02/09/2026
QUANDO A POLÍTICA SE TRANSFORMA NUMA GUERRA CONTRA OS PRÓPRIOS
Há comportamentos que não são apenas feios. São politicamente irresponsáveis e prejudicam diretamente as comunidades que todos dizem querer defender.
Atacar, difamar ou tentar descredibilizar quem foi democraticamente eleito não é fazer oposição. É enfraquecer a própria capacidade de intervenção política.
E quando esses ataques vêm de pessoas que dizem partilhar os mesmos valores, a mesma cor política ou os mesmos princípios, tornam-se ainda mais incompreensíveis.
A política não pode ser uma guerra permanente de egos, ressentimentos e protagonismos pessoais.
Quem realmente quer resolver problemas não precisa de destruir ninguém pelo caminho.
Os problemas das comunidades não se resolvem com insultos, acusações ou campanhas pessoais. Resolvem-se com trabalho, propostas, persistência, diálogo e capacidade de negociação.
Quem está na oposição tem uma obrigação: fiscalizar, questionar, denunciar quando necessário e apresentar soluções. Não tem a obrigação de ser contra tudo aquilo que venha dos outros.
Se uma proposta é boa, deve ser apoiada.
Se uma solução funciona, deve ser reconhecida.
Se um problema existe, deve ser colocado em cima da mesa.
Não interessa quem f**a com a fotografia. Interessa que o problema seja resolvido.
Porque há uma diferença enorme entre fazer política para a comunidade e fazer política para alimentar o próprio ego.
Quem passa o tempo a atacar os seus próprios eleitos, a criar conflitos e a procurar inimigos dentro da própria casa, pode até pensar que está a ganhar uma batalha.
Na realidade, está apenas a contribuir para que a comunidade perca.
E há uma velha verdade que continua atual:
“Não é com vinagre que se apanham moscas.”
Na política, o carácter mede-se precisamente nos momentos de discordância.
É fácil criticar.
É fácil destruir.
É fácil apontar o dedo.
Difícil é trabalhar, dialogar, apresentar soluções e ter a inteligência política para reconhecer o que está certo, mesmo quando não fomos nós a fazê-lo.
Quem é incapaz de trabalhar com os outros dificilmente terá capacidade para governar com os outros.
A política precisa de menos guerras internas e mais responsabilidade.
Menos vaidade e mais competência.
Menos ataques pessoais e mais soluções.
Porque no fim, quem paga o preço das guerras políticas são sempre as pessoas.