06/10/2026
Pelourinho de Vilar Seco: esclarecimento sobre a sua recuperação
O Pelourinho de Vilar Seco ainda não foi reparado. Não está esquecido, nem falta vontade à Junta de Freguesia ou ao Município de Nelas. A sua recuperação depende de procedimentos técnicos e de autorizações das entidades responsáveis pelo património classificado, que a Junta não pode dispensar.
Um acidente de viação na Avenida Fortunato de Almeida derrubou o elemento superior do pelourinho, conhecido como «gaiola». A Junta recolheu os fragmentos e o sinistro foi participado à GNR de Nelas, estando identificados o veículo e a seguradora. O processo junto da tutela tem a referência GP 78020.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, o pelourinho exige uma intervenção especializada, que preserve as peças originais.
Segundo as orientações da CCDR Centro, não existem, à partida, indícios de perda total, sendo possível considerar a reintegração das peças originais. Essa possibilidade depende, porém, de um diagnóstico realizado por um técnico habilitado em conservação e restauro. Até lá, os fragmentos devem permanecer protegidos e devidamente acondicionados.
Após a notificação do despacho do Património Cultural, I.P., em agosto, prosseguiram os contactos para uma visita técnica. A CCDR Centro propôs inicialmente o dia 17 de setembro, mas, por impossibilidade da própria entidade, apresentou novas datas. A Junta solicitou de imediato 22 de setembro, a alternativa mais próxima, salientando a urgência do assunto.
A visita realizou-se no dia 22 de setembro de 2026. Foi um passo importante, mas não constituiu autorização para iniciar a recuperação. Foi solicitado um relatório sobre o estado atual do monumento e a intervenção proposta, que terá de ser aprovado pelas entidades competentes antes da execução dos trabalhos.
A Junta de Freguesia não substitui o técnico responsável pelo diagnóstico, não emite o parecer da tutela e não aprova a intervenção. Também não define os prazos dessa apreciação.
A participação à GNR e o processo com a seguradora decorrem em paralelo. Servem para apurar responsabilidades e tratar dos danos, mas não autorizam, por si só, a recolocação da gaiola.
Compreendemos a impaciência de quem vê o pelourinho incompleto. Também nós somos os primeiros a querer vê-lo recuperado.
É necessário dizer com clareza que o processo ainda poderá demorar. A nossa frustração também é grande, mas não podemos anunciar uma data de conclusão que depende de avaliações e decisões externas à Junta.
Continuaremos a acompanhar o processo, a insistir junto das entidades competentes e a promover todas as diligências ao nosso alcance.
O pelourinho faz parte da história e da identidade de Vilar Seco, e a sua recuperação continua a ser um compromisso desta Junta de Freguesia.
Vilar Seco, 6 de outubro de 2026
A Junta de Freguesia de Vilar Seco