14/10/2026
A SAÚDE DOS PORTALEGRENSES MERECE RESPEITO, NÃO INSTRUMENTALIZAÇÃO POLÍTICA!
O PSD e o CDS de Portalegre não podem deixar de manifestar a sua posição relativamente ao que se passou na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Portalegre, realizada ontem, dia 13 de outubro, com a presença do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAALE).
Importa, antes de mais, recordar que o requerimento apresentado na Assembleia Municipal de 30 de setembro surgiu na sequência das legítimas preocupações manifestadas por um grupo de cidadãos relativamente à reorganização do Serviço de Oncologia do Hospital de Portalegre.
Era, por isso, uma oportunidade para concentrar o debate no esclarecimento das dúvidas e preocupações destes doentes e das suas famílias. Contudo, o âmbito da sessão acabou por ser alargado à situação dos serviços de saúde em geral, desviando o foco da questão que esteve na origem desta iniciativa.
Um assunto demasiado sério e sensível para ser transformado num palco de disputa política.
Em Conferência de Representantes, ficou acordado que cada grupo municipal teria dois períodos de intervenção, podendo colocar três questões em cada um, num total de seis perguntas por grupo.
Contudo, aquilo a que assistimos foi bem diferente. Longos discursos, intervenções que extravasaram largamente o tema que esteve na origem desta Assembleia e mais de 30 questões colocadas por alguns grupos municipais, ultrapassando claramente o que havia sido acordado.
É verdade que o Conselho de Administração da ULSAALE não respondeu a todas as questões colocadas. E também é verdade que existem preocupações legítimas, dificuldades e problemas que exigem respostas e soluções.
Mas o que aconteceu no final da sessão revelou, de forma particularmente evidente, o aproveitamento político que alguns pretenderam fazer deste tema.
Depois de vários elementos do público presente terem abandonado a sala, assistimos a uma situação particularmente lamentável. Os representantes dos grupos municipais do CLIP, P*P e PS contestaram a decisão do Presidente da Assembleia Municipal de conceder a palavra à Senhora Presidente da Câmara Municipal, que até então não tinha tido oportunidade de intervir.
Importa recordar que a participação da Presidente da Câmara nos debates da Assembleia Municipal está expressamente prevista no artigo 48.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, sem direito a voto, encontrando-se igualmente contemplada no Regimento da Assembleia Municipal.
Perante a possibilidade de a Presidente da Câmara dirigir algumas palavras aos presentes, vários eleitos optaram por abandonar a sessão.
Consideramos legítimo discordar, questionar e exigir esclarecimentos. O que não podemos aceitar é que se procure negar a outros representantes democraticamente eleitos o exercício de direitos que a própria lei lhes reconhece.
Afinal, o objetivo era obter esclarecimentos e encontrar soluções para os problemas dos doentes oncológicos ou simplesmente protagonizar mais um episódio de confronto político?
Para o PSD e o CDS, a resposta é clara: a saúde dos portalegrenses, especialmente daqueles que enfrentam doenças tão graves como o cancro, não pode ser utilizada como instrumento de luta partidária.
Respeitamos as preocupações dos cidadãos que deram origem a este debate e reconhecemos o direito de todos os eleitos a questionar, fiscalizar e exigir respostas. Mas esse direito deve ser exercido com responsabilidade, respeito institucional e cumprimento das regras democraticamente acordadas.
Portalegre precisa de soluções, não de espetáculos políticos. Precisa de união na defesa dos seus serviços de saúde, não de divisões alimentadas por interesses partidários.
O PSD e o CDS continuarão a defender uma resposta de saúde pública de qualidade, o reforço do Serviço de Oncologia e o acesso dos cidadãos aos cuidados de que necessitam.
Porque a saúde das pessoas estará sempre acima de qualquer interesse político-partidário.
PSD PORTALEGRE | CDS-PP PORTALEGRE