29/10/2026
Afonso Gonçalves, do grupo Reconquista, é posto a andar pelos jagunços do regime!
A sagrada Constituição de Abril é uma maravilha: garante a liberdade de reunião e de manifestação, mas, no episódio comentado pelo Partido Libertário, Afonso Gonçalves, do Reconquista, recebe uma tradução policial bastante mais curta: ponha-se a andar, e depressa! O artigo 45.º reconhece o direito de reunião pacíf**a, sem armas e sem autorização.
Ser rotulado de “extrema-direita” não demonstra uma agressão, nem dispensa a justif**ação de uma intervenção policial. Se houve violência ou ameaça, identifiquem-se os actos e os responsáveis. Se o problema foi apenas a presença e a opinião, a tão celebrada liberdade f**a reduzida à tolerância de quem manda. Defender este princípio não exige concordar com uma única proposta do Reconquista: exige perceber que uma liberdade dependente da simpatia política é um privilégio.
Mas os nacionalistas também deviam retirar uma lição do encontro com o Estado que tanto veneram. Querem dar-lhe mais poder para impor a sua ordem e depois espantam-se quando esse poder lhes ordena que desapareçam, com risco de levarem no lombo. Acreditam que basta mudar o homem ao comando para transformar a máquina de coerção numa instituição benigna.
Na habitação, a disputa entre culpar os imigrantes e exigir mais intervenção estatal deixa convenientemente de fora impostos, obstáculos à construção, insegurança contratual e manipulação monetária. Uns querem o Estado a distribuir casas; outros querem-no a escolher quem pode cá viver. O libertário começa por exigir liberdade para construir, contratar e dispor da propriedade. A liberdade para protestar contra o poder, mesmo quando o manifestante sonha exercê-lo.
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