18/10/2026
O Volt está ao lado de quem sai à rua pela Habitação. 🏠
O Volt Portugal saúda os portuenses e portugueses que se manifestam pela habitação. Esta mobilização não é um episódio: é a consequência de décadas em que as nossas cidades deixaram de conseguir acolher quem nelas vive (ou devia viver), trabalha e estuda.
Lamentamos profundamente que os acontecimentos da noite de 14 para 15 de outubro tenham evoluído para situações de violência. Num Estado de direito democrático, tanto o exercício do direito à manifestação como a atuação das forças de segurança devem pautar-se pelo respeito pelos direitos fundamentais, pela legalidade e pela proporcionalidade.
Manifestamos também preocupação com quem instrumentaliza causas legítimas para provocar violência: desvirtua o carácter pacífico das manifestações e prejudica a credibilidade das causas defendidas.
Não usamos a palavra "crise" porque soa bem. É mesmo uma crise: são os portugueses que só saem de casa dos pais por volta dos 35 anos; os que, mesmo a trabalhar a tempo inteiro, não conseguem pagar uma renda; os 116% dos rendimentos que um lisboeta precisa para um T1 (fonte: Deutsche Bank). A crise na habitação gera outras crises — incluindo uma de saúde mental que nos afeta a todos.
Por isso, o Volt defende: metas de 15% de habitação pública/cooperativa em novos licenciamentos no Porto e 60% a nível nacional em zonas de pressão habitacional, inspiradas no modelo de Viena; arrendamento realmente acessível a quem trabalha; regular, taxar e limitar o alojamento local; reabilitar a habitação pública que já existe; e descentralizar o país para combater a concentração em Lisboa e no Porto.
Uma cidade que expulsa quem nela vive deixa de ser uma cidade — é um parque temático.
A habitação não é um luxo: é a condição para que o país continue vivo. Por um Porto, e um Portugal, que Funcione. 💜
🔗https://voltportugal.org/noticias/o-volt-esta-ao-lado-de-quem-sai-a-rua-pela-habitacao
O Volt Portugal saúda os portuenses e portugueses que se manifestam pela habitação. Esta mobilização não é um episódio: é a consequência de décadas em que a cidade deixou de conseguir acolher quem nela vive (ou devia viver), trabalha e estuda.