18/09/2026
OLHAR POLÍTICO | A FATACIL, o Algarve e a Festa do Avante!
A visita do Secretário Geral do P*P à FATACIL 2026 permitiu estabelecer conversas com expositores, artesãos e pequenos empresários ali presentes, os quais aproveitaram a oportunidade de ter presente alguém que os oiça, para referir as dificuldades com que se debatem no dia a dia das suas actividades culturais ou económicas, apresentando como exemplo a falta de apoios e os elevados custos dos materiais utilizados na produção artesanal, bem como os preços dos combustíveis injustif**adamente elevados, a desigualdade fiscal com outros sectores e bens comerciais, assim como o impacto do aumento do custo de vida, que se reflecte nas vendas de forma negativa.
Algumas das questões ouvidas por Paulo Raimundo tiveram como resposta o compromisso do P*P em levar à Assembleia da República propostas de resolução política, bem como confrontar o Governo com os problemas com que vivem os micro e pequenos empresários e comerciantes.
No comício regional que se seguiu em Olhão, foi mais uma vez denunciado o ataque em curso ao Serviço Nacional de Saúde em todo o País e em especial no Algarve, com o Governo a deixar degradar o serviço público de saúde e permitir o crescimento do negócio privado da doença. Também a habitação segue na mesma linha de favorecimento aos senhorios, com total indiferença pelos problemas dos inquilinos que cada vez mais se debatem com a dificuldade de manter a casa onde moram, assim como dos que não conseguem ter acesso a uma habitação em condições de dignidade e privacidade. Este é mais um direito humano e constitucional que o actual Governo teima em não cumprir.
O Algarve continua sob uma política de concentração no modelo económico do Turismo. Este modelo tem na sua base a exploração laboral, com a prática de baixos salários, contratos de trabalho precário, desregulação de horários com elevados ritmos e cargas de trabalho, em que os trabalhadores são os responsáveis pelos lucros do capital, mas que lhes é negada a justa repartição da riqueza que produzem.
O Algarve precisa de uma política alternativa, pela qual o P*P e a CDU lutam em todos os espaços e oportunidades. Uma política que contrarie o atraso e ausência de investimento na região, de que são exemplos a necessária requalif**ação da EN 124 e EN 125, o desassoreamento das barras e portos marítimos, a construção do matadouro regional, o aumento das reservas de água e a respectiva distribuição e gestão pública, a diversif**ação dos subsectores da economia regional e local, entre tantas outras.
Aos trabalhadores algarvios f**a uma palavra de valorização pelo seu papel na derrota do chamado Pacote Laboral e um forte incentivo para que, em acção organizada, possam continuar a lutar por melhores salários e pensões, com tradução em melhores condições de trabalho e de vida.
Não podemos fechar este espaço no jornal sem falar na Festa do Avante, realizada nos dias 4,5 e 6 deste mês, e que este ano registou 50 edições de grande convívio e camaradagem, onde a juventude marcou uma forte presença, e onde os milhares de visitantes tiveram acesso à cultura, ao desporto, à ciência, à gastronomia de todas as regiões, etc.
Nos dias anteriores, alguns cães ladraram, mas a caravana passou. E, 50 anos depois, continua a não haver Festa como esta. Para o ano lá estaremos de novo.
✍Comissão Coordenadora da CDU - Lagoa