Congresso Democratico das Alternativas

Congresso Democratico das Alternativas

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5 de Outubro de 2012

Um congresso de cidadãos e cidadãs que, no respeito pela autonomia dos partidos políticos e de outros movimentos e organizações, reúna todos os que sentem a necessidade e têm a vontade de debater e construir em conjunto uma alternativa à política de desastre nacional consagrada no memorando da troika e de convergir na ação política para o verdadeiro resgate democrático de Portugal.

Photos 16/06/2016

Na conclusão da sua atividade,
O CDA PRESTA CONTAS!

No dia 5 de outubro de 2012, em resposta à convocatória de mais de trezentos e cinquenta cidadãos de todo o país e de variadas sensibilidades e experiências políticas e sociais, posteriormente subscrita por mais de quatro mil pessoas, reuniu na Aula Magna em Lisboa, com a participação de mais de mil e setecentas pessoas, o Congresso Democrático das Alternativas (CDA). O Congresso ocorreu num período de grande mobilização popular e enormes manifestações contra a política de austeridade conduzida pelo governo da direita e pela troika que envolveu. Em retrospetiva, é mais claro que estes dois processos, as grandes manifestações e o CDA, marcaram, cada um da sua forma, o início de uma viragem na trajetória de retrocesso político, económico e social propiciado pelo “ajustamento” austeritário dos PECs e do memorando, que veio a culminar na derrota da direita nas eleições legislativas de outubro de 2015. À mobilização massiva das manifestações contra a troika e a austeridade, o Congresso Democrático das Alternativas acrescentou uma definição de denominadores políticos comuns de uma alternativa e a “defesa de um compromisso comum de convergência, que ajude a viabilizar uma governação alternativa em torno de princípios abrangentes e claros … por parte das forças políticas democráticas que decidam apresentar-se a eleições”. Demonstrou, num processo de debate e construção coletiva amplamente participado e plural e nas propostas e orientações que constam da Declaração política aprovada (“Resgatar Portugal para um Futuro Decente”), que era possível juntar forças sem apagar as diferenças, encontrar caminhos e propostas políticas conjuntas alternativas à direita.

O CDA deu assim um contributo para a inscrição na agenda política de princípios e de objetivos essenciais para a construção dessa governação alternativa, que resgatasse o país. A realidade que, felizmente, hoje vivemos haveria de confirmar que isso era, afinal, possível.

Na assembleia de 5 de outubro de 2012, o CDA decidiu não encerrar os seus trabalhos e “manter-se ativo, enquanto as circunstâncias o justificarem e exigirem, como iniciativa cívica e espaço de mobilização cidadã, plural e inclusiva”, constituindo para esse efeito uma comissão organizadora ampla e plural, que ficou com a responsabilidade de conduzir a atividade do CDA de acordo com as orientações aprovadas. Isso mesmo foi o que aconteceu. Em Maio de 2013 organizou a Conferência “Vencer a Crise com o Estado Social e a Democracia”. No mesmo ano publicou o relatório “A Crise, a Troika e as Alternativas Urgentes” e em 2014 o relatório “Estado Social, de Todos para Todos”. Em Outubro de 2014 organizou a Conferência “Governar à Esquerda”. Participou em 2015 no movimento de solidariedade com o povo grego. Além destas iniciativas mais salientes, o CDA esteve ativo também com a organização de múltiplos debates públicos, o apoio aos jantares comemorativos do 25 de Abril (“Em Abril, Esperanças Mil”) em 2013, 2014 e 2015 e diversas tomadas de posição pública. A atividade do CDA pautou-se sempre pelo esforço de baixar muros, construir pontes e plataformas de entendimento, abrir espaços de diálogo político e de construção de propostas programáticas alternativas para uma governação à esquerda.

O ciclo eleitoral iniciado com as eleições para o Parlamento Europeu em junho de 2014, intensificado com as eleições para a Assembleia da Republica de Outubro de 2015 e só encerrado com as Presidenciais de Janeiro de 2016, absorveu energias de muitos dos apoiantes do CDA e contribuiu para reduzir a sua dinâmica.

