15/05/2026
A Deusa da Terra Mãe 🌿 Demeter Lethes Go
DEMÉTER 🌾
amor e morte no campo arado.
"Três vezes passara o arado pelo campo.
E no dia claro, perfumada e silenciosa, a terra tímida com seus sulcos abertos esperava pelas sementes.
No campo, Iasião esperava, de olhos postos a caminho.
As mãos solitárias agarravam-se uma à outra.
Os passos ansiosos mediam o solo. E o coração batia apressado, como se tentasse ao seu ritmo nervoso, impelir o tempo e antecipar a vinda da amada.
Ao longe, por fim, surgiu Deméter (Ceres) ardentemente esperada. Altiva e nobre, de braços abertos, dirigiu-se para Iasião. E até a noite fazer-se densa, ficaram os dois no campo. Profundamente enamorados.
(A terra, três vezes arada à espera das sementes, oculta na escuridão, vibrou sobre os amplexos).
Intensa poderia ser a felicidade, pois bastante grande era o amor, não tivesse Zeus (Júpiter) sabido da bela aventura, que, por obra sua, de repente acabou.
Porque o Senhor do Olimpo, que também votava a Deméter intenso afeto, estremeceu de ciúmes ao descobrir seus encontros com o mortal.
Preparou, então, um raio, dos mais certeiros e violentos que sabia fabricar, e sem erro arremessou a arma sobre Iasião.
(Os sulcos do campo três vezes arados receberam os últimos suspiros do herói. As tristes lágrimas da Deusa. E as sementes).
Do breve encontro, iniciado no espanto da descoberta, mantido na intensidade da emoção, e bruscamente cortado pelo ódio, Deméter enlutada reteve com lembrança um filho, Pluto, nome que significa riqueza, e, naqueles tempos muito antigos, rico era quem tivesse mais frutos da terra.
Para dividir entre os homens os benefícios dessa riqueza, Deméter mandou seu filho viver entre eles e ajudá-los.
Pluto, benevolente, nascido do amor no meio do campo, saiu pelo mundo. A mãe orgulhosa de seu fruto, viu-o abraçar o primeiro passante e cumulá-lo de opulências. Então sorriu e suspirou.
(Das sementes lançadas nos sulcos da terra, brotou a riqueza, em lembrança de grande e infortunado amor).”
-Deusa Deméter; Deusa Terra-Mãe