Portugal TERRA & MAR

Portugal TERRA & MAR

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História e cultura portugesa.

13/04/2026

A Trégua Silenciosa: D. Dinis e os Templários.

Quando, na sexta-feira 13 de outubro de 1307, Filipe IV ordenou a prisão fulminante dos Templários em França, a Europa mergulhou num clima de medo e acusação. O Papa Clemente V, pressionado pela coroa francesa, conduziu um processo que culminaria na extinção oficial da Ordem em 22 de março de 1312, através da bula Vox in excelso. Em muitos reinos, os cavaleiros foram presos, torturados, julgados. A sua queda parecia inevitável.

Mas Portugal seguiu outro caminho.

Sob o reinado de D. Dinis (1279–1325), o reino observou a tempestade com a prudência calculada de quem conhece o valor dos seus aliados. Desde o século XII, os Templários tinham sido guardiões de fronteiras, administradores de terras e construtores de fortalezas como o castelo de Tomar, fundado em 1160. A sua presença moldara o território e a própria identidade militar do reino. Como sublinha José Mattoso, a ligação entre a coroa portuguesa e a Ordem era sólida, construída na confiança e na utilidade mútua. E António Borges Coelho recorda que os Templários eram demasiado valiosos para serem sacrificados às pressões externas.

Assim, quando as ordens papais chegaram, Portugal não respondeu com prisões nem fogueiras. Entre 1312 e 1314, os cavaleiros permaneceram protegidos, vivendo nas suas comendas, enquanto os bens eram administrados pelo rei com contenção e sem destruição. Rui de Azevedo descreve este período como uma “transmutação jurídica”: a Ordem estava suspensa, mas não desfeita; silenciosa, mas intacta.

E neste silêncio, algo mais pode ter acontecido.

Os registos da Ordem de Cristo, criada em 14 de março de 1319 pela bula Ad ea ex quibus, revelam um número de cavaleiros superior ao que os documentos templários portugueses indicavam antes de 1307. Esta discrepância tem intrigado historiadores. Alguns, como Alain Demurger e Malcolm Barber, consideram plausível que cavaleiros templários de Castela, Aragão e até França tenham procurado refúgio em Portugal, o único reino onde não eram perseguidos. Se assim foi, chegaram discretamente, sem deixar rasto documental, como seria natural num tempo em que a sobrevivência dependia do silêncio.
Quando a Ordem de Cristo nasceu, herdou castelos, arquivos, métodos e homens. Herdou, sobretudo, a continuidade. Tomar, outrora bastião templário, tornou-se o coração desta nova instituição que, agora sob tutela régia, preservava o que a Europa tentara apagar.

O eco desta decisão prolongou-se muito para além do século XIV. Quando as caravelas portuguesas partiram rumo ao Atlântico, desde 1415 e ao longo de todo o século XV, levavam nas velas a cruz vermelha da Ordem de Cristo. Uma cruz que sobrevivera porque, entre 1307 e 1319, Portugal escolhera transformar em vez de destruir, proteger em vez de perseguir.

No silêncio diplomático de D. Dinis, não se salvou apenas uma ordem militar. Salvou-se um legado e talvez até homens vindos de longe que viriam a moldar a história do mundo.

A.F

Retrato:
D. Dinis I de Portugal (1261-1325)

25/03/2026

No Santuário de Fátima, onde milhões procuram sinais do divino, há uma figura que quase ninguém vê. Deitada num banco, coberta por um manto gasto, parece apenas mais um corpo esquecido pela pressa do mundo. Muitos passam ao lado sem reparar. Outros sentam‑se no banco, pousam s**os, descansam as pernas, sem perceber que, ali mesmo, repousa uma das imagens mais desconcertantes de Cristo no século XXI.

A escultura chama‑se “Jesus Sem‑Abrigo”, e a sua força está precisamente naquilo que tantos ignoram: os pés expostos, marcados pelas chagas da crucificação. É nesse detalhe silencioso que o artista, Timothy Schmalz, revela a identidade daquele que a multidão não reconhece. A invisibilidade não é um acaso, é o coração da obra. Os sem‑abrigo reais também são assim: passam por nós como sombras, confundem‑se com o mobiliário urbano, tornam‑se parte da paisagem que já não vemos.

Aqui, no centro de um dos maiores santuários marianos do mundo, a peça funciona como um espelho. Mostra‑nos que a fé não se mede apenas pelas velas acesas ou pelas orações murmuradas, mas pela capacidade de reconhecer dignidade onde o olhar comum vê apenas abandono.

É um lembrete duro e belo: se não vemos Cristo no mais vulnerável, não o veremos em lado nenhum.

