Mulheres Socialistas - Igualdade e Direitos da Trofa

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Mulheres Socialistas - Igualdade e Direitos da Trofa « promover uma efetiva igualdade de direitos entre mulheres e homens, à participação paritária »

💗 Cada passo conta nesta luta. Pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e por todas as mulheres. 🎀
25/10/2026

💗 Cada passo conta nesta luta. Pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e por todas as mulheres. 🎀

Quanto custa ser pobre?Há números que conhecemos. E há números que nos f**am na cabeça.Ao longo da minha vida profission...
17/10/2026

Quanto custa ser pobre?
Há números que conhecemos. E há números que nos f**am na cabeça.
Ao longo da minha vida profissional, aprendi a olhar para os números como aquilo que representam: uma forma de medir diversas realidades, identif**ar tendências e apoiar na tomada de decisões. Mas também aprendi que, quando falamos de pessoas, nenhum número conta a história completa. É por isso que, neste 17 de outubro, não queria escrever sobre pobreza enquanto conceito económico. Queria, sim, salientar o que esses números representam na vida das pessoas.
Quanto custa ser pobre?
Custa muito mais do que o dinheiro que falta no final do mês. Custa a tranquilidade de quem vive sem margem para um imprevisto, a liberdade de poder escolher e a capacidade de projetar o futuro para além das necessidades imediatas. Custa adiar oportunidades, abdicar de projetos e fazer escolhas difíceis entre necessidades que, numa sociedade verdadeiramente justa, não deveriam ser incompatíveis. A pobreza não se resume, por isso, à privação material. É também uma limitação real da liberdade individual e das possibilidades de construir um futuro diferente. Limitação essa que, embora nem sempre seja imediatamente visível, se materializa nas escolhas quotidianas de quem vive com recursos insuficientes e vê, dia após dia, reduzido o seu espaço de decisão. Está na família que faz contas no supermercado e vai retirando produtos do carrinho. Está no trabalhador que recebe o seu salário e percebe que, depois de fazer face às despesas correntes – renda, alimentação, energia, despesa com os filhos, entre outras –, não sobra praticamente nada. Está no idoso que escolhe cuidadosamente onde pode gastar a sua pensão, tendo muitas vezes de optar entre alimentação e cuidados de saúde. Está na mãe que abdica de algo para si em prol de uma necessidade mais urgente no seio familiar.
E está também na Trofa.
Vivemos num concelho que cresceu e que tem uma economia dinâmica, empresas, comércio e muitas pessoas que todos os dias trabalham para construir o seu futuro. Mas crescimento económico não signif**a, por si só, desenvolvimento económico, nem garante uma repartição equitativa dos recursos e das oportunidades. É precisamente por isso que importa olhar para além dos indicadores de crescimento e perceber como vivem as pessoas que fazem parte do nosso concelho. Em 2025, foram entregues na Trofa 953 cabazes de Natal a famílias sinalizadas pelas instituições sociais e pelos técnicos de intervenção social. Quando olhamos para este número, podemos simplesmente registá-lo numa notícia ou num relatório. Eu prefiro abordá-lo de outra forma:
O que signif**a este número na vida dessas famílias?
Signif**a que há pessoas na nossa terra para as quais garantir alimentos na mesa continua a ser uma preocupação. E isso deve fazer-nos parar e refletir. Não para procurar culpados fáceis, mas para encontrar alternativas concretas e sustentáveis. Porque pobreza não é necessariamente sinónimo de desemprego. Há pessoas empregadas que continuam a viver com enormes dificuldades. Há famílias para quem uma renda mais elevada, uma doença, uma reparação no carro ou uma despesa inesperada pode ser suficiente para desequilibrar todo o seu orçamento.
E há ainda uma dimensão da pobreza que me preocupa particularmente: a pobreza das mulheres. As mulheres continuam a enfrentar, ao longo da vida, desigualdades que têm consequências económicas muito concretas. Salários mais baixos, interrupções nas carreiras profissionais, uma maior responsabilidade pelas tarefas familiares, o recurso mais frequente ao trabalho a tempo parcial e uma maior exposição à precariedade laboral acabam também por se refletir na sua autonomia financeira e, mais tarde, no valor das suas pensões. E aqui os números voltam a ser importantes. Porque quando uma mulher não tem independência económica, não estamos apenas perante uma desigualdade de rendimento. Estamos perante uma desigualdade de liberdade. A liberdade de escolher um trabalho. A liberdade de sair de uma relação. A liberdade de decidir sobre a sua vida. A liberdade de construir um futuro sem depender economicamente de outra pessoa. É por isso que, para mim, combater a pobreza é também uma questão de igualdade e de emancipação das mulheres.
Na Trofa temos instituições, técnicos, profissionais e voluntários que fazem diariamente um trabalho extraordinário junto de quem mais precisa. Conhecer essa realidade também nos deve lembrar que as respostas sociais são fundamentais. Mas não podemos f**ar apenas pela resposta à pobreza depois de ela acontecer. Temos de atuar antes. Na habitação, no emprego, nos salários, na educação, no apoio às famílias, na igualdade de oportunidades, na autonomia económica das mulheres.
Enquanto economista, sei que as políticas públicas têm de ser avaliadas pelos seus resultados e que os recursos são sempre limitados. Mas, enquanto cidadã e enquanto Coordenadora das Mulheres Socialistas da Trofa, acredito que há uma pergunta incontornável: Que escolhas estamos a permitir que as pessoas façam com a vida que têm?
Uma sociedade não se mede apenas pelo seu crescimento, pelo número de empresas ou pelo rendimento médio. Também se mede pela forma como responde às situações de vulnerabilidade e garante condições de dignidade a quem mais precisa. E talvez seja esse o verdadeiro desafio deste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza: não nos limitarmos a olhar para os números da pobreza, mas percebermos a realidade social que esses números revelam.
Na Trofa, estes indicadores revelam a persistência de situações de vulnerabilidade que não podem ser ignoradas. Mais do que medir a dimensão do problema, importa assegurar que as políticas públicas e as respostas sociais são capazes de atuar sobre as suas causas e de reduzir, de forma sustentada, os fatores que estão na origem da pobreza e da exclusão social.
Erradicar a pobreza não é apenas garantir que ninguém f**a privado do essencial. É criar condições para que cada pessoa possa exercer plenamente a sua autonomia, concretizar oportunidades e construir um projeto de vida com dignidade.