Passado este período, a comissão organizadora iniciou uma reflexão sobre o futuro do CDA no novo contexto político marcado pela derrota eleitoral da direita coligada e por um novo governo do PS apoiado na maioria parlamentar e nos acordos interpartidários à esquerda. Essa reflexão, em reuniões realizadas em 8 de Maio e 5 de Junho, apontou, por um lado, para o reconhecimento unânime do contributo do CDA para a criação de condições para a viragem política conseguida depois das eleições de 2015 para a Assembleia da República e, por outro, para a conclusão maioritária, embora não consensual, de que o CDA havia esgotado as suas possibilidades e capacidades de intervenção, no quadro organizativo e político em que foi constituído, devendo pôr termo formal às suas atividades.

A decisão tomada nestas reuniões é, no entanto, acompanhada da perceção de que para vencer as reações e pressões internas e externas que condicionam a maioria parlamentar e o governo e para criar condições para novos avanços políticos futuros, o diálogo interpartidário e parlamentar e as convergências nesse domínio estabelecidas não são suficientes. É necessária renovação programática permanente e ambiciosa, mobilização cidadã e novas dinâmicas de ativismo social e político que envolvam os partidos e ao mesmo tempo os transcendam, no sentido de desenvolver e consolidar uma clara maioria social e política de apoio às alternativas à austeridade, em Portugal e na Europa. Esta mobilização e este ativismo são o lugar de encontro futuro de todos os que se empenharam no Congresso Democrático das Alternativas.

13 de junho de 2016.
A Comissão Organizadora do Congresso Democrático das Alternativas (CDA)

22/04/2016

Jantar 25 de abril: Tendo em conta o número de pessoas inscritas e a capacidade da sala, não é possível aceitar mais inscrições.

Photos 04/04/2016

Jantar "Em abril esperanças mil!"
Dia 22 de abril, às 19h30, em Lisboa.

Congresso Democrático das Alternativas: RESGATAR PORTUGAL PARA UM FUTURO DECENTE 20/10/2015

RESGATAR PORTUGAL PARA UM FUTURO DECENTE

É possível pôr termo ao ciclo político de destruição do país a que temos assistido nos últimos anos. Embora tenha sido a formação política mais votada, a coligação PSD/CDS perdeu a maioria de deputados e a sua proposta política foi, no essencial, derrotada nas eleições de quatro de outubro.

No entanto, o Presidente da República (PR) tudo fez e tudo tem feito para garantir a continuidade do governo PSD/CDS. Encarregou o ainda primeiro-ministro a «iniciar diligências para procurar uma solução governativa» ainda antes de ouvir os outros partidos políticos. Ao mesmo tempo, revelador de uma cultura antidemocrática e desrespeitadora da vontade livre dos eleitores, tenta excluir o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português de virem a fazer parte da solução governativa.

As actuais conversações entre os partidos com representação parlamentar que procuram uma alteração de políticas configuram um quadro político novo. Desde já, há dois mitos que estão em vias de extinção: o «arco da governação» e a ideia de que os partidos à esquerda do PSD estão condenados a nunca se entenderem. As perspectivas de entendimento com vista à viabilização de um governo com apoio parlamentar dos partidos de esquerda criam, antes, a expectativa de vir a haver acordos políticos sólidos. O Congresso Democrático das Alternativas (CDA) saúda estas conversações, que correspondem às suas razões de ser e à sua fundação.

O CDA considera, por tudo isto, inaceitável que o PR ignore este novo quadro político e que indigite Passos Coelho a formar governo (sem a estabilidade que dizia ser condição imprescindível), ou que tente promover um governo de gestão até à eventual realização de eleições antecipadas. Estas seriam sempre as soluções de maior instabilidade e custos económicos, sociais e políticos, que se impõe evitar.

Apesar dos constrangimentos que dificultam uma governação alternativa para romper com as políticas de austeridade, o CDA considera que estão criadas condições para Portugal iniciar um novo ciclo de entendimento para a promoção de políticas de desenvolvimento económico de cariz humanista e progressista. Condições que exigem um olhar atento e crítico, mas também, um empenhamento de todos no esforço de concretização de uma efectiva alteração das políticas que marcaram a governação dos últimos anos.

Congresso Democrático das Alternativas: RESGATAR PORTUGAL PARA UM FUTURO DECENTE

Photos 06/07/2015

VITÓRIA DO NÃO À AUSTERIDADE!

