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Clio&Marte História Militar Luso-Brasileira. Foco nos finais do antigo regime e início da época liberal. O blogue Clio e Marte está em http://cliomarte.blogspot.pt/.

Divulgação da história militar luso-brasileira entre 1790 e 1834, assim como de outras épocas, ocasionalmente. Conheça o blogue Em Busca de Lecor em http://lecor.blogspot.pt/ e Os Voluntários Reaes, em http://dvr18151823.blogspot.pt/. A pesquisa e interpretação do Exército Português nos finais do Antigo Regime, nomeadamente nas Guerras Revolucionárias, incluindo a Guerra Peninsular, e a Guerra Civil. Fortemente ligada à Em Busca de Lecor, blogue também autorado por Jorge Quinta-Nova.

Paranhos, o monte das Medalhas (Porto, 29 de Setembro de 1832) | A defesa desesperada do monte de Paranhos, nas acções d...
17/10/2026

Paranhos, o monte das Medalhas (Porto, 29 de Setembro de 1832) | A defesa desesperada do monte de Paranhos, nas acções de 29 de Setembro de 1832, por entre toda a linha, alterou a toponímia do Porto, ainda que por algum tempo. O monte de Paranhos passou a ser chamado de monte das Medalhas, no atual Monte Pedral, em Paranhos . O coronel João Pedro Soares Luna escreve sobre isso nas suas memórias, assim como a terrível luta que se manifestou nesse dia:

«[…] Continuo a mencionar os actos de valor que no dito memorável dia 29 de Setembro de 1832 presenciei. O inimigo, que incontestavelmente carregou com a maior parte das suas forças a direita da nossa linha, não foi contudo menos audaz em frente do Carvalhido , no empenho que mostrou (durante o ataque na direita) em tomar o monte de = Paranhos = chamado depois = O monte das Medalhas = posição de que se apossou e da qual foi desalojado; que tornou a ocupar , donde novamente foi expelido ; que por terceira vez tomou a ganhar praticados pelos nossos bravos Infantes, pelo aturado e mortífero fogo das peças do meu comando, bem como pelo bem dirigido fogo de artilharia dirigido da bateria da Gloria, o que tudo contribuiu para que o inimigo jamais pudesse estabelecer-se no dito monte.

Repito, o inimigo ali não foi menos atrevido ; mas igualmente foi rechaçado como então o foi na direita da nossa linha. Muitos dos nossos bravos valorosamente expiraram naquele dia do distinto Corpo do meu comando, nós tivemos a lamentar a morte dos valentes Académicos N.° 5 Furriel José da Costa Duarte, Soldado N.° 60 Joaquim Pedro Damásio, dito N.° 129 Francisco Pinto de Resende Sá da Bandeira, mortos no monte que tão disputado foi ; e que como f**a dito, passou a ser chamado = o Monte das medalhas = alusivo ás condecorações que se deram aos bravos que tão denodadamente o tomaram, retomaram , e sustentaram. —

Quando no meu ponto assim nós defendíamos a direita da nossa linha estava sendo fortemente atacada ; mas em toda a parte o valor do homem livre fez prodígios. Cansado o inimigo de perder gente vergonhosamente desistiu do ataque, retirando-se na mais completa desordem , depois de haver perdido mais de cinco mil homens, duas peças de artilharia , e um obús, tudo de campanha , deixando ao mesmo tempo alguns prisioneiros.»

Nota: De acordo com a Lista Geral de Officiaes do Exército Libertador (Lisboa, 1835), e por Decreto de de 3 de Outubro foram atribuídas as seguintes Ordens da Torre e Espada, referentes decerto a esteve evento, mas também a outros antes em várias partes das linhas:

Oficiais: 17
Cavaleiros: 48

Fonte: João Pedro Soares Luna, Memorias Para Servirem à Historia dos Factos de Patriotismo e Valor Praticados pelo Distincto e Bravo Corpo Académico que fez Parte do Exercito Libertador, Typographia Lisbonense, Lisboa, 1837. pp. 231-233

O pirata Bartolomeu Português (d’A História dos Bucaneiros na America) | «Outra tentativa ousada como esta, não menos no...
14/10/2026