Joana Pereira
Coordenadora Concelhia MS-ID Trofa

16/10/2026

Hoje é um dia histórico! ✊

Foi hoje aprovado o Projeto de Lei do Partido Socialista que prevê uma subvenção complementar para atletas de alto rendimento, praticantes desportivas profissionais e atletas que integram regularmente as Seleções Nacionais, durante o período da maternidade.

Uma conquista importante no reconhecimento e na proteção dos direitos das mulheres no desporto, promovendo melhores condições para conciliar a maternidade com a carreira desportiva.

Mais igualdade, mais direitos e mais condições para que nenhuma mulher tenha de escolher entre ser mãe e ser atleta. ✊

A luta pela igualdade continua, e hoje damos mais um passo!

15/10/2026

Há vidas inteiras de trabalho que merecem ser ouvidas.

A Dona Armanda dedicou a vida à terra e viu o mar apenas uma vez. A sua história lembra-nos que homenagear as mulheres rurais é também lutar por melhores condições de vida, pensões justas e o reconhecimento que merecem.

Porque quem tanto deu merece mais. 💜✊🌹

12/10/2026
12/10/2026

𝗔 𝗽𝗿𝗼𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗢𝗿𝗰̧𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗼 𝗚𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟮𝟬𝟮𝟳 𝗮𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗲𝗱𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗲𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗺𝗲𝗱𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗽𝗲𝗿𝘀𝗽𝗲𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗴𝗲́𝗻𝗲𝗿𝗼. 𝗗𝗲 𝟱𝟯𝟮 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟯𝟴𝟵 𝗲 𝗮 𝗱𝗼𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟮 𝗺𝗶𝗹𝗵𝗼̃𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝟭𝟭𝟬𝟳 𝗺𝗶𝗹𝗵𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀.

A este propósito deixamos a intervenção da Presidente das Mulheres Socialistas - Igualdade e Direitos, na Comissão Nacional do PS que se realizou no sábado passado.

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Intervenção na Comissão Nacional do PS

Orçamento do Estado para 2027 — Igualdade e direitos das mulheres

"Camaradas,

Vivemos um momento político delicado. Provocar uma crise política exige ponderação e sentido de responsabilidade. Mas a estabilidade não pode signif**ar silêncio, nem responsabilidade pode signif**ar aceitar tudo sem questionar.

E a proposta de Orçamento do Estado para 2027 dá um sinal preocupante em matéria de igualdade entre mulheres e homens.

