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12/10/2026

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MAIS : SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENOS MUNICIPAIS PARA HABITAÇÃO A CUSTOS CONTROLADOS (HCC) O património municipal deve ser u...
26/09/2026

MAIS : SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENOS MUNICIPAIS PARA HABITAÇÃO A CUSTOS CONTROLADOS (HCC)

O património municipal deve ser utilizado para resolver os graves problemas de habitação que se colocam aos sineenses. Os terrenos do município permitem a construção a custos controlados, para venda e arrendamento, de iniciativa particular, cooperativa ou da própria câmara, sendo dever da autarquia planear e implementar projetos e soluções diferenciadas, que respondam às diferentes situações de falta de habitação.

Na última sessão da Assembleia Municipal, que decorreu ontem à noite, os eleitos do MAIS votaram contra a doação de quatro terrenos municipais na Quinta dos Passarinhos III à Cooperativa Giraldo sem Pavor, com sede em Évora e importa esclarecer porquê.

O MAIS quer deixar claro que está de acordo com a construção das habitações. Sines precisa de mais habitação e a habitação a custos controlados é uma resposta importante para muitas famílias que, tendo capacidade para comprar casa, não o conseguem fazer aos preços praticados no mercado. O que esteve em causa não foi a construção das casas, mas sim saber se, para as construir, era necessário doar gratuitamente e em definitivo a propriedade dos terrenos municipais.

O nosso voto contra assentou em três razões fundamentais:

1. A dúvida sobre a legalidade da doação não foi esclarecida A Lei de Bases da Habitação, no seu artigo 27.º, estabelece que a cedência de terrenos públicos a cooperativas para fins habitacionais é feita a título oneroso e, preferencialmente, através de direito de superfície. A proposta da Câmara prevê precisamente o contrário, isto é, uma cedência gratuita, através da doação da propriedade plena dos terrenos. Durante a sessão, a Câmara Municipal foi diretamente questionada sobre o enquadramento legal desta opção e, concretamente, sobre a sua compatibilidade com a regra estabelecida na Lei de Bases da Habitação, não tendo apresentado uma justificação jurídica que esclarecesse essa compatibilidade.

Esta dúvida não foi exclusiva do MAIS. Também o PS e o PSD reconheceram expressamente, no debate e nas respetivas declarações de voto, a existência de fundadas e legítimas dúvidas quanto à conformidade legal da doação.

2. Existiam outras formas de construir as habitações sem doar definitivamente os terrenos A doação para além de não ser a solução prevista na lei, não é, seguramente, a única solução para viabilizar a construção destas habitações e estamos plenamente convencidos de que não é, certamente, a mais adequada. Questionámos por que razão havia sido abandonada a solução, já negociada com o anterior elenco camarário, de venda dos terrenos, ainda que por um valor inferior ao valor de mercado, conforme também prevê a legislação aplicável à habitação a custos controlados. Não obtivemos da Câmara Municipal uma resposta que o justificasse.

Perguntámos por que razão não foi seguida a modalidade preferencial prevista na lei para a cedência de terrenos a cooperativas no âmbito da política de habitação, a saber, o direito de superfície. Mais uma vez, a resposta que obtivemos não demonstra uma adequada ponderação de interesses, designadamente quanto ao benefício público da operação, a que a lei também obriga, designadamente através do Regime Jurídico do Património Imobiliário Público. Questionámos, ainda, por que razão o município, fazendo uma doação de terrenos de valor muito substancial, não assegura qualquer intervenção municipal no processo de seleção dos futuros adquirentes, não estando, assim, em posição de garantir que essa seleção é efetuada com base em critérios equitativos, transparentes e justos. Também aqui, não nos foi dada uma resposta. Acresce que o Regime Jurídico do Património Imobiliário Público estabelece que, na gestão dos bens imóveis, deve ser assegurada aos potenciais interessados uma concorrência efetiva, a par dos princípios da transparência, da publicidade e da fundamentação das decisões. Também por isso questionámos por que razão estes terrenos são diretamente doados a esta cooperativa em concreto, sem que tenha existido um procedimento que permitisse conhecer se outras cooperativas ou entidades habilitadas estariam interessadas em promover habitação a custos controlados nas mesmas condições ou em condições eventualmente mais favoráveis para o Município. Esta questão assume particular relevância quando existem outras cooperativas, designadamente com presença ou atividade no concelho, que poderiam potencialmente estar interessadas numa operação desta natureza. E coloca também, legitimamente, várias questões para o futuro, designadamente: se outra cooperativa manifestar amanhã interesse em construir habitação a custos controlados em Sines, em que condições poderá aceder a terrenos municipais? Será igualmente beneficiária de uma doação? Quais serão os critérios utilizados pelo Município para decidir a quem cede gratuitamente o seu património? Não está em causa questionar a legitimidade desta cooperativa para promover habitação a custos controlados, mas sim saber quais são as regras, se essas regras são iguais e acessíveis a todos os potenciais interessados e de que forma se demonstra que a escolha efetuada é aquela que melhor prossegue o interesse público municipal.