O pirata Bartolomeu Português (d’A História dos Bucaneiros na America) | «Outra tentativa ousada como esta, não menos notável, também lhe oferecerei. Um certo pirata de Portugal, aí chamado Bartolomeu Português, navegava num barco de trinta homens e quatro pequenos canhões desde a Jamaica, pelo Cabo de Corriente, em Cuba, onde encontrou um grande navio vindo de Maracaibo e Cartagena, com destino a Havana, bem munido de vinte grandes canhões e setenta homens, passageiros e marinheiros; ele prontamente atacou este navio, que eles a bordo defenderam resolutamente. O pirata, escapando do primeiro encontro, resolveu atacá-la com mais vigor do que antes, visto que ainda não havia sofrido grandes danos: fez isso com tanta determinação que finalmente, depois de uma longa e perigosa luta, tornou-se dono dela. Os portugueses perderam apenas dez homens e tiveram quatro feridos; de modo que ainda lhe restavam vinte combatentes, enquanto os espanhóis tinham o dobro do número. Tendo se apossado do navio, sendo o vento contrário para regressar à Jamaica, resolveram dirigir-se ao Cabo Santo António, (que f**a a oeste de Cuba), para lá reparar e captar água doce, da qual tinham então grande querer.
Estando muito perto do cabo acima mencionado, encontraram inesperadamente três grandes navios vindos da Nova Espanha, com destino a Havana; por estes, não conseguindo escapar, foram facilmente retomados, tanto navios quanto piratas, e todos feitos prisioneiros, e despojados de todas as riquezas que haviam levado pouco antes. A carga consistia em cento e vinte mil pesos de nozes de cacau, principal ingrediente do chocolate, e setenta mil pedaços de oito. Dois dias depois deste infortúnio, surgiu uma grande tempestade, que separou os navios uns dos outros. O grande navio, onde estavam os piratas, chegou a Campeche, onde muitos mercadores consideráveis vieram e saudaram o capitão; estes conheciam mesmo o pirata português, sendo famosos pelas muitas insolências, roubos e assassinatos que cometera na sua costa; que eles mantiveram frescos em sua memória.
No dia seguinte à sua chegada, os magistrados da cidade mandaram exigir que os prisioneiros embarcassem no navio, a fim de puni-los de acordo com o mérito; mas temendo que o capitão dos piratas escapasse (como havia feito anteriormente, sendo seu prisioneiro uma vez), eles consideraram mais seguro deixá-lo guardado a bordo por enquanto, enquanto erguiam uma forca para enforcá-lo no no dia seguinte, sem outro processo senão conduzi-lo do navio para o castigo; cujo boato foi levado a Bartolomeu Português, por meio do qual ele procurou todos os meios possíveis para escapar naquela noite. Com este desenho pegou em dois jarros de barro, onde os espanhóis transportam vinho de Espanha para as Índias Ocidentais, e fechou-os muito bem, pretendendo utilizá-los para nadar, como os inexperientes nessa arte fazem com rolhas ou esvaziam bexigas. Tendo feito esta preparação necessária, ele esperou quando todos deveriam estar dormindo; mas não conseguindo escapar à vigilância da sua sentinela, // esfaqueou-o com uma faca que comprara secretamente, e depois atirou-se ao mar com os jarros de barro acima mencionados; com a ajuda da qual, embora nunca tenha aprendido a nadar, chegou à costa e imediatamente foi para a mata, onde se escondeu por três dias, sem ousar aparecer, não comendo outro alimento senão ervas silvestres.
No dia seguinte, os da cidade fizeram uma busca diligente por ele na floresta, onde concluíram que ele estava. Os portugueses viram esta rigorosa investigação no oco de uma árvore, onde ele estava escondido; e ao retornar, ele fez o melhor possível para Del Golpho Triste, a quarenta léguas de Campeachy, onde chegou quinze dias após sua fuga; durante esse período, como também depois, suportou extrema fome e sede, não tendo outra provisão senão uma pequena cabaça com um pouco de água, além do medo de cair novamente nas mãos dos espanhóis. Ele não comeu nada além de alguns mariscos, que encontrou entre as rochas perto da costa do mar; e sendo obrigado a passar por alguns rios, sem saber nadar bem, encontrou finalmente uma prancha velha, que as ondas haviam levado para a praia, onde havia alguns pregos grandes; estes ele pegou e, com muito trabalho, afiou-os em uma pedra, até que os fez como facas, embora não tão bem; com estes, e nada mais, cortou alguns ramos de árvores, que juntou com gravetos e vimes, e fez o melhor que pôde um barco para levá-lo pelos rios. Chegando assim ao Cabo de Golpho Triste, como foi dito, encontrou um navio de piratas, camaradas seus, recentemente vindos da Jamaica.
A estes ele relatou todas as suas adversidades e infortúnios, e ao mesmo tempo desejou que lhe fornecessem um barco e vinte homens, companhia somente com a qual prometeu retornar a Campeachy e atacar o navio que estava no rio, pelo qual ele havia sido transportado. tirada quatorze dias antes. Eles logo atenderam ao seu pedido e equiparam-no com um barco adequado. Com esta pequena empresa decidiu executar o seu projeto, que executou com bravura oito dias depois de deixar Golpho Triste; por ter chegado a Campeachy, com coragem destemida e sem qualquer barulho, assaltou o referido navio. Os que estavam a bordo pensaram que se tratava de um barco vindo de terra que vinha trazer mercadorias contrabandeadas e por isso não estavam em posição de defesa; oportunidade que os piratas aproveitaram, atacaram-nos com tanta determinação que em pouco tempo obrigaram os espanhóis a se renderem.
Sendo donos do navio, imediatamente levantaram âncora e partiram do porto, para não serem perseguidos por outros navios. Fizeram-no com a maior alegria, vendo-se possuidores de um navio tão corajoso; especialmente os portugueses, que por uma segunda reviravolta da fortuna tornaram-se novamente ricos e poderosos, que recentemente estava naquele mesmo navio prisioneiro, condenado à forca: com esta compra planejou coisas maiores, que poderia ter feito, já que restava na embarcação havia tão grande quantidade de mercadorias ricas, embora a placa tivesse sido enviada para a cidade. Mas enquanto ele viajava para a Jamaica, perto da ilha de Pinos, no sul de Cuba, surgiu uma terrível tempestade, que atingiu os Rochedos Jardines, onde ela se perdeu; mas os portugueses e os seus companheiros escaparam numa canoa, na qual chegou à Jamaica, onde não demorou muito para partir em novas aventuras, mas nunca teve sorte depois.»