Esta obra não vive só em Fátima. O "Homeless Jesus" está também em Roma, Madrid, Washington, Toronto, Chicago, Dublin e na Cidade do Vaticano, entre outros lugares, sempre discreto, sempre silencioso, sempre à espera de quem finalmente o veja.

18/12/2025

As Saturnálias numa Casa Romana da Lusitânia

Era o dia dezassete de dezembro e Lúcio, veterano das legiões que recebera terras perto de Olissipo, acordou antes do sol, porque nesse dia não havia trabalho nos campos nem contas com os cobradores, havia apenas o caminho até ao pequeno templo de Saturno que os colonos tinham erguido na colina, e chamou Cláudia, a esposa, e os filhos, Marco e Júlia, e chamou também os escravos, Gaio, Tito e a velha Ama, e todos juntos atravessaram a vila, e a vila estava cheia de vizinhos, cada qual com o seu cântaro de vinho, o seu pão de trigo, a sua pequena oferenda, e diante da estátua do deus, que durante todo o ano permanecia com os pés atados em lã, viram os sacerdotes libertarem-lhe os tornozelos, e foi como se o próprio tempo tivesse sido solto, porque Saturno era o senhor das sementes e do passado, e agora, livre, abria a porta da festa.

Voltaram para casa e a casa parecia outra, porque Cláudia já tinha pendurado ramos de pinheiro e loureiro dos montes lusitanos nas portas, guirlandas de azevinho nas paredes, e acendido velas que tremiam como pequenos sóis, lembrando que o solstício de inverno já tinha chegado e que os dias voltariam a crescer. Os escravos riam, porque sabiam que por uma semana não seriam escravos, e os senhores riam também, porque estava permitido esquecer a seriedade da ordem.

Na sala principal, Lúcio colocou a mesa, e a mesa era abundante, carnes de porco criados na quinta, cabritos assados, peixes trazidos do estuário do Tejo, pães brancos, bolos de mel, figos secos, tâmaras vindas em caravanas de Hispânia, romãs, queijos de cabra e vinho, muito vinho, e todos se sentaram sem hierarquia, o escravo ao lado do senhor, a criança ao lado da ama, e ninguém mandava, ninguém obedecia.

— Hoje bebes comigo, Gaio, disse Lúcio ao escravo mais velho, e Gaio respondeu, bebo, senhor, mas hoje não há senhores, e todos riram, porque era verdade, e talvez fosse isso que Sêneca, nascido na vizinha Córdoba, quis dizer quando escreveu que nas Saturnálias até o mais humilde podia falar livremente, sem medo de castigo.

Foi então que Marco, o filho mais velho, levantou-se e disse que era hora das prendas, e trouxe um s**o com pequenos embrulhos, cada um acompanhado de um verso, e o verso escondia o nome do destinatário, e o jogo era descobrir, e Gaio, que sabia ler, foi escolhido para ser o voluntário, e leu em voz alta, e todos tentaram adivinhar, e quando finalmente se acertava, a prenda passava de mão em mão, uma taça de barro feita por artesãos locais, um colar de contas, um boneco de cera, uma vela colorida, e o dono ria, agradecia, bebia mais vinho.

No meio da festa, escolheram o rei da Saturnália, e foi Tito, o escravo mais novo, que recebeu a coroa de papel e ordenou que todos cantassem, e todos cantaram, e ordenou que Cláudia dançasse, e Cláudia dançou, e ordenou que Lúcio servisse vinho, e Lúcio serviu, e a casa inteira virou ao contrário, como se Saturno tivesse devolvido por uns dias a Idade de Ouro, quando não havia senhores nem escravos, apenas homens e mulheres vivendo em abundância.

Mas não era só a casa de Lúcio que se transformava, era a Lusitânia inteira, porque nas ruas de Olissipo penduravam-se guirlandas verdes, pinheiros e loureiros nas portas, velas acesas nas janelas, e o cheiro de carne assada misturava-se com o das especiarias vindas do Oriente, e o ar tornava-se pesado de abundância. No mercado, os vendedores gritavam menos, porque sabiam que todos comprariam de qualquer maneira, e os clientes riam mais, porque não havia pressa, e até os escravos vinham escolher frutas secas e bonecos de barro, os sigillaria, que seriam oferecidos como presentes.

As praças transformavam-se em palco, músicos tocavam flautas e tambores, dançarinos improvisavam passos, crianças corriam com bonecos de cera nas mãos, e os adultos bebiam vinho sem medida, porque Saturno tinha decretado que por sete dias não havia hierarquia, e o vinho corria como se fosse água. Nos teatros improvisados representavam-se farsas e comédias, e o público ria alto, porque estava permitido rir sem contenção, e nas tabernas, senhores e escravos bebiam lado a lado, e ninguém se lembrava de quem mandava ou de quem obedecia.

