Consulado Geral de Angola Istambul

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Consulate General of Angola in Istanbul, Public Institution of Angolan Government in Türkiye.

15/07/2025
Photos from Consulado Geral de Angola Istambul 's post 14/07/2025

Luto e dor no sepultamento do jornalista Carlos Calongo

O jornalista da Edições Novembro Carlos Calongo foi sepultado, este sábado, no Cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda, numa cerimónia marcada pelo luto, dor, emoção e tristeza.

Em passos lentos familiares, colegas, amigos e estudantes carregaram a urna com o corpo do também professor Carlos Calongo até ao local preparado para o sepultamento.

Na ocasião, foram destacadas as qualidades e a trajectória do jornalista, que faleceu no dia 5 do mês corrente, em Portugal, vítima de doença, aos 52 anos.

A morte prematura de Carlos Calongo juntou várias pessoas à sua volta, na derradeira despedida, que ficará nas memórias de todos os que com ele privaram.
Carlos Calongo foi jornalista e docente universitário com passagem por diversas instituições de ensino, com destaque pelo Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR).e na Universidade Independente de Angola (UNIA), além de exercer outras funções em várias instituições do país.
O jornalista deixa um legado de relevância para a nova de geração de profissionais da Comunicação Social do país.

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Obras de construção do futuro Hospital Geral do Dundo retomam nos próximos seis meses

As obras de construção do futuro Hospital Geral do Dundo, na província da Lunda‑Norte, deverão retomar no final deste ano, segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

A ministra, que falava no final da visita de constatação do espaço onde deverá ser erguida a unidade hospitalar, considerou que esta decisão estratégica visa expandir o acesso da população a serviços de saúde de qualidade, sobretudo em zonas distantes dos grandes centros urbanos.

"Não se trata apenas de construir paredes, mas de criar condições sustentáveis para um serviço de saúde eficaz, com base em recursos humanos qualificados e equipamentos modernos", assegurou a ministra, citada numa nota de imprensa que o JA Online teve hoje acesso.
O futuro hospital terá uma capacidade inicial de 200 camas, e será uma referência regional em serviços de média e alta complexidade, incluindo hemodiálise, um serviço há muito esperado pela comunidade.
"Esta infra-estrutura enfrenta necessidades identificadas pelo governo provincial da Lunda‑Norte e simboliza um marco importante na descentralização e democratização do acesso à saúde em Angola", refere a nota.
Sílvia Lutucuta destacou, ainda, que o projecto será viabilizado através de parcerias institucionais e contará com a contratação de mão de obra local e especializada, fomentando o desenvolvimento socioeconómico da região.
Este relançamento representa um esforço articulado entre os vários níveis do Executivo, demonstrando capacidade de escuta, coordenação e acção eficaz para responder às prioridades da população local.

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Instalação da Estação Sísmica de Malanje concluída com sucesso

A instalação da Estação Sísmica da província de Malanje foi concluída, este domingo. As informações foram avançadas pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

A estação sísmica é constituída por sensores de última geração que ajudam a transmitir em tempo real para o servidor central do INAMET informações de movimentação da crosta terrestre (placas tectónicas), distribuídas pelas províncias do Bengo, Cuanza-Sul, Lunda-Norte, Moxico, Huíla e agora Malanje.

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Chefe de Estado reúne-se com homólogos do Egipto e Burindi

O Presidente João Lourenço reuniu-se, este domingo, no Centro de Conferências de Sipopo, em Malabo, Guiné Equatorial, com Chefe de Estado do Egipto, Abdel Fattah El-Sissi.

O Burundi será o próximo país a assumir a liderança da União Africana, no período de 2026-2027.

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Teodoro Obiang considera inaceitável que África dependa de importações de bens alimentares

O Presidente da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang, considerou, este domingo, em Malabo, "inaceitável" que apesar das terras férteis, água abundante, uma população jovem e trabalhadora, África dependa de importações para satisfazer as necessidades alimentares.

"Esta vulnerabilidade nos expõe a uma crise interna e põe em risco a estabilidade das nossas economias", disse o estadista, ao discursar na abertura da 7.ª da Reunião de Coordenação das Comunidades Económicas e os Mecanismos Regionais.

Para Teodoro Obiang, África deve redobrar os esforços para acelerar a produção local, modernizar a agricultura e avançar decididamente para a implementação da Zona de Livre Comércio Continental Africana".