O resultado do referendo grego, onde o “não” obteve uma vitória significativa (com uma participação de mais de 60%) deu-nos algumas indicações importantes:

- falhou a chantagem das instituições e dos governos europeus – o medo foi derrotado! Mas isto não significa que os chantagistas vão desistir.
- foi afirmada a dinâmica de uma alternativa política à linha de austeridade que tem vindo a ser imposta – a esperança venceu! Mas isto não significa que os austeritários se vão disponibilizar para um acordo que responda às necessidades do povo grego e dos povos europeus.

A vitória do “não” abre um novo ciclo de um combate difícil, duro e longo, mas onde existe agora mais confiança para enfrentar as batalhas que se avizinham. E a certeza de que os gregos, todos nós, não estamos sós.

O CDA participou nos últimos meses em diversas iniciativas de solidariedade com a Grécia, entre as quais uma carta subscrita por 222 personalidades em que se reclamava a imparcialidade das instituições europeias face aos processos eleitorais nos diversos Estados Membros.

Hoje exige-se respeito pelas opções decididas democraticamente, que não podem ser entendidas como uma ofensa.

Só assim podemos construir uma Europa solidária!

CONGRESSO DEMOCRÁTICO DAS ALTERNATIVAS

Europe’s Attack On Greek Democracy 29/06/2015

JOSEPH STIGLITZ
Europe’s Attack On Greek Democracy
29 June 2015, Social Europe

The rising crescendo of bickering and acrimony within Europe might seem to outsiders to be the inevitable result of the bitter endgame playing out between Greece and its creditors. In fact, European leaders are finally beginning to reveal the true nature of the ongoing debt dispute, and the answer is not pleasant: it is about power and democracy much more than money and economics.

Of course, the economics behind the program that the “troika” (the European Commission, the European Central Bank, and the International Monetary Fund) foisted on Greece five years ago has been abysmal, resulting in a 25% decline in the country’s GDP. I can think of no depression, ever, that has been so deliberate and had such catastrophic consequences: Greece’s rate of youth unemployment, for example, now exceeds 60%.

It is startling that the troika has refused to accept responsibility for any of this or admit how bad its forecasts and models have been. But what is even more surprising is that Europe’s leaders have not even learned. The troika is still demanding that Greece achieve a primary budget surplus (excluding interest payments) of 3.5% of GDP by 2018.

Economists around the world have condemned that target as punitive, because aiming for it will inevitably result in a deeper downturn. Indeed, even if Greece’s debt is restructured beyond anything imaginable, the country will remain in depression if voters there commit to the troika’s target in the snap referendum to be held this weekend.

In terms of transforming a large primary deficit into a surplus, few countries have accomplished anything like what the Greeks have achieved in the last five years. And, though the cost in terms of human suffering has been extremely high, the Greek government’s recent proposals went a long way toward meeting its creditors’ demands.

We should be clear: almost none of the huge amount of money loaned to Greece has actually gone there. It has gone to pay out private-sector creditors – including German and French banks. Greece has gotten but a pittance, but it has paid a high price to preserve these countries’ banking systems. The IMF and the other “official” creditors do not need the money that is being demanded. Under a business-as-usual scenario, the money received would most likely just be lent out again to Greece.

But, again, it’s not about the money. It’s about using “deadlines” to force Greece to knuckle under, and to accept the unacceptable – not only austerity measures, but other regressive and punitive policies.

But why would Europe do this? Why are European Union leaders resisting the referendum and refusing even to extend by a few days the June 30 deadline for Greece’s next payment to the IMF? Isn’t Europe all about democracy?

In January, Greece’s citizens voted for a government committed to ending austerity. If the government were simply fulfilling its campaign promises, it would already have rejected the proposal. But it wanted to give Greeks a chance to weigh in on this issue, so critical for their country’s future wellbeing.

That concern for popular legitimacy is incompatible with the politics of the eurozone, which was never a very democratic project. Most of its members’ governments did not seek their people’s approval to turn over their monetary sovereignty to the ECB. When Sweden’s did, Swedes said no. They understood that unemployment would rise if the country’s monetary policy were set by a central bank that focused single-mindedly on inflation (and also that there would be insufficient attention to financial stability). The economy would suffer, because the economic model underlying the eurozone was predicated on power relationships that disadvantaged workers.