À noite, as ruas iluminavam-se com tochas, e parecia que a Lusitânia inteira tinha virado uma constelação, cada casa uma estrela, cada praça um sol, e os cantos ecoavam pelas colinas que rodeavam Olissipo, como se a província fosse um único corpo a celebrar.

E quando chegava o último dia, vinte e três de dezembro, havia uma cerimónia discreta, despediam o rei da Saturnália, apagavam algumas velas, guardavam as guirlandas já secas, e a Lusitânia voltava à ordem habitual, mas não sem antes sentir que tinha vivido, por uma semana, a memória da Idade de Ouro, quando Saturno reinava e todos eram iguais.

— Amanhã voltamos ao campo, disse Lúcio, e Tito respondeu, amanhã volto a ser escravo, mas hoje ainda sou rei, e todos riram, porque sabiam que a festa estava a acabar, mas também sabiam que voltaria no próximo inverno, e que Saturno nunca falha.

As Saturnálias eram isso: a promessa de abundância, a celebração da luz que regressa, a recordação de que o tempo pode ser suspenso, e a certeza de que, mesmo numa província distante do império, havia espaço para a alegria partilhada.

E quando a Lusitânia apagava as velas do último dia, vinte e três de dezembro, e guardava as guirlandas já secas, e despediam o rei da Saturnália, voltava-se à ordem habitual, mas não sem antes sentir que tinha vivido, por uma semana, a memória da Idade de Ouro, quando Saturno reinava e todos eram iguais.

Séculos depois, quando o império já não era o mesmo e os deuses antigos cediam lugar ao Deus único, as Saturnálias não desapareceram, apenas mudaram de nome, de forma, de calendário. Na Lusitânia, os ramos verdes de pinheiro e loureiro continuaram a ser pendurados nas casas, agora como símbolos cristãos de esperança e eternidade. Os banquetes de cabrito e porco, os doces de mel e os frutos secos mantiveram-se como parte das celebrações de inverno, e a troca de presentes, outrora bonecos de barro e velas coloridas, transformou-se em oferendas natalícias.

Os costumes locais misturaram-se com os romanos: as fogueiras de solstício que os povos lusitanos acendiam nas aldeias juntaram-se às velas romanas, criando tradições de luz que atravessaram séculos. O espírito de igualdade e de suspensão das hierarquias, que nas Saturnálias permitia ao escravo sentar-se ao lado do senhor, ecoou nas festas populares da Península, onde todos se reuniam em torno da mesa e da música, sem distinção.

E assim, da casa de Lúcio às nossas casas modernas, das ruas de Olissipo às cidades iluminadas de hoje, a Saturnália nunca deixou de existir, apenas se vestiu de novo. O que significava para os antigos romanos — esperança, liberdade, partilha — continua a significar para nós, ainda que o nome seja outro: Natal, solstício, festas de inverno.

21/11/2025

Conta-se que, no dia da Batalha de Aljubarrota, uma jovem camponesa chamada Georgina levava uma bilha de água à procura do pai e dos irmãos, temendo que estivessem com sede no calor da luta.

No caminho, ouviu um homem pedir água. Serviu-lhe um púcaro e ele, revigorado, voltou à batalha. Pouco depois, ouviu dizer que tinha dado de beber ao Mestre de Avis, o próprio rei. 👑

Rodeada por feridos, continuou a distribuir água até esvaziar a bilha. Dias depois, o Condestável Nuno Álvares Pereira mandou construir uma capela em honra de São Jorge e pediu que ali fosse guardada a bilha, símbolo da coragem de Georgina e da sede que os portugueses passaram no dia da batalha.

Embora a história não esteja documentada, faz parte do imaginário colectivo português, evocando o espírito de solidariedade e bravura que marcou a época.

Dizem que a bilha ainda lá está… Venha visitar-nos e descubra se continua cheia! 👀

🎨 Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) com apoio do ChatGPT (OpenAI), a partir de conceito e curadoria histórica do CIBA - Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.

31/10/2025

Nuno Álvares Pereira: uns dos melhores cavaleiros da todos os tempos.

27/10/2025

CASTELO DE ALMOUROL: bastião templário nas águas do Tejo

No coração do Médio Tejo, erguido sobre uma ilha granítica que rompe o curso sereno do rio, o Castelo de Almourol impõe-se como testemunho silencioso de séculos de história militar, religiosa e simbólica. A sua silhueta austera, refletida nas águas, evoca o tempo em que Portugal se afirmava como reino cristão, e os cavaleiros da Ordem do Templo guardavam as fronteiras da fé e da terra.