Angola preside a reunião

Esta 7.ª Reunião de Coordenação das Comunidades Económicas e os Mecanismos Regionais está a ser orientada pelo Presidente da República de Angola e da União Africana, João Lourenço.
A reunião vai avaliar o estado de andamento das acções e projectos que as diferentes Comunidades Económicas e Mecanismos Regionais implementam, no quadro mais geral do processo de integração do continente.

A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, acompanha o Chefe de Estado nesta missão de trabalho.

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, íntegra, também, a delegação presidencial.

Photos from Consulado Geral de Angola Istambul 's post 14/07/2025

Terminou Reunião da União Africana e as Comunidades Económicas e Regionais

Os trabalhos da 7.ª Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana (UA), as Comunidades Económicas e Mecanismos Regionais, orientados pelo Presidente da UA, João Lourenço, encerram na tarde deste domingo, Malabo, Guiné-Equatorial.
O bloco continental fez, assim, o ponto de situação da marcha dos projectos relacionados com a integração africana, no contexto da Agenda 2063 da União Africana, divulgou a Presidência da República no Facebook.

Hoje mesmo, a grande maioria das delegações participantes da reunião deixou a capital equato-guineense, de regresso aos respectivos países.

Photos from Consulado Geral de Angola Istambul 's post 13/07/2025

REUNIÃO DE ALTO NÍVEL DA UNIÃO AFRICANA EM MALABO
🔻PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ABRIU O ENCONTRO COM DISCURSO SOBRE PRESENTE E FUTURO DO BLOCO CONTINENTAL
A honra de declarar aberta a Sétima Reunião de Coordenação Semestral da União Africana coube ao Presidente João Lourenço, na sua qualidade de Presidente em exercício do bloco continental, que discursou depois das palavras de boas-vindas do Chefe de Estado anfitrião, o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema.

O estadista angolano, que chegou ontem a Malabo para hoje dirigir os trabalhos desta reunião de balanço semestral da actividade da União Africana e das Comunidades Económicas e Mecanismos Regionais, referiu que a “integração regional em África é mais do que um ideal político, económico e social, mas sobretudo um dos vectores essenciais para transformarmos as grandes ambições da Agenda 2063 em progressos concretos e uma necessidade profundamente estratégica para o continente africano”.

A integração continental, por via essencialmente da acção das comunidades económicas que África dispõe, é o tema central desta reunião que a Guiné Equatorial acolhe e que termina ainda esta tarde.

O discurso que o Presidente da União Africana proferiu, em versão integral, é o que se publica a seguir:

“ Sua Excelência Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial e Presidente em Exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Central, CEEAC;
•⁠ ⁠Suas Excelências Chefes de Estado e de Governo Membros da Mesa da Assembleia da União Africana;
•⁠ ⁠Excelências Chefes de Estado e de Governo Presidentes das Comunidades Económicas Regionais e Mecanismos Regionais;
•⁠ ⁠Sua Excelência Mahamoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana;
•⁠ ⁠Excelências Comissários da Comissão da União Africana;
•⁠ ⁠Distintas Entidades Presentes;
•⁠ ⁠Minhas Senhoras, Meus Senhores

É com a mais elevada honra que, na qualidade de Presidente em Exercício da União Africana, tomo a palavra para me dirigir a Vossas Excelências, neste momento em que a União Africana reúne pela sétima vez com as Comunidades Económicas Regionais e Mecanismos Regionais no formato de Coordenação Semestral, para reflectir em torno do processo de integração regional africano e o seu estado presente, tendo em conta o cumprimento dos objectivos e metas fundamentais da Agenda 2063, “a África que Queremos”.

Manifestamos a nossa mais profunda gratidão a Sua Excelência o Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo e ao povo da República da Guiné Equatorial, por terem aceite albergar esta importante Cimeira e pela calorosa recepção e excepcional hospitalidade reservada a todas as delegações desde a nossa chegada à bela e acolhedora cidade de Malabo.

Como todos nós sabemos e defendemos, a integração regional em África é mais do que um ideal político, económico e social, é sobretudo um dos vectores essenciais para transformarmos as grandes ambições da Agenda 2063 em progressos concretos e uma necessidade profundamente estratégica para o continente africano, marcado por fronteiras herdadas da era colonial, que muitas vezes ignoraram as realidades culturais, sociais e económicas dos povos africanos.

É precisamente neste contexto que surge a necessidade de reforçarmos a coordenação entre a nossa Organização continental e as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, entendendo-se que estes últimos são os pilares essenciais da arquitectura africana, enquanto veículos de interligação entre as políticas continentais e as dinâmicas nacionais nos mais variados domínios.