And, sure enough, what we are seeing now, 16 years after the eurozone institutionalized those relationships, is the antithesis of democracy: Many European leaders want to see the end of Prime Minister Alexis Tsipras’s leftist government. After all, it is extremely inconvenient to have in Greece a government that is so opposed to the types of policies that have done so much to increase inequality in so many advanced countries, and that is so committed to curbing the unbridled power of wealth. They seem to believe that they can eventually bring down the Greek government by bullying it into accepting an agreement that contravenes its mandate.

It is hard to advise Greeks how to vote on July 5. Neither alternative – approval or rejection of the troika’s terms – will be easy, and both carry huge risks. A yes vote would mean depression almost without end. Perhaps a depleted country – one that has sold off all of its assets, and whose bright young people have emigrated – might finally get debt forgiveness; perhaps, having shriveled into a middle-income economy, Greece might finally be able to get assistance from the World Bank. All of this might happen in the next decade, or perhaps in the decade after that.

By contrast, a no vote would at least open the possibility that Greece, with its strong democratic tradition, might grasp its destiny in its own hands. Greeks might gain the opportunity to shape a future that, though perhaps not as prosperous as the past, is far more hopeful than the unconscionable torture of the present.

I know how I would vote.

Europe’s Attack On Greek Democracy Joseph Stiglitz examines the final stage of the Greek crisis and shows why the troika politics amount to an attack on Greek Democracy.

Photos 29/06/2015

DEIXEM A GRÉCIA DECIDIR !!
Concentração, segunda-feira, 29 de junho, 18h30
Largo Jean Monnet, Lisboa

Porque queremos uma Europa onde a DEMOCRACIA seja efectiva, onde os governos sejam coerentes com o seu mandato eleitoral e ouçam os seus povos sobre questões decisivas, para o presente e para o futuro.

Queremos uma Europa SOLIDÁRIA e não dividida entre credores e devedores, nem entre chantagistas e chantageados.

Queremos uma Europa, e um mundo, assentes na JUSTIÇA SOCIAL e no respeito pelos DIREITOS HUMANOS, o que é incompatível com a continuação da austeridade e com a recusa da procura e da concretização de políticas alternativas.

Os governos europeus não podem penalizar um governo quando este pede uma semana para ouvir em referendo o seu povo.

Pela coragem e dignidade do povo grego, por todos nós. É numa Europa construída pelos seus povos que queremos viver!

Assinam a convocatória:
AJA - Associação José Afonso;
ATTAC - Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda aos Cidadãos;
CDA - Congresso Democrático das Alternativas;
CIDAC - Centro de Intervenção Para o Desenvolvimento Amílcar Cabral;
IAC - Iniciativa por uma auditoria cidadã à dívida pública.

The Guardian view on Greece and the euro: no money left | Editorial 29/06/2015

The Guardian view on Greece and the euro: no money left
Editorial, Sunday 28 June 2015

Deadlines have come and gone before, but Tsipras’s referendum pledge has finally forced a denouement. Creditors must rethink a failed austerity policy, and the political risk of painting themselves as the enemies of the Greek people

Something was bound to snap in Greece, and now it has. Over six years, jobs have vanished, hope has been smothered and a generation of progress in living standards has been reversed. Suicides soared among stricken individuals, and the collective sense of sovereignty shrivelled. The nation has been crucified on the cross of a currency that it should never have been allowed to join. It awakes to discover the extent of restrictions on accessing its bank accounts.

Step back from the immediate row over proposals and counter-proposals, under which Alexis Tsipras drew a sharp line on Friday with his midnight pledge for a referendum, and this is the real backdrop to Athens’s abrupt decision to stop playing the European game. Fiery and inexperienced, the Greek prime minister has breached all the rules of diplomacy, failing to warn his counterparts about his plebiscite before going public, and perhaps depriving himself of a last bit of leverage in the haggling over bailout terms. His rhetoric contrasts his own mandate with the presumptions of callous technocrats, ignoring the mandates of creditor governments. That threatens the space in which a European club of 28 members is fated to find compromise. And the question he will put to the voters – whether they accept the creditors’ terms for extending a bailout that is now set to finish five days before Sunday’s vote – is arguably a nonsense.

