01/06/2026
Gabinete de Estudos Olisiponenses
Gabinete de Estudos Olisiponenses, Dep. de Património Cultural da Direção Municipal de Cultura
O Gabinete de Estudos Olisiponenses (GEO), do Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, tem como missão promover o estudo da Cidade de Lisboa através das mais variadas disciplinas e formas, incentivar o estudo e investigação sobre temáticas que se relacionam com a cidade, preservando a sua memória material e imaterial. Objectivos:
Recolher, tratar e disponibilizar informaç
01/06/2026
01/06/2026
Em maio a nossa coleção foi enriquecida com novos títulos gentilmente oferecidos pelo Museu Nacional de Arte Antiga a quem agradecemos o valioso contributo para o enriquecimento do nosso acervo bibliográfico. Eis os títulos👇
29/05/2026
📜 𝐃. 𝐀𝐟𝐨𝐧𝐬𝐨 𝐇𝐞𝐧𝐫𝐢𝐪𝐮𝐞𝐬 𝐧𝐞𝐠𝐨𝐜𝐞𝐢𝐚 𝐨 “𝐅𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐮𝐫𝐨𝐬 𝐅𝐨𝐫𝐫𝐨𝐬” 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐦𝐮𝐜̧𝐮𝐥𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚
Após a conquista de Lisboa, em 1147, o primeiro documento elaborado por D. Afonso Henriques estabelecendo uma carta de proteção à população da cidade foi concebido e promulgado em 1170. A população que o primeiro monarca português então teve necessidade de proteger e manter sob a sua autoridade não foi a população cristã, mas sim os muçulmanos, lisboetas de várias gerações, que permaneceram na cidade após a conquista. Esse documento, conhecido como o “Foral dos Mouros Forros de Lisboa, Almada, Palmela e Alcácer”, permite observar que o monarca negociou detalhadamente com peritos de direito islâmico para implantar um sistema de gestão desta comunidade, possivelmente então ainda maioritária na cidade, fundado no mesmo direito islâmico que estas pessoas conheciam e que estariam assim dispostas a aceitar, pois o rei tinha todo o interesse em manter a maior cidade do então jovem reino português em pleno funcionamento, com a participação ativa da população muçulmana, na condição que esta se mantivesse fiel à sua autoridade.
Texto: Manuel Fialho da Silva
Saiba mais: https://digitarq.arquivos.pt/fileViewer/232b003702c04feda37c00f3576fff0f?isRepresentation=false&selectedFile=13913144&fileType=IMAGE
Bibliografia:
LOPES DE BARROS, Maria Filomena (2007), 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜𝑠 𝑒 𝐸𝑠𝑝𝑎𝑐̧𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑀𝑜𝑢𝑟𝑜𝑠, 𝐴 𝑚𝑖𝑛𝑜𝑟𝑖𝑎 𝑚𝑢𝑐̧𝑢𝑙𝑚𝑎𝑛𝑎 𝑛𝑜 𝑅𝑒𝑖𝑛𝑜 𝑃𝑜𝑟𝑡𝑢𝑔𝑢𝑒̂𝑠 (𝑆𝑒́𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑋𝐼𝐼 𝑎 𝑋𝑉). Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.
PINTO DE AZEVEDO, Rui (1958), I-1 𝐷𝑜𝑐𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑒𝑣𝑎𝑖𝑠 𝑃𝑜𝑟𝑡𝑢𝑔𝑢𝑒𝑠𝑒𝑠. 𝐷𝑜𝑐𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑅𝑒́𝑔𝑖𝑜𝑠. Lisboa, Academia Portuguesa de História. pp. 400-401.
SILVA, Manuel Fialho (2025), 𝑃𝑜𝑙𝑖́𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑦 𝑟𝑒𝑔𝑢𝑙𝑎𝑐𝑖𝑜́𝑛 𝑑𝑒 𝑙𝑎 𝑚𝑖𝑛𝑜𝑟𝑖́𝑎 𝑚𝑢𝑠𝑢𝑙𝑚𝑎𝑛𝑎 𝑒𝑛 𝑒𝑙 𝑟𝑒𝑖𝑛𝑜 𝑑𝑒 𝑃𝑜𝑟𝑡𝑢𝑔𝑎𝑙: 𝑒𝑙 𝑝𝑟𝑜𝑐𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑒 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑐𝑖𝑜́𝑛 𝑦 𝑙𝑎 𝑒𝑣𝑜𝑙𝑢𝑐𝑖𝑜́𝑛 𝑢𝑟𝑏𝑎𝑛𝑎 𝑑𝑒 𝑙𝑎 “𝑀𝑜𝑢𝑟𝑎𝑟𝑖𝑎” 𝑑𝑒 𝐿𝑖𝑠𝑏𝑜𝑎. Madrid, Dykison, S. L.
