21/01/2026
Boletim Trimestral da Economia Portuguesa (BTEP), relativo ao 4.º trimestre de 2025, uma parceria entre a Direção-Geral da Economia e o GPEARI - Ministério das Finanças. Esta publicação, com informação disponível a 31/12/25, apresenta análise de evolução da conjuntura macro, das finanças públicas e da política económica nacional.
A implementação de uma nova política comercial protecionista dos EUA marcou o ano de 2025, mediante a subida de tarifas alfandegárias aplicadas às importações de produtos da generalidade dos países. O crescimento da economia mundial no 3º T de 2025 continuou a ser liderado pelos EUA e por algumas economias emergentes. A taxa de inflação desacelerou nas principais economias avançadas no conjunto do ano e, a política monetária tornou-se menos restritiva.
No período de janeiro a setembro de 2025, a economia portuguesa cresceu 1,9%, mantendo uma trajetória de aceleração. A evolução da procura interna refletiu uma recuperação do consumo e uma desaceleração do investimento. Por seu lado, ao nível da procura externa líquida continuou a apresentar valores negativos, apesar de alguma recuperação. Em termos setoriais, os setores de transportes e armazenagem; atividades de informação e comunicação, de energia, água e saneamento e de outras atividades de serviços foram os que mais cresceram nos primeiros nove meses do ano. A atividade turística manteve-se robusta, mas com alguns sinais de desaceleração.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego, no 3º T de 2025 reduziu 0,1 p.p. face ao trimestre anterior, fixando-se em 5,8%. Os dados mais recentes do inquérito mensal ao emprego evidenciam um aumento da população ativa e empregada.
A inflação diminuiu no 4º T de 2025 para 2,2%, sobretudo em virtude da evolução da inflação subjacente que diminuiu 0,2 p.p. face ao trimestre anterior. No conjunto do ano de 2025, a inflação registou um valor médio de 2,3%. Na produção industrial os preços continuaram a decrescer nos meses de outubro e novembro.
No período de janeiro a setembro de 2025, as exportações portuguesas continuam em máximos históricos em termos reais acumulados, mas a procura interna consolida-se como o principal motor de crescimento da economia portuguesa, neste período.
No período de janeiro a setembro de 2025, o montante de novos empréstimos aumentou 15,2% face ao período homólogo, tendo sido concedidos, neste período, 21 604 milhões de euros, dos quais 11 966 milhões de euros nos empréstimos até 1 milhão de euros e 9 638 milhões nos empréstimos acima de 1 milhão de euros, mais 18,0% e 11,8%, respetivamente, face ao mesmo período de 2024.
No período de janeiro a setembro de 2025, a constituição de empresas em Portugal cresceu em termos homólogos, mantendo-se acima do número de novas empresas antes da pandemia (2019). Em sentido contrário, e comparativamente aos mesmos períodos, a dissolução de empresas e as insolvências decretadas diminuíram. O Comércio, setor com mais dissoluções e o segundo com mais insolvências decretadas, foi ainda assim dos que apresentou maiores descidas quando comparado com o período pré-pandemia.
No período de janeiro a setembro de 2025, o saldo orçamental registou um excedente de 2,1% do PIB (2,3%, no período homólogo de 2024) e, no final do período, a dívida pública situou-se em 97,6% do PIB (1,7 p.p. acima do registado em igual período do ano anterior).
A publicação encontra-se disponível em:
www.gee.gov.pt