01/10/2026
FARO NÃO PODE ANDAR PARA TRÁS 🚨
Há duas formas de olhar para o futuro de Faro.
Uma é apagar o que estava previsto, trocar prioridades e deixar pelo caminho projetos estruturantes para a cidade.
A outra é sentar à mesa, negociar e encontrar uma solução que permita investir sem desistir daquilo que Faro precisa. ✅
Foi essa a posição do PSD na Assembleia Municipal de ontem.
Há poucos dias, o empréstimo proposto pelo atual Executivo foi chumbado. Não por Faro não precisar de investimento. Pelo contrário.
O problema é que investimentos estamos a financiar e o que estamos dispostos a deixar cair.
O empréstimo anterior, aprovado pelo Executivo do PSD contemplava projetos estruturantes como a Porta Nova, o Eixo Central e a intervenção na zona das Pontes de Marchil. A nova proposta alterava esse quadro de prioridades.
E há uma coisa que o PSD não aceita:
que as Pontes de Marchil sejam tratadas como um projeto dispensável. ❌
Faro está a crescer.
E quem vive na cidade sabe o que isso significa todos os dias: mais carros, mais congestionamento, mais tempo perdido e uma mobilidade que já não responde às necessidades de uma cidade em crescimento.
Abdicar da rotunda das Pontes de Marchil implica o desaparecimento automático do projeto da terceira circular.
As Pontes de Marchil não são uma obra de circunstância. São uma questão de mobilidade, acessibilidade e futuro urbano de Faro.
Por isso, ontem, perante uma recomendação do PS e uma recomendação do PSD sobre a mesma matéria, a Assembleia Municipal tomou uma posição clara: a proposta do PSD foi aprovada e a do PS foi rejeitada.
O PSD recomendou que a Câmara retome o diálogo e reveja a carteira de investimentos, mantendo em discussão os projetos estruturantes que estavam associados ao financiamento anterior — incluindo Porta Nova, Eixo Central e Pontes de Marchil — e exigindo informação concreta sobre custos, maturidade, calendário e financiamento.
E há outra realidade que o Presidente António Pina terá de compreender: Faro não é Olhão.
Em Faro, o PS governa sem maioria absoluta. Isso significa que governar exige diálogo, negociação e capacidade de construir consensos.
Governar também é saber ouvir.
Governar também é saber negociar.
E governar é, sobretudo, saber escolher o que Faro não pode perder.
As Pontes de Marchil são uma dessas escolhas.
O PSD não vai deixar que o Presidente desista delas.