Imagem:
O Cerco de Lisboa, Roque Gameiro, 𝑖𝑛: 𝑄𝑢𝑎𝑑𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑜𝑟𝑡𝑢𝑔𝑎𝑙 (1917).
28/05/2026
✨ OPEN CONVENTOS 2026 ✨
📅 28, 29 e 30 de Maio
Ainda existem vagas para uma experiência única de descoberta do património histórico e cultural de Lisboa!
Venha visitar alguns dos edifícios mais emblemáticos da cidade:
⛪ Convento da Graça
⛪ Mosteiro dos Jerónimos
⛪ Palácio de São Bento
Três dias dedicados à história, arquitetura, arte e memória dos conventos que marcaram a identidade de Portugal.
📩 Inscrições: [email protected]
📖 Consulte o programa completo:
https://www.quovadislisboa.com/pt/event/open-conventos-2026
📍 Garanta já o seu lugar!
As inscrições continuam abertas, mas as vagas são limitadas.
27/05/2026
𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐁𝐥𝐨𝐪𝐮𝐞𝐢𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐍𝐚𝐩𝐨𝐥𝐞𝐚̃𝐨 (𝟏𝟖𝟎𝟔) 𝐞 𝐨 𝐂𝐞𝐫𝐜𝐨 𝐍𝐚𝐯𝐚𝐥 𝐈𝐧𝐠𝐥𝐞̂𝐬 (𝟏𝟖𝟎𝟖)
No início do século XIX, a Europa atravessava profundas transformações políticas e militares decorrentes da ascensão de Napoleão Bonaparte. Neste contexto, a rivalidade com a Inglaterra tornou-se central para a estratégia francesa.
Em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, proibindo os portos europeus de receber navios britânicos, numa tentativa de enfraquecer a economia inglesa. A posição estratégica de Portugal — e em particular do porto de Lisboa, essencial ao comércio britânico — tornou o país numa peça-chave neste confronto.
Texto: Delminda Rijo
Saiba mais 👉 https://geo.lisboa.pt/atividades-e-difusao/investigacao/detalhe/lisboa-entre-o-bloqueio-continental-de-napoleao-1806-e-o-cerco-naval-ingles-1808
Bibliografia
Rijo, Delminda. "Lisboa não sejas francesa". Superinteressante 40 (2025): 96-111. Artigo completo: https://www.academia.edu/166105753/Lisboa_n%C3%A3o_sejas_francesa_A_rece%C3%A7%C3%A3o_e_a_instala%C3%A7%C3%A3o_dos_libertadores_napole%C3%B3nicos_1807_1808_
21/05/2026
OPEN CONVENTOS 2026
“Conexões e Interligações” é o tema da nova edição, que decorre em Lisboa, Évora e Porto, de 28 a 30 de maio.
A edição de 2026 do Open Conventos realiza-se nos dias 28, 29 e 30 de maio e tem como tema “Conexões e Interligações”, centrando-se nos vínculos que conventos e mosteiros foram criando, ao longo do tempo, com diferentes entidades e contextos.
Pela primeira vez, o Open Conventos alarga a sua programação a Évora e ao Porto, com eventos paralelos que concretizam a ideia de “conexões” que inspira esta edição.
A sessão de abertura terá lugar em Lisboa, no dia 28 de maio, às 18h00, com uma conferência no Gabinete de Estudos Olisiponenses. Nos dias 29 e 30 de maio, o programa inclui itinerários e visitas guiadas conduzidas por especialistas, e termina com um concerto de encerramento no Convento de São Pedro de Alcântara.
Todos os eventos são gratuitos, mediante inscrição prévia, com exceção do concerto final.
