09/10/2026
AS FREGUESIAS PRECISAM DE SOLUÇÕES, NÃO DE CULPADOS!
Na última Assembleia Municipal, perante os problemas existentes em Sedielos, o Presidente da Câmara, além de reconhecer a sua existência, acabou por afirmar que o Presidente da Junta se limita a levar os problemas à Câmara, esperando que seja o Município a resolvê-los. Acrescentou ainda que, se fosse noutra freguesia, o problema já estaria resolvido.
Esta afirmação merece uma reflexão.
Se assim é, como se explica que o mau estado das estradas não seja um problema exclusivo de Sedielos e se repita em várias freguesias do nosso concelho?
Será que todos esses Presidentes de Junta também não estão a fazer o seu trabalho?
Não me parece que seja este o caminho.
As Juntas de Freguesia são os órgãos autárquicos mais próximos das populações. Conhecem os problemas, acompanham diariamente as dificuldades dos seus habitantes e, muitas vezes, não dispõem dos meios humanos, técnicos ou financeiros necessários para lhes dar resposta.
Quando um Presidente de Junta leva um problema à Câmara Municipal, não está necessariamente a passar responsabilidades. Está a cumprir a sua função, procurando junto do Município os meios e as soluções necessárias para responder às necessidades da população.
A Câmara Municipal deve manter com todas as Juntas de Freguesia uma relação de verdadeira parceria, assente no diálogo, na cooperação e no respeito institucional, independentemente da cor política de quem as governa.
Os problemas de Sedielos não são apenas da Junta de Freguesia de Sedielos. Tal como os problemas de Galafura, Covelinhas, Fontelas, Loureiro, Moura Morta, Vinhós, Poiares, Canelas ou Vilarinho dos Freires não são apenas das respetivas Juntas.
São problemas do concelho. São problemas de todos nós.
É precisamente por isso que Câmara Municipal e Juntas de Freguesia devem trabalhar em conjunto, com responsabilidades bem definidas, recursos adequados e respeito mútuo.
Quando uma Junta não dispõe de condições para resolver sozinha um problema, a resposta não deve ser apontar o dedo ao seu Presidente.
Deve ser, sentar à mesma mesa, identificar responsabilidades e encontrar soluções.
Porque as nossas freguesias não precisam de culpados. Precisam de parceiros, de respostas e de soluções concretas.
E, acima de qualquer diferença política ou partidária, há um princípio que nunca podemos esquecer.
No fim, somos todos reguenses e merecemos o mesmo tratamento, o mesmo respeito e a mesma atenção por parte de quem governa o nosso concelho.