Desde a criação da Organização da Unidade Africana, em 1963, até à sua transformação na actual União Africana em 2002, que assistimos a uma evolução significativa dos mecanismos de integração continental.

Estruturas como a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) representam hoje marcos históricos no processo de unificação dos mercados africanos, ao criar o maior acordo comercial do mundo em número de países participantes e um mercado de mais de 1,3 mil milhões de consumidores, transformando-se na verdadeira alavanca do crescimento económico continental, da redução da pobreza e da promoção da equidade social, através de uma maior industrialização e do aumento das exportações intra-africanas.

Acredito que os sinais positivos observados em termos de estímulo ao crescimento do comércio intra-africano durante as fases iniciais da implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana nos impulsionarão a dar sequência aos esforços colectivos e individuais em direcção a este horizonte promissor, que se desenha a favor da economia do nosso continente.

De igual modo, no quadro dos mecanismos de promoção do desenvolvimento do nosso continente, devo realçar o papel central que tem desempenhado a AUDA-NEPAD no que respeita à concretização da visão pan-africana definida na Agenda 2063, nomeadamente através da mobilização e disponibilização de recursos multiformes, essenciais para o sucesso da implementação dos projectos prioritários continentais e regionais.

Ainda no mesmo âmbito, considero igualmente oportuno garantir, dentro do melhor prazo, a observância dos diferentes aspectos jurídicos e condições de aplicabilidade sobre o estabelecimento e estruturação do Fundo de Desenvolvimento da Agenda 2063.

Este Fundo deverá complementar o trabalho que tem sido desenvolvido pelos mecanismos de financiamento já existentes, que se dedicam à mobilização de recursos para a concretização de projectos ligados à construção e melhoramento das infra-estruturas no nosso continente e, também, à sua aplicação em iniciativas ligadas à educação, à saúde e às tecnologias, primordiais e indispensáveis em todo o processo de desenvolvimento económico do continente africano.

Perante os imensos desafios que o nosso continente enfrenta devido à falta de infra-estruturas modernas e suficientes, impõe-se que aumentemos o investimento para proporcionar acesso a energia fiável e de baixo custo, a estradas, caminhos-de-ferro, portos e aeroportos modernos e eficientes e a redes digitais de elevada qualidade.

Isso contribuirá, seguramente, para a melhoria dos serviços de saúde e educação, facilitará a circulação de bens e serviços, reduzindo os custos logísticos; estimulará o desenvolvimento industrial e, consequentemente, contribuirá para o incremento do investimento estrangeiro directo no nosso continente.
Gostaria de referir, uma vez mais, que a União Africana, em coordenação com o governo da República de Angola, está a dar passos importantes para a realização em Luanda, capital da República de Angola, entre os dias 28 e 31 de Outubro do corrente ano, de uma importante conferência sobre o financiamento das infra-estruturas em África, para a qual gostaria de convidar Vossas Excelências, na qualidade de Presidente do país anfitrião e Presidente em Exercício da União Africana.

Aliás, esta importante iniciativa da Presidência Angolana da União Africana está alinhada com o Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA), que nos últimos anos tem posto em marcha acções visando o desenvolvimento de infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias, energéticas, digitais e híbridas em todo o continente.

A par do que acabo de referir, é importante destacar que as nossas Comunidades Económicas Regionais têm actuado como os blocos fundamentais da integração africana, harmonizando políticas, fomentando mercados regionais e promovendo a mobilidade de bens, pessoas e serviços.

De entre as várias iniciativas e projectos visando a integração e a interconexão entre as Comunidades Económicas Regionais, quero destacar o Mecanismo Tripartido integrado pela SADC, o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA) e a Comunidade dos Estados da África do Leste (EAC), que comporta 29 países, representando 53% dos Estados Membros da União Africana, mais de 60% do PIB continental e uma população de 800 milhões de habitantes, tendo seu foco na integração para o desenvolvimento, na complementaridade comercial, na produção industrial competitiva e no desenvolvimento infra-estrutural do nosso continente.

Esta é uma daquelas iniciativas que devemos encorajar e apostar, de modo que consigamos somar passos em direcção àconcretização da interligação plena dos Estados do nosso continente.

Senhores Presidentes,
Excelências,

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

Apesar dos avanços registados e aplaudidos por todos nós, devemos reconhecer que ainda há um longo caminho a percorrer.