Mais informações e programa completo:
https://www.quovadislisboa.com/pt/event/open-conventos-2026
Informações e inscrições: [email protected]
19/05/2026
📞 𝐇𝐎𝐉𝐄, 𝟏𝟗 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟖𝟖𝟐
Sabia que a primeira lista telefónica portuguesa foi publicada em Lisboa, no dia 19 de maio de 1882?
A história das listas telefónicas em Portugal começou no final do século XIX, quando, a 13 de janeiro de 1882, foi assinado o contrato entre a Direção-Geral dos Correios, Telégrafos e Faróis e a Edison Gower Bell para a instalação das redes telefónicas públicas de Lisboa e do Porto. Apenas três meses depois era inaugurada oficialmente a rede telefónica de Lisboa, com 32 telefones instalados.
A primeira lista telefónica da cidade tinha apenas 22 assinantes, número que rapidamente aumentou para 35 nas semanas seguintes. Entre os primeiros utilizadores encontrava-se o rei D. Luís I, que se tornou o primeiro monarca europeu a ter telefone no seu palácio, o Palácio Nacional da Ajuda.
Estas primeiras listas eram extremamente simples, muitas vezes compostas por apenas uma folha de papel. Com o crescimento do número de telefones em residências e empresas, as listas foram também aumentando em dimensão e circulação, tornando-se presença habitual nas casas portuguesas, sempre junto ao telefone.
Hoje, o Museu das Comunicações conserva alguns dos exemplares mais antigos destas listas, testemunhos fundamentais da história das comunicações em Portugal.
📚 Recolha de informação: Margarida Bobone
🙏 Agradecimento ao Museu da Fundação Portuguesa das Comunicações
🔎 Para saber mais consulte:
https://www.fpc.pt/pt/listas-telefonicas-em-portugal-1882/?fbclid=IwY2xjawRydPNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFZTHQxeU9SbkZnMmpIc0h0c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHl7VnJCmv5HvLfEZAYS7wYoLf7TZXDA4GVHbdHEverUwSYvWpvteMbNNeiDi_aem_oy5MpKDh41B9OXLEjmP6yw
https://imprensanacional.pt/history/lista-de-assinantes-lisboa/
📖 Ou consulte no GEO:
• 𝐀𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚𝐬 𝐝𝐚𝐭𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐟𝐨𝐧𝐞 𝐞𝐦 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 / CTT, 1974
• 𝟏𝟎𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐟𝐨𝐧𝐞 (𝟏𝟖𝟕𝟔-𝟏𝟗𝟕𝟔) / Fundação Portuguesa das Comunicações; Moura, Fernando, co-autor, 2000
• 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐯𝐨 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥, vol.11, nº273, 31 março 1937
O Gabinete de Estudos Olisiponenses e as BLX - Bibliotecas de Lisboa organizam o ciclo de conferências Em torno da nova Biblioteca de Benfica António Lobo Antunes”
A anteceder e a assinalar a futura abertura da nova Biblioteca de Benfica António Lobo Antunes, este ciclo de iniciativas propõe um conjunto de encontros dedicados à história, identidade e memória deste território.
Conferência com a participação de Maria João Figueiroa Rego,
Nesta conferência, a autora da Colecção "Coletividades de Lisboa" e Investigadora do Gabinete de Estudos Olisiponenses, irá falar do surgimento e consolidação de várias colectividades reflexo de um tecido associativo dinâmico e participativo, que ainda hoje continuam a ser um importante elemento de identidade local contribuindo para a coesão social e para a preservação da vida comunitária na freguesia de Benfica.
- "Roque Gameiro no contexto do naturalismo em Portugal: tradição e modernidade" - Cristina Tavares
- "O progresso da tipografia e a explosão do periodismo no século XIX: o caso português." - Álvaro Matos
13/05/2026
Estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento em História, História da Arte, Curadoria e Humanidades Digitais, Antropologia, Arqueologia e Geografia participaram numa visita ao Gabinete de Estudos Olisiponenses
Ao longo da sessão, orientada por Edite Alberto e Vanda Souto, foi possível conhecer o Palácio Beau-Séjour e o seu valioso património, com destaque para artefactos de História da Arte e elementos de cartografia.
Foram também apresentadas as saídas profissionais no GEO e as oportunidades de estágios curriculares para estudantes da NOVA FCSH.
Iniciativas como esta refletem o compromisso da NOVA FCSH em aproximar os/as estudantes do contexto profissional, complementando a formação académica.
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