Fundação e origem do nome

A fortificação que hoje conhecemos como Almourol foi reconstruída em 1171 por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, sobre ruínas de ocupações anteriores — romanas, visigóticas e muçulmanas. O nome “Almourol” tem raízes incertas, com variantes como Almoriol ou Almuriel, e possíveis origens árabes, como Al-morolan, que poderá significar “pedra alta” ou “lugar elevado”, em alusão à sua posição dominante sobre o Tejo.

Propósito militar e papel estratégico

Durante o século XII, Almourol integrou a chamada Linha do Tejo, um sistema defensivo templário que incluía castelos como Tomar, Pombal e Zêzere. A sua função era dupla: controlar a navegação fluvial e proteger o território recém-conquistado dos avanços muçulmanos vindos do sul. A sua localização insular tornava-o praticamente inexpugnável, servindo como posto de vigia e refúgio militar.
Apesar da sua importância estratégica, não há registos de grandes batalhas travadas em Almourol. A sua posição isolada e difícil acesso terão contribuído para que fosse mais um bastião de dissuasão do que palco de confrontos diretos. Ainda assim, a sua presença era um símbolo claro da autoridade templária na região.

Evolução ao longo dos séculos

Com a extinção da Ordem dos Templários em 1312, decretada pelo Papa Clemente V, o castelo passou para a Ordem de Cristo, herdeira espiritual e administrativa dos bens templários em Portugal. Ao longo dos séculos, perdeu relevância militar e caiu em relativo abandono.
No século XIX, durante o Romantismo, Almourol foi restaurado com uma estética idealizada da Idade Média, ganhando torres e ameias que reforçavam o seu aspeto lendário. Esta intervenção, embora pouco fiel à arquitetura original, devolveu-lhe protagonismo como símbolo nacional.

Em 1910, foi classificado como Monumento Nacional, e desde então tem sido preservado como património histórico e turístico. Hoje, é acessível apenas por barco, o que mantém viva a aura de mistério e isolamento que sempre o caracterizou.

Legado e simbolismo

Mais do que uma simples fortaleza, Almourol representa o cruzamento entre história, mito e identidade. A sua ligação aos Templários alimenta narrativas de tesouros escondidos, rituais secretos e vigilância espiritual. É frequentemente evocado como cenário de contos medievais e inspiração para artistas e escritores.
O Castelo de Almourol permanece, assim, como um dos mais icónicos monumentos portugueses — não apenas pela sua arquitetura ou localização, mas pela memória que guarda de um tempo em que fé, espada e pedra se entrelaçavam na construção de um reino.

Bibliografia especializada recomendada:

• Manuel J. Gandra – Historiador e curador do Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA), tem desenvolvido investigação sobre a simbologia templária e o papel de Almourol na rede espiritual e militar da Ordem. É conhecido por tratar Almourol como um “poço sem fundo” historiográfico.
• Carlos Guardado da Silva – Investigador da arquitetura militar medieval portuguesa, com estudos sobre a Linha do Tejo e a organização defensiva templária.
• SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico – Ficha nº 3404 sobre Almourol, com dados técnicos e históricos validados pela DGPC.
• DGPC – Direção-Geral do Património Cultural – Classificação oficial como Monumento Nacional desde 1910, com documentação acessível para estudos patrimoniais.
• Artigos académicos sobre a Ordem do Templo em Portugal, disponíveis em revistas como Revista de História da Sociedade e da Cultura (Universidade de Coimbra) ou Lusitânia Sacra (Universidade Católica).

A.F

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Photos from Portugal Romano's post 05/10/2025
05/10/2025

LISBOA, 5 de Outubro de 1910: PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Photos from Portugal TERRA & MAR's post 08/07/2025

Gaivotas de Mário Reis – Poesia em Cerâmica

Estas delicadas gaivotas em cerâmica são obra do artista português Mário Reis, cuja sensibilidade transforma o barro em poesia visual. Inspirado pelo voo livre e pela alma atlântica das nossas costas, Mário Reis dá vida a estas aves com uma leveza surpreendente — como se estivessem prestes a levantar voo da parede do patio interior do forte de São Muguel Arcanjo, na Nazaré.

Nascido em Luanda e radicado nas Caldas da Rainha, cidade com uma longa tradição cerâmica, o artista funde técnica e emoção nas suas criações. As suas gaivotas são feitas em grés e pasta refratária, decoradas com engobes e vidrados, e por vezes combinadas com madeira, vidro ou metal. Cada peça é única, carregando o sopro do Atlântico e a memória das tradições portuguesas.

As suas obras podem ser vistas em espaços públicos, como o icónico painel na gare inferior do Ascensor da Nazaré, onde as gaivotas voam sobre ondas e peixes secos, celebrando a cultura marítima local.

Estas fotos captam não só a beleza das peças, mas também a sensação de liberdade que Mário Reis tão bem sabe esculpir. Uma homenagem ao voo, ao mar e à arte feita com alma.

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