Persistem desafios estruturais, institucionais e políticos que dificultam a plena realização da nossa ambição continental, onde me permito destacar questões cruciais como a baixa industrialização e fraca diversificação das nossas economias, a insuficiente harmonização de políticas comerciais, fiscais, sanitárias e alfandegárias, desincentivando os operadores económicos, podendo mesmo criar tensões políticas, conflitos armados e instabilidade institucional, que comprometem a paz necessária para qualquer processo de integração eficaz.

Por este facto, devo referir que no próximo mês de Setembro, em Nova Iorque, à margem da 80ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a União Africana, em coordenação com a República de Angola, pretende reunir os Chefes de Estado e de Governo do continente para a realização de uma ampla conferência para analisar os conflitos em África, cujo foco principal deverá centrar-se na questão da paz como um bem obrigatório e indeclinável para os povos do nosso continente.

É importante que, durante a conferência, possamos juntos analisar, com a profundidade que se requer, as causas enraizadas dos nossos conflitos, para que, de forma coordenada e corajosa, encontremos as respostas que necessitamos para pôr um fim definitivo a cada um deles.

A resolução das questões de paz e segurança e a criação de infra-estruturas seguras e resilientes constituem um motor essencial do desenvolvimento sustentável em África.

Senhores Presidentes,
Excelências,

Ao realizarmos a 7ª edição da nossa Reunião Semestral de Coordenação, estou convencido que teremos a oportunidade de fazer avanços significativos através de discussões estruturadas, nos processos ligados à avaliação dos progressos realizados, à identificação de eventuais bloqueios e à definição de roteiros destinados a reforçar a integração.

África é uma vez mais chamada a unir-se para enfrentar os desafios existentes e, através de uma posição comum e com o apoio dos seus diferentes parceiros, dar as respostas estruturais que se impõem.

A integração não deve ser apenas uma tarefa dos governos. As populações africanas, especialmente os jovens, a sociedade civil, as empresas e os académicos, devem ser parte activa neste processo, de modo que se traduza em mais oportunidades de emprego, maior acesso a mercados, mobilidade para estudar e trabalhar e mais resiliência frente aos choques externos.

A integração regional é um investimento estratégico na estabilidade, soberania e prosperidade colectiva dos nossos Estados.

Num mundo cada vez mais multipolar e competitivo, onde grandes blocos regionais ganham peso nas decisões globais, África não pode continuar a falar com vozes dispersas, nem negociar com interesses fragmentados. Essa necessidade de unidade na defesa dos interesses do continente deve ser já demonstrada por ocasião da Cimeira União Europeia-África, a realizar-se no fim do mês de Novembro em Luanda.

O momento exige vontade política reforçada, compromissos vinculativos e, acima de tudo, resultados tangíveis para os nossos cidadãos.

É tempo de acelerar a implementação dos protocolos regionais, de confiar nas capacidades do continente e fomentar a produção africana para o consumo africano, de transformar os corredores de integração em verdadeiras artérias de desenvolvimento e de paz, de fazer da juventude africana, com a sua criatividade e energia, o motor da nossa integração.

Espero que as nossas deliberações de hoje nos permitam dar um passo adiante rumo à implementação das nossas agendas comuns a nível continental e regional, com vista a aproximar cada vez mais os povos africanos da promessa de um continente pacífico, próspero e integrado.

Com estas palavras, declaro aberta a 7ª Reunião Semestral de Coordenação.
Muito Obrigado pela vossa atenção! “

Photos from Consulado Geral de Angola Istambul 's post 13/07/2025

PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ORIENTA REUNIÃO DE COORDENAÇÃO UNIÃO AFRICANA - COMUNIDADES ECONÓMICAS E MECANISMOS REGIONAIS.
🔻ENCONTRO SEMESTRAL FAZ PARTE DO CALENDÁRIO ANUAL DA UA E SERVE PARA AVALIAR EXECUÇÃO DE PROJECTOS DE INTEGRAÇÃO CONTINENTAL

A cidade de Malabo, mais exactamente a sua zona protocolar de Sipopo, acolhe este domingo a Sétima Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana e as Comunidades Económicas e Mecanismos Regionais, que serve para fazer o ponto de situação dos diferentes projectos e acções em execução nas diferentes latitudes do continente no quadro da integração africana.

A reunião de hoje foi preparada por uma primeira de nível ministerial, cujos trabalhos decorreram sob orientação de Angola, no caso, representada pelo chefe da sua diplomacia, Téte António.
Os trabalhos do encontro de alto nível continuam a desenrolar-se na capital da Guiné Equatorial, sob direcção do Presidente da União Africana, João Lourenço, e terminam dentro de algumas horas.