No surprise, then, that the initial response of the eurozone finance ministers meeting in Brussels was to insist that the bailout would indeed end on Tuesday. Greece’s Yanis Varoufakis, the sole dissenter, had to pack his bags. A mood of “let Greece go” was taking hold. But by Sunday evening, there were signs of second thoughts. After briefing that it would not be able to provide the Greek authorities with the extra euros required to keep cashpoints working, the European Central Bank clarified that pre-existing assistance was not being cut off. The European commission published the creditors’ previously take-it-or-leave-it proposal, but now insisted that the plan had always been to marry this stringent short-term scheme with debt relief down the road. Soon Christine Lagarde of the IMF, too, put out a statement advocating debt relief and further talks.

The creditors’ rethink could be a ruse to destabilise Mr Tsipras ahead of his make-or-break vote. But let’s hope it is sincere. If the markets have seen one corner of the eurozone break away, there will be permanent and costly speculation about where the next crack will be. The creditors need to have the humility to recognise that their austerity programme has failed. None of the hardship has made Greek debt more sustainable, yet still they demand more. The loss of about 5% of UK national income in 2008 could be answered by pumping in a fiscal injection of 1% GDP. Greece, where 25% of the economy has disappeared, is instead asked to offer up a fiscal blood donation, whose direct effect is withdrawing 1% of demand.

Most fundamentally, an EU whose democratic credentials are under populist assault from Britain to Budapest needs to avoid reinforcing a damaging caricature. It helped kill the Greek government of George Papandreou after he had proposed a controversial referendum on bailout terms in 2011. Strong-arming a second administration out of consulting a suffering populace could look dangerously like haughty contempt. A club of democracies cannot afford to set itself up against even one demos.

The Guardian view on Greece and the euro: no money left | Editorial Editorial: Deadlines have come and gone before, but Tsipras’s referendum pledge has finally forced a denouement

Photos 29/06/2015

É HOJE !! TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM !!

DEIXEM A GRÉCIA DECIDIR
Concentração, segunda-feira, 29 de junho, 18h30
Largo Jean Monnet, Lisboa

Porque queremos uma Europa onde a DEMOCRACIA seja efetiva, onde os governos sejam coerentes com o seu mandato eleitoral e ouçam os seus povos sobre questões decisivas, para o presente e para o futuro.

Porque queremos uma Europa SOLIDÁRIA e não dividida entre credores e devedores, nem entre chantagistas e chantageados.

Porque queremos uma Europa, e um mundo, assentes na JUSTIÇA SOCIAL e no respeito pelos DIREITOS HUMANOS, o que é incompatível com a continuação da austeridade e com a recusa da procura e concretização de políticas alternativas.

Pela coragem e dignidade do povo grego, por todos nós! É numa Europa construída pelos seus povos que queremos viver!

Assinam a convocatória:
AJA - Associação José Afonso;
ATTAC - Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda aos Cidadãos;
CDA - Congresso Democrático das Alternativas;
CIDAC - Centro de Intervenção Para o Desenvolvimento Amílcar Cabral;
IAC - Iniciativa por uma auditoria cidadã à dívida pública.

Grécia limita levantamentos de dinheiro a 60 euros por dia e bancos só reabrem dia 7 28/06/2015

Grécia limita levantamentos de dinheiro a 60 euros por dia e bancos só reabrem dia 7

por David Santiago, Jornal de Negócios
, 28 Junho 2015

O primeiro-ministro grego anunciou o encerramento dos bancos e a imposição de controlo de capitais. Tsipras garantiu que os depósitos estão salvaguardados e diz aos gregos que podem permanecer calmos. Anunciou também ter pedido novamente uma extensão do programa grego. O Ministério das Finanças já revelou que os levantamentos estão limitados a 60 euros por dia.

Numa curta declaração televisiva feita ao povo grego este domingo, 28 de Junho, já perto das 19h em Lisboa, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que os bancos gregos irão encerrar e decretou a imposição de controlo de capitais.