3. A habitação a custos controlados é importante, mas não responde a todas as necessidades habitacionais de Sines Por outro lado, é importante esclarecer a quem se destinam estas habitações e a que necessidades irão dar resposta. A HCC constitui uma resposta importante para famílias que conseguem adquirir uma casa, mas que não conseguem fazê-lo aos atuais preços de mercado. No entanto, para aceder a estas habitações continua a ser necessário comprá-las, por um valor que poderá rondar os cerca de 220.000€ nas tipologias mais reduzidas, e isso pressupõe rendimentos, poupança ou capacidade para obter financiamento.

Por isso, esta solução não responde às famílias que, mesmo perante preços inferiores aos praticados no mercado, não têm capacidade financeira para adquirir uma habitação. Sem diminuir a importância desta resposta, importa, pois, questionar se, perante a cedência gratuita e definitiva de património municipal, não deveriam ter sido estudadas soluções capazes de produzir um retorno social mais abrangente. Por exemplo, alguns dos fogos construídos ao abrigo desta operação poderiam ser integrados no parque habitacional municipal (a título de contrapartida pela cedência dos terrenos) e destinados a arrendamento acessível ou apoiado, a famílias que não conseguem comprar ou arrendar casa aos valores atuais. Dessa forma, o mesmo património municipal poderia contribuir para responder a duas realidades diferentes, designadamente de quem consegue comprar casa, mas não aos atuais preços de mercado, e de quem não consegue, de todo, comprar ou arrendar.

Importa sublinhar que, perante as reservas manifestadas durante a discussão, o Presidente da Câmara Municipal admitiu a possibilidade de retirar a proposta para a reapreciar, caso os membros da AM não se sentissem em condições de votar aquela proposta. O MAIS e o PSD manifestaram concordância perante essa possibilidade, tendo o PS assumido a posição de que a proposta deveria ser mantida para votação. Não tendo a Câmara retirado a proposta por sua iniciativa, a mesma foi submetida a votação, da qual resultou a sua aprovação por maioria, com os votos a favor da CDU, as abstenções do PS e do PSD e o voto contra do MAIS.

As declarações de voto apresentadas demonstraram que as dúvidas quanto à legalidade da doação e as reservas quanto à defesa do património municipal não eram exclusivas do MAIS, pelo contrário, eram partilhadas por todas as forças políticas da oposição. A diferença esteve nas consequências retiradas dessas dúvidas e reservas no momento da decisão. Para o MAIS, a função fiscalizadora da Assembleia Municipal não pode esgotar-se na formulação de dúvidas e críticas. Quando existem dúvidas quanto à legalidade de uma decisão, quando são reconhecidas alternativas mais robustas para a defesa do interesse público e quando o próprio executivo admite reapreciar a solução, entendemos que essas dúvidas devem ter consequência na votação das propostas e foi isso que fizemos, em coerência com o que defendemos ao longo da discussão.

Por isso, o MAIS reafirma a sua disponibilidade para aprovar propostas que viabilizem a construção de habitação a custos controlados, desde que devidamente enquadradas na lei e salvaguardado o interesse público, através de soluções juridicamente seguras, que protejam o património municipal e assegurem um retorno social mais abrangente para a comunidade. O MAIS entende, e assim o afirmou durante o debate, que existem outras soluções que melhor salvaguardam o interesse público e que as dúvidas jurídicas, patrimoniais e sociais suscitadas não foram suficientemente esclarecidas.