Tradução de Jorge Quinta-Nova, 2026, de The history of the Buccaneers of America; by Exquemelin, A. O. (Alexandre Olivier); Ringrose, Basil, d. 1686; Raveneau de Lussan; Mountauban, de, 1650?-1700; Perkins, Oliver L

"Medalhas populares que levou pendentes o ataúde do Senhor Rei D. Pedro V": Febre Amarela e Real Sociedade Humanitária d...
14/10/2026

"Medalhas populares que levou pendentes o ataúde do Senhor Rei D. Pedro V": Febre Amarela e Real Sociedade Humanitária do Porto | Que os povos ambicionem as condecoraçães instituidas pelos reis; que a fatuidade e a inepcia as anhelem como rotulo do merito que lhes falta para hombrearem com os magnates, coisa é tão antiga como as insignias heraldieas. Mas haver rei que exornasse o peito com os distinctivos que o povo areara para os actos de confraternidade, só n'este seculo e n'este reino o vimos.

De todos os capítulos para a chronica del-rei D. PEDRO V, já escriptos com tanto afecto, saudade e poesia, nos innumeraveis artigos de toda a imprensa periodica, nacional e estrangeira, este será o mais honroso para a sua memoria, e o de maior exemplo para os soberanos que quizerem grangear o amor dos povos, tão intimo e cordial como foi o de todos os portuguezes ao jovem monarcha, abençoado e chorado por toda a nação.

Com a purpura esmaltada de veneras o ordens de todos os potentados do mundo, D. PEDRO V prezava mais que todas as gran-cruzes, as singelas medalhas que duas corporaçães populares, a «Camara Municipal de Lisboa» e a «Sociedade Humanitária do Porto». arearam para distinguir os que se houvessem arriscado pela salvação dos seus similhantes. E era aquella a que habitualmente trazia ao peito, dizendo com ufania : Esta ganhei-a eu.

E ganhara. Quando o tremendo flagello da febre amarella invadiu por primeira vez a capital do seu reino, ameaçando despovoal-a pela morte ou pela fuga, elle, similhante ao general intrepido, que no mais acceso da peleja e da mortandade, acode a toda a parte, reanimando os feridos e incitando os descoroçoados, visitava os hospitaes, afagava e animava os enfermos, mais atterrados que doentes; com a sua presença, tão suave e tranquilla, afoitava os assistentes receiosos do imminente contagio ; apparecendo em todos os togares publicas, este exemplo, vindo de tão alto, retinha na cidade os que ainda lhe davam animação, e prestavam soccorro aos accornmettidos do mal.

Parecia já antever, que em tão breve existencia, se não lhe depararia outra conjuncção de batalhar pelo seu povo, não como o haviam feito todos seus avós, mas em lucta digna d'este seculo, propria da sua philosophia e piedade... Só uma recompensa ambicionava d'esta abnegação da sua vida: era ser condecorado pelo povo, como todos os mais que o não tinham desamparado nos dias da angustia— disse-o na, resposta que deu ao discurso do senado municipal, quando lhe foi entregar a medalha que o rei havia ganhado ao lado dos seus subditos. E acrescentou ao mais que por essa occasião profe-riu, com benevolo mas sincero agradecimento, estas memoraveis palavras.