Os números falam por si: passamos de 532 para 389 medidas com perspetiva de género, menos 143. A dotação identif**ada desce de cerca de 2.022 milhões para 1.107 milhões de euros: uma redução de 45,3%, superior a 915 milhões de euros.

Estes valores não signif**am necessariamente que toda esta verba tenha sido retirada de políticas dirigidas às mulheres. Mas exigem explicações claras.

Também não encontramos individualizadas, com a mesma clareza, algumas respostas anunciadas em 2026, como a linha de apoio 24 horas por dia, os centros de crise para vítimas de violência sexual e o reforço do apoio psicológico a crianças vítimas de violência doméstica. Precisamos de saber que financiamento e que continuidade estão garantidos.

A igualdade salarial, a autonomia económica, a conciliação da vida profissional e familiar e o combate à violência não podem f**ar pelas declarações de princípio. Exigem medidas concretas e recursos adequados.

O Governo dá um mau sinal. E o PS tem de o dizer claramente.

Mas há uma questão política mais ampla: as pessoas estão cansadas deste Governo e precisam de acreditar que existe uma alternativa.

Se não afirmarmos as nossas diferenças e não apresentarmos propostas concretas, corremos o risco de transmitir a ideia de que somos todos iguais. E quando as pessoas deixam de acreditar em alternativas, quem beneficia é quem alimenta a descrença na democracia.

Não podemos deixar que a desilusão com o Governo se transforme em resignação e abra ainda mais espaço ao Chega.

Não defendo que provoquemos uma crise política num momento tão delicado. Defendo que sejamos exigentes, que fiscalizemos as opções do Governo e que tenhamos coragem para mostrar o que faríamos de diferente.

O PS tem de ser uma voz de responsabilidade, mas também de coragem e esperança. As pessoas precisam de saber não apenas aquilo de que discordamos, mas aquilo que propomos para melhorar as suas vidas.

Camaradas,

A estabilidade não pode ser complacência. A responsabilidade não pode ser silêncio. E a oposição só fará sentido se for acompanhada de uma alternativa credível.

A igualdade não pode f**ar para depois. E o PS tem de voltar a ser uma força capaz de inspirar confiança e oferecer esperança.

Muito obrigada".

11/10/2026
25/09/2026

At PAM-CGS high-level side event on the margins of the 81st Session of the United Nations General Assembly, Hon. Joana Lima (Portugal), PAM Rapporteur on Online Violence against Women and President Emerita of the PAM Women Parliamentary Forum (WPF), drew attention to the growing exploitation of online platforms and AI by terrorist and extremist actors.

She stressed that these technologies are used not only for recruitment and propaganda, but also to amplify hate and violence against women online.

Hon. Lima recalled PAM’s continued efforts in this field and emphasized the importance of strengthening parliamentary action to protect women from emerging forms of technology-facilitated violence and abuse.

Na passada segunda-feira, decorreu a tomada de posse da Comissão Política da Estrutura Federativa MS-ID Porto . As camar...
15/07/2026

Na passada segunda-feira, decorreu a tomada de posse da Comissão Política da Estrutura Federativa MS-ID Porto .

As camaradas da Trofa assumiram igualmente funções, reforçando o compromisso do concelho com a participação política, a igualdade e a defesa dos valores socialistas.

Que este novo ciclo seja marcado pelo trabalho, pela proximidade e pela determinação em contribuir para um projeto cada vez mais forte e representativo. 🌹✊️

A eleição de Joana Pereira com 98% dos votos é mais do que um resultado expressivo. É a demonstração de que há uma vonta...
21/06/2026

A eleição de Joana Pereira com 98% dos votos é mais do que um resultado expressivo. É a demonstração de que há uma vontade coletiva de continuar a afirmar o papel das mulheres na participação cívica e política, dando força aos valores de Abril e aos desafios do presente.

Sob o lema "Mulheres com Voz de Abril", construímos uma candidatura assente na igualdade, na proximidade e na convicção de que a voz das mulheres é essencial para uma democracia mais representativa e mais forte.

A todas as que caminharam connosco, a todas as que acreditaram neste projeto e a todas as que depositaram a sua confiança nesta equipa, o nosso mais sincero agradecimento.

Este resultado não é um ponto de chegada. É um ponto de partida.

Seguimos com a mesma determinação, porque quando as mulheres têm voz, Abril acontece todos os dias. 🌹✊️

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