Foi essa a razão do nosso voto contra. Um voto coerente com as posições que defendemos ao longo de toda a discussão e com a função de fiscalização que cabe à Assembleia Municipal, nos termos da lei e do Regimento.

Sines, 26/09/2026

🌊 O MAIS marcou presença na inauguração do novo relvado sintético do Campo do Mar, em Porto Covo, através do vereador Jo...
21/09/2026

🌊 O MAIS marcou presença na inauguração do novo relvado sintético do Campo do Mar, em Porto Covo, através do vereador Jorge Miguel Baião Mestre e da presidente da Assembleia Municipal de Sines, Marisa Rodrigues Dos Santos .

Este investimento representa uma melhoria importante das condições para a prática desportiva na freguesia, especialmente para as crianças e os jovens, e abre novas perspetivas para o crescimento do Clube Desportivo e Recreativo de Porto Covo

O MAIS continuará a acompanhar e a apoiar a criação de melhores infraestruturas desportivas em todo o concelho, valorizando o trabalho desenvolvido pelos clubes, dirigentes, atletas e comunidades locais.

🌊 O MAIS esteve presente com os vereadores Jorge Miguel Baião Mestre e Ana Filipa Guerreiro , a Presidente da Assembleia...
19/09/2026

🌊 O MAIS esteve presente com os vereadores Jorge Miguel Baião Mestre e Ana Filipa Guerreiro , a Presidente da Assembleia Municipal, Marisa Rodrigues Dos Santos na abertura da 8ª. Edição da M.A.R. - Mostra de Artes de Rua na cafeteria do Castelo de Sines.

A M.A.R. é o Teatro do Mar são expoentes firmados da realidade cultural do concelho e é por isso uma honra assistir a momentos que assinalam a cultura e envolvem o espaço público com diferentes formas da Arte.

Que a edição de 2026 seja mais uma passo importante de afirmação e crescimento desta iniciativa para o Concelho.

Foto: Município de Sines

🗣 Marisa Rodrigues Dos Santos : "Esta semana tive a oportunidade de representar a Assembleia Municipal de Sines em dois ...
16/09/2026

🗣 Marisa Rodrigues Dos Santos : "Esta semana tive a oportunidade de representar a Assembleia Municipal de Sines em dois momentos distintos, mas ambos profundamente importantes para a nossa terra.
No dia 14, pude testemunhar a reabertura ao público da Ermida de Nossa Senhora das Salas, que devolve à comunidade um lugar de devoção, memória e identidade, indissociável da nossa história e da relação de Sines com o mar.
Hoje, participei na apresentação do estudo sobre o impacto económico, social e externo do Complexo Portuário, Industrial e Logístico de Sines, que trouxe números e evidência científica ao enorme contributo que Sines dá à economia nacional, por um lado, e aos desafios que acompanham esse papel estratégico do nosso território, por outro.
Entre o património que recebemos e o futuro que estamos a construir, há uma mensagem clara: Sines dá muito ao país e esse contributo deve traduzir-se também em retorno para o território e em qualidade de vida para quem aqui vive.
Preservar a nossa identidade e garantir que o desenvolvimento cria valor para a comunidade são duas faces do mesmo compromisso com Sines e o meu mandato não tem outro propósito senão trabalhar para que esse objetivo se cumpra."

Também estiveram presentes os Vereadores Jorge Miguel Baião Mestre e Ana Filipa Guerreiro .

O MAIS felicita Nair Pina pela convocatória para o Mundial feminino de Sub-20🇵🇹O MAIS felicita a jovem sineense Nair Pin...
05/09/2026

O MAIS felicita Nair Pina pela convocatória para o Mundial feminino de Sub-20🇵🇹

O MAIS felicita a jovem sineense Nair Pina pela convocatória para representar Portugal no Campeonato do Mundo feminino de Sub-20, que decorre entre 5 e 27 de setembro, na Polónia.

A guarda-redes de 19 anos, atualmente ao serviço do Sporting de Braga, integra o grupo de 21 jogadoras que irá protagonizar a primeira participação de Portugal nesta competição.