«Pareceu-me sempre que a mais invejavel das recompensas, ás quaes o sentimento liga um valor que a philosophia se esforça em vão por desmerecer, é aquela que os companheiros de trabalhos e de perigos nos votam sobre o proprio chão da peleja. É a condecoração modesta do soldado, a que o favor não tem direito, nem se lembra jamais de conferir.»

O valor que o jovem monarcha, de indelevel memoria, dava a este testemunho da gratidão nacional, bem se revela n'estas sentenciosas phrasos. E ainda mais se foi por disposição da sua ultima vontade, como suppomos, que as duas medalhas que lhe conferiram as cidades de Lisboa e Porto, foram pendentes do seu ataúde, no transito funeral do paço das Necessidades para o real jazigo de S. Vicente.

Devendo tambem o Archivo Pittoresco prestar a sua parcella de tributo e homenagem á saudosa memoria do rei escriptor, que honrou a imprensa periodica com os seus artigos, a sciencia com o seu estudo, as escholas com a sua presença, o ensino com a instituição de aulas publicas por elle mantidas, as artes com o seu patrocinio, entendemos, que gravando e perpetuando n'estas paginas as medalhas que elle ganhou, supprimos, por este seu brasão popular, as vozes que nos faltam para tecer o panegyrico das virtudes e saber de tal principe.

Fonte: "Medalhas populares que levou pendentes o ataúde do Senhor Rei D. Pedro V", Archivo Pittoresco, n-º 39, 1861.

"Perdoa-me, Ferro!": Uma Estória Alentejana | No ano de 1807, Carlos Frederico Lecor, então tenente-coronel, era ajudant...
13/10/2026

"Perdoa-me, Ferro!": Uma Estória Alentejana | No ano de 1807, Carlos Frederico Lecor, então tenente-coronel, era ajudante de ordens do Marquês de Alorna, que por sua vez era o Governador de Armas do Alentejo. A crise diplomática com França e Espanha começava então a desenvolver-se e uma futura ameaça a desenhar-se, vindo a materializar-se definitivamente em Novembro, com a Primeira Invasão Francesa.

No dia a dia do comando onde Lecor trabalhava, um dos mais importantes e movimentados de Portugal de então, pela sua vasta fronteira e vias de comunicação com Espanha. Durante este período, Lecor terá decerto assistido à curiosa história que vos passo a contar, através da simples transcrição de uma carta do 3.º Marquês de Alorna, D. Pedro José de Almeida Portugal, ao então Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, D. António de Araújo de Azevedo, 1.º conde da Barca:

Illmo. e Exmo. Snr.

Fernando Ferro, Anspessada da 2.º Companhia do Regimento de Infantaria n.º 20, disputando com Onofre Jozé da Silva, Soldado da 6.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 15, acabou dizendo que não sahiria de Villa Viçoza, sem fazer hum pincel de bigodes dos Granadeiros de Olivença, este segundo, picando-se do brio de que esta Nação hé tão susceptivel, com grande disconto de ser mal criado, puchou por huma navalha, dêolhe huma facada, e fugio.

O Commandante do Regimento tirou deste cazo a vantagem de reprezentar a indignidade da arma curta, empregada por hum soldado que professa valentia, e lialdade, e que se dezonra dobradamente, quando comete acção traidora com arma traidora.
Quando todos estavão persuadidos disto, entra o criminozo pelo quartel, dizendo que tinha cometido o crime, e que alli vinha para lhe fazerem o que quizesse ; foi prêzo.

Pela Semana Santa, estando eu na Mizericordia, dizem-me que o soldado de Campomaior me queria falar, e o que quis foi perdoar ao seu assassino, e pedirme incarecidamente que o mandasse soltar.
Não o mandei soltar, mas mandeio buscar, e contei-lhe o que estava sucedendo – ao que elle respondeo // tu já me perdoaste, mas eu sempre te quero pedir perdão; e deitandoselhe aos pés, perdoame Ferro.

Neste cazo que eu não podia dicidir, dicidi em Nome de Sua Alteza Real, que f**asse solto, e espero que Sua Alteza Real me fassa a honra de memandar dizer que fiz bem.

Deus Guarde a V. Ex.ª m. ann. Villa Viçoza. 27 de Março de 1807.

