Centro Interpretativo de Marvila e Beato #ROCKLisboa

Centro Interpretativo de Marvila e Beato #ROCKLisboa

Compartilhar

O Centro Interpretativo de Marvila e Beato está a ser criado, com uma metodologia participativa, na Biblioteca de Marvila, com o apoio do projeto ROCK.

Pretende reunir as memórias sobre o património cultural material e imaterial deste território.

05/07/2023

José Augusto veio trabalhar para Lisboa, mas ainda não tinha 14 anos. Na sua idade, o trabalho era considerado clandestino, desta forma arranjaram-lhe um trabalho numa oficina, mas quando aparecia a polícia tinham que se esconder por causa da idade. Aos 14 anos empregou-se legalmente na Fábrica Luso-Belga e já podia fazer descontos para a caixa.

Photos from Bibliotecas de Lisboa's post 08/06/2023
02/06/2023

"Entre Marvila e Beato, em meados do Séc. XX representamos preciosas memórias daqueles que as partilharam. Hoje meninos, interpretamos uma realidade díspar da que vivemos, para mais tarde também passarmos o testemunho das histórias insubstituíveis dos nossos antepassados.
Pessoas que experienciaram importantes mudanças urbanísticas, sociais, económicas e culturais, e que tanto nos ensinam através da história que define a identidade destas freguesias.

“Trabalho de Menino” é uma peça criada no âmbito do Projeto Educativo “Uma viagem pela história de Marvila e Beato no Séc. XX” que aborda o dia-a-dia da classe operária da época - de ‘menino’ a adulto.
Neste processo artístico em particular, fomos privilegiados pela oportunidade de conhecer, ouvir, questionar e entender uma realidade do passado. Experiências que nos foram contadas na primeira pessoa eternizam as memórias destes bairros, tão importantes na história de Lisboa e de Portugal. Porque apesar de não haver uma grande distância temporal, a mudança social, económica e cultural faz com que esse passado aparente ser ainda mais longínquo do que efetivamente é.
Trazemo-lo para o presente. Encurtamos a distância para nunca ser esquecido, materializamos no movimento essas memórias. Deixamos o registo no nosso corpo e no espaço perpetuando assim a nossa história.

A história de todos nós. A história da vida de um bairro desde menino. "

CONCEÇÃO E CRIAÇÃO: Ana Delgado e Sara Schürmann
ELENCO: Alunos a Escola de Ensino Artístico Especializado de Dança Luís António Verney (6º ano, 8º ano e da Companhia Jovem LAV)

30/03/2023

Os funcionários da Manutenção Militar podiam usufruir de algumas atividades lúdicas. Tinham equipamentos, nomeadamente, um centro desportivo. Tinham modalidades desportivas como o Futebol de 11 e atletismo. Ainda tinham um conjunto musical, um grupo cénico e até uma camioneta para fazerem digressões pelo país. A Manutenção Militar também tinha casas de habitação para, pontualmente, acolher funcionários com problemas sociais.

08/03/2023

A D. Binta adorava crianças e contou como organizou um grupo musical com as crianças do bairro. Os ensaios eram realizados na sua casa e tinham a duração de uma hora ou uma hora e meia. A nossa entrevistada comprometeu-se ainda, a tratar da roupa, dos locais de actuação e do transporte do grupo. A D. Binta também fazia parte do grupo, tocando um instrumento musical. Neste testemunho ficámos a saber que o seu amor por crianças era tão grande, que um dia viu uma avó bater tanto no neto que teve que intervir.

27/02/2023

As professoras Manuela e a Adelaide contam-nos porque é que a Escola Afonso Domingues foi uma escola de referência e de grande importância social.
As auxiliares de educação eram muito boas profissionais, aderiam muito bem às actividades. A escola tinha uma cultura de integração, recursos humanos, materiais e muita vontade. As escolas dos bairros das periferias têm uma cultura diferente, cada um tem a sua história. A escola sempre teve uma boa relação e apoio da Junta de Freguesia de Marvila. Na realidade era uma escola de segunda oportunidade, dado que, apoiava os alunos excluídos. Com o seu encerramento perdeu-se um grande equipamento.

20/01/2023

Rui Paulo descreve como era o Pátio do Capelista. Cada morador do bairro tinha um quintal para ter a sua horta. Como o avô do Rui Paulo era tanoeiro, em vez de ter couves e alfaces, tinha uma tanoaria. O seu avô plantou no quintal, uma figueira e construiu uns bancos, era ali que Rui Paulo em criança brincava. Naquele tempo também tinha a possibilidade de ir para a rua, porque não havia carros.

16/01/2023

Eduardo Nicola não sabe precisar exatamente o ano de construção do prédio Santos Lima. Explicou-nos que à época da sua construção, existiam armazéns no piso térreo e alojamentos para os trabalhadores desses armazéns nos pisos de cima. Essas habitações não tinham casas de banho e nunca se fizeram obras, mas todos moradores contribuíram para pequenos arranjos ou melhoramentos, conforme o que soubessem fazer. Viviam todos em harmonia porque tinham espírito bairrista e o Clube Oriental também os unia. Naquele local não existia a atual muralha e a praia começava mesmo ali. As muitas fábricas que ali existiam, tinham muitos trabalhadores e isso via-se nas ruas. Atualmente há muito menos pessoas, porque já não existem trabalhadores fabris, nem armazéns e muita gente foi morar para fora.

09/01/2023

Neste pequeno vídeo, Ernesto Fernandes conta-nos que naquele tempo muita gente ia à pesca, dá-nos a conhecer que na zona de Xabregas existia um clube, o Clube da Pesca, no qual foi tesoureiro. Nessa altura, a família reunia-se num barco ou numa fragata com petiscos e vinho e rumava à Festa da Atalaia que geralmente durava 2 dias.

04/01/2023

Contrariamente à vontade dos pais que viveram mal e, com muitas dificuldades por serem operários fabris, Raimundo foi trabalhar para uma fábrica depois de abandonar o curso de desenho de arquitetura. O trabalho na fábrica dava-lhe conhecimento das dificuldades e condições de trabalho dos operários, e por ter essa percepção, pretendia fazer algo para mudar. O objectivo que fazia sentido era passar a mensagem, através de comunicados, para o bairro ou para as fábricas das condições de trabalho dos operários das fábricas

21/12/2022

Nesta entrevista Silvana Gordo relembra como era o mercado de Xabregas, menciona que o mesmo tinha uma charcutaria, um talho e que os animais eram mortos na altura da compra.

Quer que o seu negócio seja a primeira Serviço Governamental em Lisbon?

Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.

Localização

Endereço


Rua António Gedeão
Lisbon
1950