O também líder do Syriza revelou ter aceitado a recomendação que o banco central grego se viu "forçado" a apresentar ao Governo helénico depois de novo bloqueio nas negociações. Tudo se precipitou após Tsipras ter anunciado, na última sexta-feira, a convocatória de um referendo popular sobre a proposta apresentada pelos credores à Grécia, o que levou posteriormente, ao longo deste fim-de-semana, a um grande acréscimo de levantamentos de dinheiro nas caixas multibanco. O receio sobre o que poderia acontecer ao sistema financeiro grego no início desta segunda-feira levou o banco central a alertar a equipa governamental liderada por Tsipras que de pronto se reuniu num conselho de ministros extraordinário.

O primeiro-ministro grego não adiantou qual o período de tempo em que irá vigorar o encerramento dos bancos nem a partir de que montantes será imposto o controlo de capitais. Mas entretanto o Ministério das Finanças revelou mais pormenores sobre este assunto. "O Ministério das Finanças anunciou que os bancos vão permanecer fechados até 7 de Julho" e o controlo de capitais imposto limita a 60 euros o montante máximo de levantamentos por dia, revela uma jornalista citada pelo Guardian.

Aquando da crise do sistema financeiro cipriota em 2013, as medidas de controlo de capitais impostas impediam o levantamento de quantias superiores a 300 euros diários e proibiam as transferências de dinheiro ou a ida para o estrangeiro na posse de valores superiores a 3 mil euros.

Apesar deste anúncio, Tsipras fez questão de transmitir que os gregos devem permanecer "calmos", assegurando ainda que os "depósitos estão salvaguardados". O governante acrescentou ainda que o pagamento de salários e pensões não está em perigo. Entretanto, em várias mensagens publicadas no Twitter, Tsipras pediu aos gregos que nos próximos dias mantenham a "paciência e a serenidade".

O chefe do governo grego também revelou que as autoridades helénicas solicitaram novamente, junto das instituições credoras, uma extensão do actual programa de assistência grego que termina na próxima terça-feira, 30 de Junho, dia em que vence a devolução de quase 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Esta proposta já havia sido apresentada este sábado, na reunião extraordinária do Eurogrupo, pelo ministro grego Yanis Varoufakis, e prontamente rejeitada pelos restantes ministros das Finanças da Zona Euro.

Alexis Tsipras explicou ao povo grego que se os credores aceitassem prolongar o actual programa de assistência isso permitira ao Banco Central Europeu mantém aberta a linha de liquidez de emergência para a banca grega para lá do dia 30 de Junho. O político grego criticou o BCE, bem como as restantes instituições, de tentarem impedir a realização do referendo popular, o que classifica como um "insulto" para as democracias europeias.

Ainda no Twitter, numa tirada contra os credores, Alexis Tsipras assegura que "eles não vão vencer", sublinhando ainda que a decisão de não prolongar o actual memorando tem apenas um objectivo: "o de reprimir a vontade do povo grego". Numa espécie de comentário aos últimos acontecimentos, Tsipras conclui que "nestas horas difíceis, temos de ter presente que a única coisa a temer é o próprio medo".

(Notícia actualizada às 20h26, pela segunda vez, com mais informação sobre o controlo de capitais)

Grécia limita levantamentos de dinheiro a 60 euros por dia e bancos só reabrem dia 7 O primeiro-ministro grego anunciou o encerramento dos bancos e a imposição de controlo de capitais. Tsipras garantiu que os depósitos estão salvaguardados e diz aos gregos que podem permanecer calmos. Anunciou também ter pedido novamente uma extensão do programa grego. O Ministério das Finanças já r…

The moral crusade against Greece must be opposed | Zoe Williams 28/06/2015

ZOE WILLIAMS
The moral crusade against Greece must be opposed
Sunday, 28 June, 2015, The Guardian

The idea that Greece partly deserves its fate reflects an order in which wealth trumps democracy. We should fight a narrative that enfeebles us all.

‘This is our political alternative to neoliberalism and to the neoliberal process of European integration: democracy, more democracy and even deeper democracy,” said Alexis Tsipras on 18 January 2014 in a debate organised by the Dutch Socialist party in Amersfoort. Now the moment of deepest democracy looms, as the Greek people go to the polls on Sunday to vote for or against the next round of austerity.

