10/09/2026
🌽✨ Santa Casa revive tradição com desfolhada animada no Lar Condes da Folgosa ✨🌽
Na tarde desta quarta-feira (9 setembro) recriou-se o ritual do milho com cantigas ao desafio, muitos sorrisos e um lanche tradicional que trouxe memórias de outros tempos.
Foi com cheiro a milho, milho a estalar nas mãos e vozes afinadas pelo tempo que o Lar Condes da Folgosa viveu, hoje, 9 de setembro, uma tarde diferente. A instituição recriou uma desfolhada à moda antiga e transformou o pátio numa verdadeira eira de afetos.
Logo pela manhã, as espigas foram espalhadas em montes e não faltaram mãos para trabalhar. Utentes, funcionárias, e alguns familiares e juntaram-se à volta do milho para desfolhar, a rir, a contar histórias e, claro, à procura do milho-rei. Apenas surgiu uma espiga vermelha, mas foi motivo de palmas, abraços, brincadeiras e promessas de casamentos, como manda a tradição.
A alegria foi a anfitriã principal. Entre uma espiga e outra, surgiram as cantigas. Não faltaram os despiques ao desafio, as quadras populares e o toque de músicas de outros tempos que fez toda a gente trautear.
Houve quem, mesmo sentado, marcasse o ritmo com o pé e quem se levantasse para um bailarico improvisado. "Isto é que nos faz bem à alma. Parece que voltámos aos 20 anos", comentava, emocionada, uma das residentes, de 94 anos.
E porque desfolhada sem lanche não é desfolhada, a festa terminou à volta da mesa. Sobre as toalhas de linho, serviu-se o que nunca pode faltar: broa de milho ainda morna, bacalhau frito bem estaladiço e tremoços para petiscar, tudo acompanhado de um copinho de vinho verde e sumo.
O cheiro do bacalhau fritinho misturou-se com as gargalhadas e com as memórias de infância que muitos partilharam. Para a direção do Lar Condes da Folgosa, iniciativas como esta são mais do que animação. "Quisemos trazer para dentro do lar aquilo que os nossos idosos viveram lá fora, na sua mocidade. A desfolhada era trabalho, mas era sobretudo convívio, entreajuda e alegria. Ver os olhos deles a brilhar ao cantar e ao recordar, vale por tudo".
No final da tarde, com o milho já todo desfolhado e as cantigas ainda no ouvido, ficou a certeza de que as tradições, quando são vividas com o coração, nunca envelhecem.