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CPCJ de Torres Novas Promoção dos Direitos e a Proteção da criança e do jovem em perigo.

12/04/2025

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género expressa publicamente o seu agradecimento a todas as pessoas e instituições, nomeadamente os meios de comunicação social, que se mobilizaram no dia de ontem para denunciar a disponibilização e comercialização, em território nacional, do videojogo intitulado "No Mercy", que promove a violência sexual contra as mulheres.

Foi graças à indignação manifestada por inúmeras mulheres e homens nas redes sociais e à atuação de todas as pessoas que acederam à plataforma Steam para denunciar o conteúdo de incitamento ao ódio presente no referido videojogo, que este foi, entretanto, removido e já não se encontra disponível em Portugal.

A CIG, no âmbito da sua missão de promoção da igualdade e não discriminação, também contactou a plataforma Steam para solicitar a retirada do jogo e remeteu denúncia ao Ministério Público por comercialização de conteúdo potencialmente enquadrável na propagação de discurso de ódio contra as mulheres, apologia da violência sexual e incitamento à prática de crimes se***is.

A CIG reitera o seu compromisso na prevenção e combate a todas as formas de violência contra as mulheres e apela à vigilância coletiva para que a divulgação de conteúdos atentatórios dos direitos humanos não passem despercebidos na nossa sociedade e possam ser combatidos assim que detetados.”

12/04/2025

“Os pais precisam assumir que são adultos e aceitarem sim, os títulos de caretas e educadores. Os pais têm de ter coragem para intervir e contrariar a vontade dos filhos, se impondo como figuras de autoridade (que os amigos não são) capazes de ensinar os filhos a lidarem com seus anseios e frustrações, a medida eles vão se tornando adultos emocionalmente seguros e inteligentes. Para isso, é preciso firmeza e capacidade para reagir sempre que os filhos façam algo que não seja aceitável”. Confira. A história completa está no primeiro comentário.

12/04/2025

“Não existe mais o pai que só ajuda: existe o pai presente”, diz o pediatra Daniel Becker sobre o papel do pai no desenvolvimento da criança

12/04/2025

O criador de “Adolescência", a série de que mais se fala neste momento, da Netflix, defende que o acesso às redes sociais e o uso de telemóveis nas escolas deve ser proibido a menores de idade.

Jack Thorne, apela a restrições no acesso dos jovens aos telemóveis e às redes sociais, não só para as escolas. Segundo ele, os dispositivos deviam ser tratados como ci****os e proibidos até aos 16 anos, no Reino Unido.

Em declarações à "BBC News", Jack Thorne afirmou que a resposta ao aumento da masculinidade tóxica entre os rapazes mais jovens tem que passar por impedir-lhes o acesso às redes. “Acreditamos que a resposta a isto está no parlamento e na legislação”, disse.

Ao criar “Adolescência”, que conta a história de um rapaz de 13 anos que é acusado da morte de uma colega após se embrenhar na chamada "cultura incel", particularmente hostil em questões de misoginia e extremismo, Thorne deparou-se com algumas publicações “incrivelmente perturbadoras”.

“É uma lógica que eu sei que apelaria muito a algumas pessoas”, continuou. “Incluindo eu próprio, quando era miúdo. Se tenho 13 anos e me sinto sozinho e isolado e repugnante… Estas ideias pareceriam a resposta à minha dor”.

O termo incel refere-se a celibatários involuntários, que culpam as mulheres e a sociedade pela sua falta de sucesso romântico. A "cultura incel” descreve uma comunidade online de homens sexualmente frustrados.

“Se fosse eu a decidir, estaria a falar de smartphones como de ci****os e a proibir totalmente a sua utilização por menores de 16 anos, mas se isso não for possível, a idade digital de consentimento é uma boa alternativa.”

Os algoritmos utilizados nas plataformas das redes sociais podem conduzir rapidamente a "zonas escuras".

De facto, segundo o The Guardian, académicos e ativistas elogiaram a série por dar a conhecer a manosphere, um rótulo atribuído a um mundo online que denigre o feminismo e promove a misoginia.

https://expresso.pt/blitz/2025-03-22-criador-da-serie-adolescencia-defende-a-proibicao-do-uso-de-telemovel-nas-escolas-a8327207

https://pplware.sapo.pt/internet/seguranca/adolescence-como-uma-serie-esta-a-motivar-a-proibicao-de-smartphones-a-menores/

08/04/2025

País subiu idade mínima de nubentes para 18 anos alinhando-se com as recomendações das Nações Unidas e organizações de proteção infantil; antes adolescentes de 16 anos poderiam contrair matrimônio com consentimento dos pais.

08/04/2025

A proibição dos directos e outras medidas de segurança serão introduzidas na Europa nos próximos meses, depois de terem sido implementadas primeiro no Reino Unido, nos EUA, no Canadá e na Austrália.

08/04/2025

Não é verdade que a série “Adolescência”, da Netflix, tenha assustado milhões e milhões de pais unicamente por terem descoberto com ela aquilo que se passa nas redes sociais. E no modo como os seus filhos estão expostos a imensos perigos que os pais desconhecem. Sejam conteúdos violentos, sexistas, se***is, misóginos ou populistas, ou a discursos que lhes chegam através de influencers que os radicalizam e os conspurcam com o mal. Isso assustou-os, claro. Mas aquilo que mexeu, verticalmente, com os pais foi reconhecerem com aquela história que conhecem os seus filhos adolescentes muito pior do que alguma vez imaginaram. Que os conseguem proteger bem menos do que supunham. E que os seus filhos, por mais que sejam bons miúdos, são capazes (por mimetismo, respondendo a desafios ou num impulso) de fazer coisas graves. Por mais que os pais estejam perto deles. E os tenham debaixo de um olhar super-protector, controlador e quase obsessivo.

Hoje é muitíssimo mais difícil ser-se mãe ou pai dum adolescente! Porque a cascata de conteúdos ao dispor dos adolescentes exige mais contraditório, mais firmeza e mais empatia. Das famílias. Das escolas. E dos governos. E esses conteúdos cresceram de forma tão exponencial que os adultos parecem ir sempre vários passos atrás dos adolescentes. E, quando muito, a ser capazes só de reagir, sem que, de forma prévia, definam as regras que os protejam.

Podem os bons pais criar “maus filhos”? Podem! Basta só que sejam mais distraídos do que imaginam ser. E basta que os pais deixem de sentir aquilo que eles falam nas entrelinhas. E que fiquem à espera que os adolescentes venham ao seu encontro antes, ainda, dos pais lerem, por eles, os seus silêncios.

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