Illmo. e Exmo. Snr. Antonio de Araujo de Azevedo Marquez d’Alorna

[Transcrito do Arquivo Histórico Militar, 1.ª Divisão, 13.ª Seção, Caixa n.º 25, n.º 8 - Adaptado ligeiramente, com negrito meu, indicando vocativo e assinatura da carta]

O Anjo da Vitória 3/3: a batalha de S. Borja | Na manhã de 3 de Outubro [1816], Andresito dispunha metade da sua divisão...
13/10/2026

O Anjo da Vitória 3/3: a batalha de S. Borja | Na manhã de 3 de Outubro [1816], Andresito dispunha metade da sua divisão perante S. Borja, mantendo, em retaguarda a outra metade, mais afastada para ocidente, para observar a eventual chegada dos portugueses de sul. As duas metades do divisão oriental estavam separadas por um pequeno arroio.
José de Abreu, a coberto de nevoeiro, conforme nos informa o capitão Moraes Lara, defronta-se com a parte ocidental, ou a retaguarda, e imediatamente o comandante português dispõe as suas forças.
https://dvr18151823.blogspot.com/2016/10/batalha-de-sao-borja-3-de-outubro-de.html

O Anjo da Vitória 2/3 | A 28 de Setembro de 1816, Andrés Guaçurari y Artigas manda atacar a vila de S. Borja. A vila est...
13/10/2026

O Anjo da Vitória 2/3 | A 28 de Setembro de 1816, Andrés Guaçurari y Artigas manda atacar a vila de S. Borja. A vila estava sitiada desde dia 21, mas este terá sido a primeira tentativa de tomar a localidade pela força. Todas as outras seis missões, deficientemente defendidas, foram tomadas, mas S. Borja era a capital e estava bem guarnecida. De acordo com as poucas fontes, nesse dia 10 peças de artilharia com metralha assim como a fuzilaria portuguesa nos muros da horta (Regimento de Infantaria de S. Catarina) foram fundamentais para frustrar a tentativa oriental.
https://dvr18151823.blogspot.com/2020/09/assalto-de-sao-borja-2891816.html

O Anjo da Vitória 1/3 | Após ter atravessado o rio Uruguai a 12 de setembro, o chefe oriental André Artigas, Andresito, ...
12/10/2026

O Anjo da Vitória 1/3 | Após ter atravessado o rio Uruguai a 12 de setembro, o chefe oriental André Artigas, Andresito, montou sítio à vila de S. Borja, a capital das Missões orientais, no dia 21, ameaçando o flanco direito das forças da capitania do Rio Grande.
Nesse mesmo dia, o tenente coronel José de Abreu impediu a passagem de reforços, um pouco mais a sul, comandados por Pantaleón Sotelo, iniciando uma gesta de cerca de um mês onde liderando cerca de 600 militares, destacados da força principal pelo general Joaquim Xavier Curado, fez prodígios de valor até que finalmente aliviou e quebrou o sítio a S. Borja.
https://dvr18151823.blogspot.com/2016/09/acao-do-passo-de-yapeyu-21-de-setembro.html

Se Carlos Frederico Lecor fosse vivo, faria hoje 262 anos, o que seria ao mesmo tempo assustador e impressionante.Seja c...
06/10/2026

Se Carlos Frederico Lecor fosse vivo, faria hoje 262 anos, o que seria ao mesmo tempo assustador e impressionante.
Seja como for e para quem acredita nestas coisas, Carlos era Balança, ou Libra, de horóscopo - o que ajuda a explicar muito da sua personalidade.

Na foto, a atual travessa Pé de Ferro, antiga rua, no bairro de Santos-o-Velho, em Lisboa, fazendo esquina com a rua das Trinas do Mocambo. Onde Lecor nasceu (ignoro a casa específ**a).

Reimaginação  da parecença de Manuel Marques de Sousa (1780-1824), segundo do nome, usando inteligência artificial a par...
02/10/2026

Reimaginação da parecença de Manuel Marques de Sousa (1780-1824), segundo do nome, usando inteligência artificial a partir da gravura na internet da autoria de Ferdinand Mulnier. Pelos movimentos no terreno, quer-me parecer que esta gravura estava digitalizada no Arquivo Histórico do Exército, no Brasil.
Ainda que danif**ada a gravura permite perceber (pelas golas) que o uniforme é de brigadeiro, ao qual Marques de Sousa foi promovido em 1822, ainda antes da independência. Era major apenas 7 anos antes.
Morreu ao que tudo parece envenenado em Montevidéu.

Leia uma pequena biografia temática deste importante militar em https://dvr18151823.blogspot.com/2016/11/exercito-do-brasil-manoel-marques-de.html

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