13/07/2025

União Africana e comunidades regionais avaliam processo de integração de África
O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, orienta, amanhã, em Malabo, capital da Guiné Equatorial, na qualidade de Presidente da União Africana (UA), os trabalhos da 7.ª Reunião de Coordenação Semestral entre a organização continental e as Comunidades Económicas e os Mecanismos, ambos regionais, que vai analisar, entre outros temas, o processo de integração de África.

De acordo com o secretário do Presidente da República para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa, Luís Fernando, o Estadista angolano segue, hoje, para aquela cidade, que vai acolher este evento anual da UA, com a presença de vários outros Chefes de Estado e de Governo do continente africano.

Esta reunião intermédia, esclareceu Luís Fernando, na comunicação sobre a deslocação do Presidente da República a Malabo, acontece mais ou menos com a metade do percurso feito pelo país na liderança da União Africana, no caso Angola.

“Neste encontro, deste domingo, a União Africana, o que faz é avaliar o estado de andamento das suas principais plataformas e projectos, como perceber em que pé se encontra o processo de integração do continente, no fundo, um balanço do trabalho das comunidades económicas regionais, os seus progressos e, também, os seus desafios”, precisou o secretário do Presidente da República para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa.

Outro balanço a ser feito nesta reunião, prosseguiu Luís Fernando, está relacionado com o estado de implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana, que disse tratar-se de uma das mais decisivas frentes por que passa a estratégia das lideranças africanas do nosso tempo.

Sobre este particular, Luís Fernando ressaltou que “pôr África a fazer negócios entre si, a cooperar entre si e a ligar-se pelas infra-estruturas é qualquer coisa de inadiável e dimensão sem recuo, face até aos desafios
da conjuntura global”.
“É sobre tudo isto que se vai falar, domingo, na cidade de Malabo, na reunião de cúpula que o Presidente João Lourenço se vai encarregar de orientar, com a participação dos seus pares do continente”, acentuou Luís Fernando.

A Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana (UA), as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais é um encontro anual criado para discutir e coordenar as acções no âmbito da integração regional e continental africana.

O seu objectivo principal passa por promover uma divisão de trabalho eficaz e colaboração entre a UA e as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, de modo a estarem alinhados com os princípios de subsidiariedade, complementaridade e vantagem comparativa. Esta reunião avalia, também, os progressos na implementação de iniciativas de integração continental, como a Agenda 2063, o roteiro estratégico para a transformação socio-económica e a integração do continente africano.

A reunião é considerada crucial para a garantia da unidade e da eficácia da acção africana na promoção do desenvolvimento e da integração do continente. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da União Africana para fortalecer a governança e a cooperação no continente, buscando, deste modo, soluções africanas para problemas africanos.

Fazem parte das principais comunidades económicas regionais africanas, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade da África Oriental (CAO), a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA).

Já os mecanismos regionais africanos constituem as iniciativas de cooperação e integração entre países do continente, com o objectivo de promover o desenvolvimento económico, a paz e a segurança. Esses mecanismos podem ser tanto comunidades económicas regionais quanto outros organismos que actuam na prevenção e resolução de conflitos.

47.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo

A 7.ª Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana e as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais foi antecedida da 47.ª sessão ordinária do Conselho Executivo, que terminou ontem, igualmente, em Malabo.

Presidido pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, na qualidade de presidente em exercício daquele órgão, a reunião aprovou o projecto de agenda da 7.ª Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana, as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, assim como analisou o Relatório da 50.ª sessão ordinária do Comité dos Representantes Permanentes (CRP).

De acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores, os ministros debruçaram-se sobre os relatórios da sessão conjunta do Comité Ministerial sobre a Escala de Avaliação e do Comité dos Quinze (15) Ministros das Finanças (F15), o do Comité Ministerial sobre as candidaturas africanas no seio do Sistema Internacional e do Acompanhamento da Implementação da Agenda 2063.

A ocasião serviu, por outro lado, para os delegados elegerem os membros dos órgãos da União Africana, designadamente dois comissários da Comissão da União Africana (CUA) e cinco membros do Conselho Consultivo contra a Corrupção (AUABC).

No seu discurso de encerramento, Téte António agradeceu, com particular apreço, a todos os membros da União Africana, que, com profissionalismo e paciência, tornaram possível o pleno diálogo entre as diversas geografias linguísticas do continente, tendo considerado o acto um contributo essencial para o êxito daquela sessão.