O percurso de Nair Pina começou nos “Independentes” de Sines e prosseguiu por vários clubes da região e do país, até chegar ao futebol profissional. Depois de representar o União Sport Club, o Estrela de Santo André, a Escola de Futebol Feminino de Setúbal, o Racing Power e o Torreense, a atleta transferiu-se para o Sporting de Braga, com o qual assinou contrato profissional em junho.

Esta convocatória constitui um justo reconhecimento do seu talento, trabalho e dedicação, representando também um motivo de enorme orgulho para Sines. Sines continua a ser uma terra de atletas de elite nas mais variadas modalidades.

O MAIS deseja a Nair Pina e a toda a Seleção Nacional a maior felicidade para esta participação histórica, com a certeza de que a jovem guarda-redes levará consigo o nome de Sines ao maior palco mundial do futebol feminino de formação.

Imagem oficial da FPF.

🌊 O Banho 29 voltou a cumprir-se ontem em Sines, mantendo viva uma das tradições mais acarinhadas da nossa terra. Maríli...
30/08/2026

🌊 O Banho 29 voltou a cumprir-se ontem em Sines, mantendo viva uma das tradições mais acarinhadas da nossa terra.

Marília Lança e Sérgio Cordeiro, membros do Executivo da Junta de Freguesia de Sines eleitos pelo MAIS, marcaram presença na iniciativa, partilhando este momento de convívio, memória e identidade sineense.

Tradições que fazem parte da nossa história local.

Nota de Pesar.O MAIS manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento da Professora Rufina Pimenta, uma figura marcante d...
10/08/2026

Nota de Pesar.

O MAIS manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento da Professora Rufina Pimenta, uma figura marcante da educação e da comunidade de Sines.

Ao longo da sua vida, dedicou-se ao ensino primário, contribuindo para a educação e formação de várias gerações de sineenses e deixando uma memória de dedicação à escola e aos seus alunos.

Neste momento de tristeza, o MAIS endereça à sua família, amigos, antigos alunos e a todos aqueles que com ela privaram as mais sentidas condolências, recordando com respeito e gratidão o seu percurso e o contributo que deixou à comunidade sineense.

Até sempre, Professora Rufina.

Nota de PesarO MAIS  manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do Professor João Fragoso Pereira, uma personalidad...
30/07/2026

Nota de Pesar

O MAIS manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do Professor João Fragoso Pereira, uma personalidade incontornável da educação, do associativismo e da vida cívica do concelho de Sines.

Ao longo de várias décadas, dedicou a sua vida à formação de gerações de sineenses, deixando uma marca indelével na comunidade através do seu compromisso com a educação, do seu espírito de serviço público e da sua participação ativa no desenvolvimento do concelho.

O Professor João Fragoso será recordado pela sua competência, dedicação e pelo contributo inestimável que prestou a Sines, quer no ensino, quer na vida associativa e autárquica.

Neste momento de tristeza, o MAIS endereça à sua família, amigos e a todos aqueles que com ele privaram as mais sentidas condolências, prestando homenagem ao legado de um homem que ficará para sempre ligado à história e à memória coletiva de Sines.

Até sempre, Professor Fragoso.

O MAIS  felicita os jovens ginastas Martim Lopes e Anna Likhonina, da Academia de Ginástica de Sines , pela qualificação...
27/07/2026

O MAIS felicita os jovens ginastas Martim Lopes e Anna Likhonina, da Academia de Ginástica de Sines , pela qualificação para o 3.º Campeonato do Mundo de Juniores e para o 32.º Campeonato do Mundo por Grupos de Idades de Trampolim.

Esta qualificacão é motivo de orgulho para Sines e representa o reconhecimento do talento, do trabalho e da dedicação destes atletas, das suas famílias, treinadores e de toda a estrutura da Academia, que tem feito um excelente trabalho e ajudado na evolução dos atletas locais para patamares de excelência ao longo doa anos.

Desejamos a ambos o maior sucesso na competição, que decorrerá em Novembro, em Nanjing, na China.

Parabéns, Martim e Anna. Sines estará sem dúvida convosco.

Endereço

Rua João De Deus, 14
Sines
7520-215

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