as instalações do espaço, que recebe atualmente 25 cães e alguns gatos. O partido constatou que “a equipa resgata animais em situações vulneráveis, por vezes em horários tardios ou fins de semana, o que mostra bem a dedicação de todos à causa animal. O BE acrescenta que recebeu a garantia de que “a autarquia apoia o canil e que está projetado um espaço maior e com melhores condições para receber os animais”.

📷D.R.

No próximo 25 de julho, o Bloco de Esquerda Algarve promove em Faro, na Antiga Fábrica da Cerveja, a iniciativa «Mais Vi...
24/07/2026

No próximo 25 de julho, o Bloco de Esquerda Algarve promove em Faro, na Antiga Fábrica da Cerveja, a iniciativa «Mais Vida, Menos Guerras: combater o aumento do custo de vida e pensar caminhos para a paz», um evento aberto à comunidade que pretende reunir cidadãos, movimentos sociais, representantes do movimento sindical, organizações da sociedade civil e agentes culturais para uma reflexão coletiva sobre alguns dos maiores desafios do nosso tempo.

e.O programa integra também a participação da artista e performer farense Sali del Vall, que apresentará «Cad-e-ira Habitada», uma performance que propõe uma reflexão sobre a experiência humana a partir de um objeto quotidiano.

Sali del Vall rege a sua prática artística em três P’s: palavra, performance e pintura. É obcecado por versos extensos politicamente mórbidos, mesas ao contrário e craquelês inusitados. Nascido e criado em Faro, neste momento estuda e trabalha em Lisboa.
Tem 19 anos e os quatro avós vivos!

Mais do que um evento político, «Mais Vida, Menos Guerras» surge como uma iniciativa que pretende lembrar que a paz se constrói, que os direitos se conquistam, que a cultura aproxima pessoas e que uma vida digna continua a ser uma causa pela qual vale a pena lutar!
Os portões da Antiga Fábrica da Cerveja abrem às 18h e o convívio promete durar até ás 23H, temos encontro marcado amanhã! Aparece!

Endereço

Rua Doutor Justino Cúmano 13
Faro
8000-333

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 18:00
Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00

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