Última edição aconteceu em 2024 na República do Ghana

A 6.ª Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana, as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, que antecede a esta, aconteceu em Julho do ano passado, em Accra, capital da República do Ghana. João Lourenço participou nessa edição na qualidade de então Presidente em exercício da SADC.

Na sua intervenção, o Estadista angolano defendeu a necessidade de a integração continental e regional continuar a ser a principal estratégia, por permitir a expansão dos mercados, alargar o espaço económico do continente e colher os melhores benefícios para as populações africanas. Em todo este esforço, que visa a integração continental, o Estadista angolano salientou que a SADC tem tido um papel importante, também pelo facto de fazer parte do Mecanismo Tripartido, integrado, igualmente, pela COMESA e pela Comunidade da África do Leste (EAC).

Este mecanismo, explicou, na altura, comporta 29 Estados, representando 53 por cento dos Estados-membros da União Africana, mais de 60 por cento do PIB continental e uma população de 800 milhões de habitantes, assim como tem o foco na integração para o desenvolvimento, na complementaridade comercial, na produção industrial competitiva e no desenvolvimento infra-estrutural do continente.

“Por isso, aproveito este momento para apelar que continuemos a empenhar-nos para superar os desafios identificados e a trabalhar na busca dos melhores métodos e meios que garantam a intensificação do cumprimento da agenda de integração continental”, apelou o Presidente João Lourenço, naquela reunião.

13/07/2025

Expo-Cabinda fortalece o empresariado local

O secretário de Estado para a Indústria considerou a Expo-Cabinda facilitadora do intercâmbio comercial entre produtores, distribuidores e consumidores, com vista a atrair investimento nacional e estrangeiro para a revitalização das cadeias produtivas.

Carlos Rodrigues falava na abertura da Feira Internacional de Negócios “Expo-Cabinda”, que decorre de 11 a 14 de Julho, no Estádio Municipal do Tafe, pavilhão multiuso com o mesmo nome e no campo de jogos do colégio Barão Puna, tendo sublinhado a importância de fomentar parcerias estratégicas que impulsionam a inovação e a competitividade.
O Executivo, disse, tem reafirmado com determinação o compromisso com a transformação estrutural da economia, e a Expo-Cabinda 2025 é o reflexo desse esforço, ao proporcionar uma plataforma de excelência para o fortalecimento do tecido empresarial, atracção de investimentos e geração de novas oportunidades de emprego.

Para o secretário de Estado, Cabinda é terra de oportunidades únicas, abençoada com uma riqueza ímpar em recursos minerais e humanos, e “a realização da feira não é fruto do acaso, é o reconhecimento do seu enorme potencial económico, da sua relevância no quadro da diversificação e do desenvolvimento sustentável de Angola”.

Carlos Rodrigues considera os sectores da Agricultura, Indústria e do Comércio pilares centrais do desenvolvimento do país. Por essa razão, sustentou o responsável, eventos como as feiras são fundamentais para promover produtos e serviços com o selo de qualidade “Feito em Angola”.

Durante esses dias, referiu, teremos o privilégio de testemunhar a criatividade, a resiliência e o talento dos empresários e produtores locais.

Carlos Rodrigues convidou os investidores a olharem para a província de Cabinda como uma terra fértil e repleta de oportunidades, onde poderão encontrar não só o potencial económico, mas também a alegria, dedicação e a hospitalidade do seu povo.
“Exorto a todos expositores a aproveitarem esta ocasião para estabelecer redes de contactos, partilhar conhecimentos e concretizar negócios sustentáveis”, disse.

Na ocasião, o secretário de Estado disse ainda que a província tem um futuro promissor, com a entrada em pleno funcionamento do Porto de Águas Profundas do Caio e com os investimentos em fontes de energia e outras infra-estruturas em curso na região. Com isso, acrescentou, estamos a consolidar um ambiente atractivo para o investimento e florescimento da actividade empresarial no país.

A governadora de Cabinda, Suzana de Abreu, disse que o evento é uma iniciativa que marca um momento especial para a província, ao reunir no mesmo espaço “oportunidades, inovação e cooperação”.

Segundo Suzana de Abreu, mais do que uma Feira, a exposição representa um marco no reforço da identidade económica, cultural e social, reafirmando o papel estratégico da província no contexto nacional e regional.

“Esta é uma oportunidade para reunir esforços em torno de um propósito comum, construir soluções concretas para o desenvolvimento local, sobretudo neste ano em que o país comemora 50 anos de Independência Nacional, com o espírito renovado e visão no futuro”, disse.

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