Unfortunately, Sunday’s choice will be between endless austerity and immediate chaos. As comfortable as it is to argue from the sidelines that maybe Grexit in the medium term won’t hurt as much as 30 years’ drag on GDP from swingeing repayments, no sane person wants either. The vision that Syriza swept to power on was that if you spoke truth to the troika plainly and in broad daylight, they would have to acknowledge that austerity was suffocating Greece.

They have acknowledged no such thing. Whatever else one could say about the handling of the crisis, and whatever becomes of the euro, Sunday will be the moment that unstoppable democracy meets immovable supra-democracy. The Eurogroup has already won: the Greek people can vote any way they like – but what they want, they cannot have.

On Saturday the Eurogroup broke with its tradition of unanimity, issuing a petulant statement “supported by all members except the Greek member”. Yanis Varoufakis, the Greek finance minister, sought legal advice on whether the group was allowed to exclude him, and received the extraordinary reply: “The Eurogroup is an informal group. Thus it is not bound by treaties or written regulations. While unanimity is conventionally adhered to, the Eurogroup president is not bound to explicit rules.” Or, to put it another way: “We never had any accountability in the first place, sucker.”

More striking still is this line of the statement: “The Eurogroup has been open until the very last moment to further support the Greek people through a continued growth-oriented programme.” The measures enforced by the troika have created an economic contraction akin to that caused by war. With unemployment at 25% and youth unemployment at nearly half, 40% of children now live below the poverty line. The latest offer to Greece promises more of the same. The idea that any of this is oriented towards growth is demonstrably false. The Eurogroup president, Jeroen Dijsselbloem, has started to assert that black is white.

And that brings us to the crux of the troika’s programme: what is the point of reducing this country to rubble? The stated intention at the start of the austerity package was to restore order: allow Greece to take a short hit to its GDP in the interests of building a stronger, more balanced economy in the long run. As it became clear that growth was not restored and that even on its own terms – the creditor must come first – the plan was failing, the line changed. It became a moral crusade, a collective punishment of the Greeks.

In 2012 the head of the IMF, Christine Lagarde, said in an interview with this newspaper, “Do you know what? As far as Athens is concerned, I also think about all those people who are trying to escape tax all the time. All these people in Greece who are trying to escape tax. And I think they should also help themselves collectively.” How? “By all paying their tax.” At the time, it sounded strange: how, in a country of cripplingly high unemployment, with whole families living off the depleted income of one pensioner, was the answer going to come from tax?

She was offering not a solution but a narrative: the Greeks were in this situation because they were bad people. They wanted a beneficent state, but they didn’t want to pool their resources to create one. The IMF was merely the instrument of a discipline they dearly needed. This line has broadly held – the debtors are presented as morally weaker than the creditors. To give them any concessions would be to reward their laziness and selfishness. The fact that debt is a two-way street – that the returns on debt exist because of the risk that the money might be lost, and creditors have their own moral duty to accept losses when they arise – is erased by this telling of the events.
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Also airbrushed out of that story is what the late economist Wynne Godley called (in 1992!) the “lacuna in the Maastricht programme”: that while its single-currency proposal made provision for a central bank, it had nothing to say on the matter of what would replace the democratic institutions – the national governments whose power, once they had no control over their own currency, would be limited. Now we have our answer: the strongest takes control. At the moment, Germany knows best. How do we know they know best? Because they are the richest. The euro was founded on the idea that the control of currency was apolitical. It has destroyed that myth, and taken democracy down with it.

These talks did not fail by accident. The Greeks have to be humiliated, because the alternative – of treating them as equal parties or “adults”, as Lagarde wished them to be – would lead to a debate about the Eurogroup: what its foundations are, what accountability would look like, and what its democratic levers are – if indeed it has any. Solidarity with Greece means everyone, in and outside the single currency, forcing this conversation: the country is being sacrificed to maintain a set of delusions that enfeebles us all.

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Illustration by Robert G Fresson
‘Greece is being sacrificed to maintain a set of delusions that enfeebles us all.’ Illustration by Robert G Fresson

The moral crusade against Greece must be opposed | Zoe Williams The idea that Greece partly deserves its fate reflects an order in which wealth trumps democracy. We should fight a narrative that enfeebles us all

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